Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Pastoral da AIDS em parceria com Secretaria de Saúde atende com trabalhos de prevenção e conscientização durante Primafolia



Da Redação

Em Primavera do Leste a festança já começou. Com a expectativa de um público diário de 6 mil pessoas, o Primafoilia é a maior estrutura de Carnaval da região sul do estado.

Com um trabalho de Prevenção e Conscientização contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), a Secretaria de Saúde está presente todas as noites com um ônibus que possibilita atendimentos de acolhimento, conscientização e ainda testagem. Em parceria com a Pastoral da AIDS e o Centro de Testagem e Acolhimento (CTA), os foliões terão acesso a profissionais da saúde e também a testes rápidos como AIDS, Hepatite B e C.

“É de suma importância a Secretaria de Saúde estar presente em uma das festas mais popular e com um maior número de público. A parceria com a Pastoral da AIDS e o CTA irá possibilitar uma maior assistência às pessoas que muitas vezes não tem conhecimento dos serviços gratuitos ou tempo para fazer exames, e até mesmo buscar mais conhecimento sobre as doenças”. Explica a secretária de saúde, Laura Leandra.

O CTA que atua com testes rápidos tem o objetivo de fomentar cada vez mais os atendimentos. “Nós temos que aparecer, precisamos divulgar e chegar até as pessoas. Os testes rápidos são gratuitos e precisamos orientar as pessoas a fazerem. Hoje temos em nossa cidade 180 pessoas em tratamento de DSTs, e quanto mais às pessoas se conscientizarem,  mais estaremos lutando contra essas doenças”. Menciona o coordenador do CTA, Marcos Moreira.

Integrante e mobilizadora da Pastoral da AIDS na Diocese de Primavera do Leste, Maviane Damitiz, ressalta que a Pastoral da AIDS atua com serviço de prevenção ao HIV e assistência aos soropositivos. “A Igreja assume esse serviço sem preconceitos, acolhe, acompanha os direitos daqueles que foram infectados pela AIDS. Estaremos no ônibus da Secretaria de Saúde para dar toda assistência necessária durante este Carnaval”.

Os testes serão realizados até o dia 11.

 



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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