Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Prefeito assina convênio com projeto social Dom Bosco



“Não podemos discutir o amanhã sem pensar nas crianças, sem lhes oferecer oportunidades de crescimento como ser humano, como profissionais e, nesse momento me sinto feliz e emocionado de poder, como prefeito, contribuir para o sucesso desse projeto”. Com essas palavras, Léo Bortolin estabeleceu uma parceria com o projeto Dom Bosco que atende 200 crianças da paróquia Nossa Senhora da Salete, no contra turno escolar que permite o repasse de vinte mil reais por mês.

O coordenador do projeto Padre Angelo Cézar e o vice Clenilton Barreto entendem que essa parceria vai possibilitar maior tranqüilidade para desenvolver as ações e oficinas que estão á disposição das crianças – informática, dança, teatro, música, capoeira, esportes e, o mais importante que é o reforço escolar. Padre Angelo falou da vida de Dom Bosco dedicada as pessoas e, sobretudo pela busca de oportunidades para os jovens, portanto esse projeto vai ao encontro das suas aspirações.

Marlene Franco Bonadimam e o Padre Valdomiro Bronakosk idealizaram e fundaram o projeto social Dom Bosco em julho de 2005 e, hoje na solenidade, onde foi homenageada, ela era só emoção – “por motivos de saúde me afastei, mas estou feliz porque é um sonho realizado, é um sonho que muita gente sonhou e, com o incentivo da Prefeitura fica mais fácil atendimento às crianças”.

O vice – prefeito Sérgio Fava que se fez presente e é um defensor das causas sociais entende que “só o poder público não consegue fazer tudo e, essas parcerias com a Igreja, clubes de serviços, instituições filantrópicas são indispensáveis para as comunidades”.

Estiveram presentes à solenidade de assinatura do convênio que aconteceu na Igreja Nossa Senhora da Salete os vereadores Luiz Costa, Juarez, Iva Viana, Carlinhos Instrutor, Paulo Márcio, Carmem Betti e Araujo; a secretária de Assistência Social, Ana Carla Ruaro e Leninha Riva e o chefe de gabinete Anderson Gonçalves.

Fonte: Da Assessoria/ Prefeitura



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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