Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Paróquia São Francisco de Assis realiza a 14º Festa do Padroeiro neste domingo (30) em Primavera do Leste



Da Redação

A tradicional Festa do Padroeiro São Francisco de Assis será realizada este ano no domingo (30).  O pároco Frei Anselmo Brand, explica que a festa sempre é realizada no primeiro domingo de outubro, porque o dia de São Francisco é 04, mas foi antecipada por causa das eleições.

A programação começa com a santa missa às 10h da manhã na Igreja, após a missa será servido o almoço no salão paroquial, com a venda do churrasco bovino que é uma costela por R$ 40 reais e o suíno R$ 35 reais, que da para almoçar até cinco pessoas. Também será comercializada a bebida. Além de música para animar à tarde.

Durante a festividade terá leilões, a comercialização de salgados e porções, e por fim o show de prêmios que será às 17h. A cartela do bingo está sendo vendida por R$ 20 reais e tem como primeiro prêmio o valor de R$ 20 mil reais, o segundo prêmio é de R$ 7 mil reais e o terceiro prêmio tem o valor de R$ 3 mil reais. Todas as cartelas têm a autenticação eletrônica.

A comercialização da cartela está sendo feita na paróquia São Francisco de Assis que fica na Rua Tancredo Neves, no bairro Castelândia, e por voluntários da Igreja. Será vendida até o domingo, véspera da festa.

Segundo o Frei  Anselmo, a Festa do Padroeiro tem como objetivo a confraternização a data do padroeiro, São Francisco de Assis, e para a Igreja é uma oportunidade de arrecadar fundos para as obras sociais, em que, todos os anos é esta arrecadação da festa que tem mantido, além de proporcionar um momento de lazer e alegria as famílias e toda a comunidade.

Na semana que vem, na quarta-feira, 03 de outubro a paróquia realizará a missa de São Francisco, que será às 19h, e no dia 04 terá a benção dos animais, às 18h na frente da igreja.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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