Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Léo inicia a semana com visitas a secretarias e servidores



Da Assessoria

Implantando seu estilo democrático de administrar e buscando construir uma gestão humanizada, o prefeito Léo Bortolin esteve na manhã desta segunda-feira (11), na Secretaria de Obras e Infra-estrutura para uma visita de cortesia e para prestigiar cada servidor pela importância no conjunto da obra.  Ele apresentou o novo secretário, Eduardo Wolf e a equipe que estará à frente de cada setor.

Léo ressaltou a importância da funcionalidade da secretaria e reafirmou que “o coração e a mola que impulsiona o município está aqui. Por isso, a minha gestão será estruturada em ouvir as pessoas que estão na ponta, sem vocês não somos ninguém e não chegaremos a lugar nenhum”.

Pensando no desenvolvimento e na gestão humanizada, o novo secretário Eduardo Wolff ressaltou que trabalhará de forma integrada com todos os servidores lotados neste departamento para fazer que o planejamento da cidade ocorra de forma organizada. “Porque é dessa forma unificada que desenvolveremos os projetos para atender a demanda e a expectativa da população”.

 

O presidente da Câmara Municipal Milley (PV) que acompanhou o prefeito, na secretária de Obras, aproveitou para reafirmar a importância da parceria entre o Legislativo e o Executivo. “Sem esse entrosamento e com um diálogo permanente não vamos alcançar o desenvolvimento que queremos”. “Milley colocou a Câmara à disposição para junto com o prefeito buscar ações que vão encontro dos anseios da população”. Os vereadores Luis Costa (PR), Elton Baraldi (PMDB), Manoel Mazzutti (PMDB), Carlinhos Instrutor (PSD) e Kinha Juriti (PV) também participaram das visitas.

 

Priorizando a Saúde

 

Dando continuidade às visitas, o prefeito Léo Bortolin foi à secretaria de Saúde e a UPA numa demonstração explicita de carinho e respeito pelos servidores. Na ocasião, apresentou a secretária de Saúde, Haid Baraldi, que conhece minuciosamente o funcionamento de toda a estrutura e aceitou o desafio.  Léo está consciente de que a Saúde é uma área vulnerável, que precisa de investimentos permanentes, por isso “a minha equipe e eu vamos procurar atender a demanda, respeitando todo cidadão ou cidadã que precisar dos serviços públicos com atendimento de qualidade principalmente nessa área que é tão delicada”.

A receptividade foi excelente, os funcionários entenderam que o Léo faz a diferença quando busca esse diálogo e estabelece esse vinculo de confiança com os servidores que estão no atendimento direto – “sozinho ninguém chega a nenhum lugar e, se estamos juntos, com o mesmo pensamento, olhando na  mesma direção trabalhando por Primavera, o servidor é peça fundamental e imprescindível para o sucesso desse projeto de humanização”.



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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