Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Pastoral da AIDS em parceria com Secretaria de Saúde atende com trabalhos de prevenção e conscientização durante Primafolia



Da Redação

Em Primavera do Leste a festança já começou. Com a expectativa de um público diário de 6 mil pessoas, o Primafoilia é a maior estrutura de Carnaval da região sul do estado.

Com um trabalho de Prevenção e Conscientização contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), a Secretaria de Saúde está presente todas as noites com um ônibus que possibilita atendimentos de acolhimento, conscientização e ainda testagem. Em parceria com a Pastoral da AIDS e o Centro de Testagem e Acolhimento (CTA), os foliões terão acesso a profissionais da saúde e também a testes rápidos como AIDS, Hepatite B e C.

“É de suma importância a Secretaria de Saúde estar presente em uma das festas mais popular e com um maior número de público. A parceria com a Pastoral da AIDS e o CTA irá possibilitar uma maior assistência às pessoas que muitas vezes não tem conhecimento dos serviços gratuitos ou tempo para fazer exames, e até mesmo buscar mais conhecimento sobre as doenças”. Explica a secretária de saúde, Laura Leandra.

O CTA que atua com testes rápidos tem o objetivo de fomentar cada vez mais os atendimentos. “Nós temos que aparecer, precisamos divulgar e chegar até as pessoas. Os testes rápidos são gratuitos e precisamos orientar as pessoas a fazerem. Hoje temos em nossa cidade 180 pessoas em tratamento de DSTs, e quanto mais às pessoas se conscientizarem,  mais estaremos lutando contra essas doenças”. Menciona o coordenador do CTA, Marcos Moreira.

Integrante e mobilizadora da Pastoral da AIDS na Diocese de Primavera do Leste, Maviane Damitiz, ressalta que a Pastoral da AIDS atua com serviço de prevenção ao HIV e assistência aos soropositivos. “A Igreja assume esse serviço sem preconceitos, acolhe, acompanha os direitos daqueles que foram infectados pela AIDS. Estaremos no ônibus da Secretaria de Saúde para dar toda assistência necessária durante este Carnaval”.

Os testes serão realizados até o dia 11.

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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