Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 05 de Marco de 2026

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Peixes são encontrados mortos no Córrego Traíras



A denuncia foi feita pelo vereador Luis Costa através de vídeo

A concessionária Águas de Primavera afirma que realiza a coleta e o tratamento do esgoto do município de acordo com a legislação ambiental, porém, não é o que vereador Luis Costa constatou no Córrego Traíras, já em que vídeo ele mostra uma espuma esbranquiçada na água, peixes mortos e relata sobre forte odor de resíduos no local. Por estes mesmos problemas, a empresa já foi multada R$ 1,2 milhão pela Secretaria de Estado de meio Ambiente (Sema).

De acordo com a Sema, em outubro de 2017, quando a empresa foi multada, o motivo da penalidade foi “por operar atividade potencialmente poluidora de estação elevatória em não conformidade com as normas atuais vigentes, e por causar poluição através de lançamento de esgoto sanitário doméstico a céu aberto em solo permeável atingindo área de preservação permanente e recursos hídricos superficiais”. Ainda conforme a Sema, além da multa de R$ 1,2 milhão, a empresa teve quatro estações elevatória embargadas.

A multa foi expedida quando a Sema foi solicitada pela Secretaria de Meio Ambiente de Primavera do Leste para averiguar a situação, em junho do ano passado. Isso aconteceu após o jornal O Diário denunciar o extravasamento de esgoto em um dia de chuva, que afetava diretamente o Córrego Traíras. Problema que continua até os dias de hoje.

Toda vez que chove, o bueiro localizado na Avenida Gutierres, na entrada do Bairro Buritis, transborda esgotamento sanitário que se espalhava para todos os lados, além do cheiro desagradável no local. Ao lado há uma Área de Preservação Permanente (APP) e em alguns metros há o Córrego Traíras, para onde escorrem todos os dejetos. Este é apenas um dos problemas apresentados pela população primaverense.

CPI INVESTIGA CONDUTAS DA CONCESSIONÁRIA
Devido as diversas reclamações contra a concessionária, os vereadores instauraram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá analisar os serviços prestados pela Águas de Primavera. No início de junho, os cinco membros da comissão já fizeram o planejamento de todo o processo que deve durar 90 dias e deram início à leitura do contrato de concessão. Uma audiência pública também deve ser realizada para ouvir a demanda de toda a população.

A comissão foi instaurada através do Decreto Legislativo Nº 310, aprovada pelo presidente da Câmara Municipal de Primavera do Leste, Miley Alves. O pedido para que fosse criada a CPI partiu do ex-vereador Josafá Martins Barbosa, em dezembro, mas como o vereador foi cassado, a composição dos titulares ficou da seguinte forma:
I – Presidente – Luis Pereira Costa;
II – Relator – Antônio Marcos Carvalho dos Santos;
III – Secretário – Paulo Marcio Castro e Silva;
IV – Membro – Carmem Betti Borges de Oliveira;
V – Membro – Carlos Araujo.

Na próxima quarta-feira (18), os vereadores que compõe a CPI que investiga a empresa Águas de Primavera, se reunirá com membros do Ministério Público da Comarca. Eles pretendem discutir o interesse e legalidade do contrato de concessão. Concessionária afirma que esgoto é tratado, sem risco de contaminação Em vídeo gravado no local, o vereador relata que foi solicitado novamente por um morador e ressalta que todos da comissão estiveram no local para verificar a situação em que o Córrego se encontra. “O mau cheiro é horrível e à é possível verificar a quantidade de peixes mortos neste local”, diz.

O vereador salienta que não basta apenas multar a empresa, mas sim “ter uma ação que pare com este crime ambiental que está ocorrendo. Nossa população não pode conviver com isto que a concessionaria está fazendo. Tem que devolver o esgoto tratado”, afirma em vídeo.

Em contato com a concessionária Águas de Primavera, através da Assessoria de Imprensa, fomos informados que a respeito da espuma branca encontrada no Córrego, não são provenientes do efluente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), já que o ponto de lançamento está a 2,5 km de distância do local. Já em relação aos peixes mortos, a concessionária não se pronunciou, apenas disse que “o resíduo, proveniente do processo de tratamento, é devolvido ao meio ambiente tratado, sem oferecer riscos de contaminação”, afirma em nota.

NOTA DA CONCESSIONÁRIA:
A Águas de Primavera esclarece que realiza a coleta e o tratamento do esgoto do município de acordo com a legislação ambiental. O resíduo, proveniente do processo de tratamento, é devolvido ao meio ambiente tratado, sem oferecer riscos de contaminação.

Este lançamento passa por análises de qualidade e atende a leis federais, estaduais e municipais. A concessionária reforça que já apresentou estas informações aos órgãos competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários. A concessionária esclarece ainda que a ocorrência de espuma no Córrego Traíras não é proveniente do efluente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O ponto de lançamento de efluentes tratados está a 2,5 km de distância do local onde é relatado a existência de alterações.

A formação de espumas pode ter sido ocasionada pela presença
de aditivos espumantes (como detergentes e sabão em pó) no esgoto doméstico lançado indevidamente na rede de drenagem pluvial.
Monitorando continuamente a operação dos sistemas de esgoto, a Águas de Primavera conta com o apoio da população para que o sistema de esgotamento sanitário funcione com eficiência. Neste ano, a concessionária retomou os trabalhos de vistoria no município com a tecnologia de fumacê, para identificar a prática de ligações irregulares de esgoto e de águas das chuvas na rede, que são prejudiciais para o meio ambiente e a
saúde da população.

Os moradores que cometeram a irregularidade foram notificados.
Para mais informações e esclarecimentos, a concessionária fica à disposição na Central de Atendimento ao Usuário e no 0800 647 6060 para ligações de telefones fixos e pelo 4020 1038 para ligações de celulares.

Fonte: Pérsio Souza/ Clique F5



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política

Assessor parlamentar registra Boletim de Ocorrência contra vereador por supostas ameaças e assédio na Câmara de Primavera do Leste


Incidente teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (02/03/2026) na sala de café da Casa de Leis. Servidor acionou a Polícia Civil e a Ouvidoria do Legislativo.

POR: Luis Costa / Redação]

DATA: 02 de Março de 2026

Um desentendimento entre um assessor parlamentar da Vereadora Mariana Carvalho e o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes (PSB) motivou o registro de um Boletim de Ocorrência (BO) e uma denúncia formal na Ouvidoria da Câmara Municipal de Primavera do Leste na manhã desta segunda-feira (02). O servidor acusa o parlamentar de ameaça, constrangimento público e assédio moral.

De acordo com o Boletim de Ocorrência nº 2026.68122, registrado junto à Polícia Judiciária Civil, o fato ocorreu por volta das 09:00h na área do café da Câmara. O comunicante relata que foi abordado pelo vereador, que o acusou, “sem provas”, de registrá-lo em vídeo durante as sessões e sessões gravadas para uso jocoso e de gerenciar páginas de sátira política em redes sociais.

O assessor afirma no documento que foi constrangido diante de outros servidores e sofreu ofensas à sua dignidade pessoal e profissional através de comunicação agressiva e desrespeitosa. O registro policial cita ainda “ameaças veladas” proferidas pelo vereador, com frases indicando que a situação “não iria ficar assim”.

A ocorrência foi tipificada preliminarmente pela polícia como “Preservação de Direito (Consumado)” e “Ameaça (Consumado)”. O servidor informou que o incidente foi presenciado por testemunhas e captado pelas câmeras de segurança da Sala de Comissões.

Ação na Ouvidoria

Além da representação policial, o assessor formalizou uma denúncia detalhada junto à Ouvidoria Geral da Câmara Municipal (Protocolo nº 02112.2026.000001-50). A manifestação classifica o ocorrido como “Assédio Moral” e “Conduta imprópria nas relações de trabalho”. O denunciante solicita que a Casa de Leis tome as devidas providências, fundamentando o pedido inclusive com base na Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade).

A Versão do Vereador Eraldo Fortes

​Em sua defesa, o Vereador Eraldo Gonçalves Fortes negou as acusações de agressividade. O parlamentar afirmou que sim, falou com o assessor parlamentar. Ele explicou que o motivo da conversa foi solicitar que o assessor não ficasse gravando-o para fazer memes em uma página no Instagram, a qual ele suspeita ser ligado ao servidor.

O comunicante foi informado pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representar criminalmente contra o suspeito.


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