Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Palestra sobre Ideologia de Gênero será neste sábado (27)



Da Redação

Sábado (27), na Câmara Municipal de Primavera do Leste, a partir das 8h da manhã, será realizada a primeira palestra com o tema: “Família Educa, Escola Ensina”. Quem irá ministrar  é o procurar da república, Guilherme Schelb, que é idealizador do projeto Proteger.

Pode participar qualquer pessoa, basta fazer a inscrição em um dos pontos citados ou minutos antes do evento. A contribuição no valor da inscrição é de R$ 25 reais. O evento irá emitir certificado de 8 horas.

O tema Ideologia de Gênero e Erotização Infantil tem sido muito discutido por um grupo de famílias de Primavera do Leste. O grupo decidiu se reunir e buscar mais informações sobre o tema, já que o Ministério da Educação, nos últimos anos, tem trabalhado a sexualidade nas turmas iniciais – na infância.

Jaqueline Roggia, mãe e integrante do grupo, diz estar preocupada com o fato das escolas ensinarem para as crianças Ideologia de Gênero. “Ideologia de Gênero, para quem ainda não conhece, não tem dado importância ao assunto, porque as informações repassadas a nós têm sido distorcidas. Eu como mãe, me preocupo e também com todas outras crianças, que não tem maturidade e nem discernimento para compreender este tema”.

A Câmara Dirigente Lojistas (CDL) tem sido parceria das famílias que estão buscando conhecer o tema e também preservar as crianças. “É um assunto que precisa ser compreendido com informações serias e de credibilidade. Por isso a CDL é parceira, porque se preocupa com as crianças e também com as famílias de nossa cidade. Por isso convido a todos para participar da palestra amanhã, sábado”. Explica o presidente da CDL, Naudi Rohr.

As inscrições podem ser feitas na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que fica no bairro Primavera II, também na Loja de Decoração Salvatori, que fica na Avenida Amazonas, e na Erva Mate Pantaneira, que fica na Avenida Paraná. Informações no telefone (66) 9 9606-9688.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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