Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Prefeito Leo Bortolin, empossa secretários



Foto: Diego Eifler/ Assessoria Prefeitura PVA

Da Redação

Na tarde desta segunda, 11, o prefeito Leonardo Bortolin (PMDB), deu posse a sua nova equipe de secretariados. O cerimonial foi realizado na Prefeitura Municipal, com a presença de prefeitos e vereadores das cidades vizinhas, além de todos os representantes do Poder Legislativo de Primavera do Leste, além de empresários, Entidades da sociedade civil organizada, autoridades políticas da capital, e a população em geral.

Confira abaixo a nova equipe de trabalho:

Assessoria de Gabinete – Carlos Alberto Barros: foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Possui grande experiência em relações políticas e institucionais e assume a assessoria de gabinete com o desafio de fortalecer o diálogo da Prefeitura, os poderes constituídos e a população.

Chefe de Gabinete – Luiz Carlos Rezende: tem formação acadêmica em Letras e em Direito, pós-graduação em Direito Empresarial e atualmente cursa pós-graduação em Gestão Pública. Em Primavera do Leste sempre atuou como advogado e professor, desde 2003. Atuou por vários anos como assessor jurídico e diretor da Câmara Municipal e foi conselheiro estadual e corregedorestadual da Ordem dos Advogados (OAB). Ele também recebeu, da Câmara Municipal, o título de Cidadão Primaverense.

Secretaria de Saúde – Haid Baraldi: Graduada em Enfermagem pela faculdade Centro Matogrossense e especialista na área de saúde da família, auditoria para Sistema Público de Saúde (SUS) e educação profissional na área de saúde. Foi coordenadora de atenção básica e de educação permanente, e atuou como secretária de saúde por duas vezes. Também exerceu a função de tutora na Universidade Federal de Mato Grosso e Fundação Osvaldo Cruz.

Secretaria de Educação – Adriana Tomazoni: é pedagoga, pós-graduada em Psicopedagodia e mestre em Educação na linha de Formação de Professor, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Atuou no Centro de Formação e Atualização de Profissionais da Educação Básica (Cefapro). Já tem experiência como secretária municipal de educação em Primavera do Leste por quatro anos. É superintendente da formação de profissionais da educação básica na Secretaria de Estado de Educação, presidente de união nacional dos dirigentes municipais da educação na gestão de 2015 a 2017, e atualmente preside o Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso e, pela dedicação à educação, recebeu o título de mulher cidadã mato-grossense, no início deste ano.

Secretário de Administração – Paulo Márcio: Servidor público municipal há 12 anos, Paulo Márcio Castro e Silva é mato-grossense, de Tesouro. Bacharel em Direito e Contabilidade, cursa especialização em Gestão Pública pelo IFMT. Foi membro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUMDEB) e de Valorização dos Profissionais da Educação, presidente da comissão do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e Coordenador Municipal de Transporte Escolar. Vereador eleito em 2016 pelo DEM, ele licenciou-se para assumir a Secretaria de Administração.

Secretaria de Cultura – Wanderson Lana: é ator, diretor e dramaturgo. Servidor de Carreira do município há 12 anos. Graduado em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista em História da América Latina, mestre em Estudos de Cultura Contemporânea e Doutorando em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso. Finalista do prêmio “Jovens Inspiradores do Brasil” organizado pela Revista Veja.

Secretaria de Fazenda – Vanderlei Tolfo: é formado em contabilidade e diretor do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de Mato Grosso (Sescon/MT). Atuou como delegado do Conselho Regional de Contabilidade no Estado de Mato Grosso (CRC/MT). Experiente, com atuação na área de contabilidade, legislação fiscal e trabalhista há mais de 23 anos. Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido, Vanderlei recebeu o título de cidadão mato-grossense e a Câmara Municipal o homenageou com a diplomação de cidadão Honorário. Atualmente Vanderlei Tolfo exerce o cargo de conselheiro fiscal da Associação dos Contabilistas de Primavera do Leste.

Secretaria de Promoção e Assistência Social – Rosecler Szadkoski: é advogada, foi coordenadora do Procon e professora universitária no curso de direito. É especialista em Processo Civil e Direito do Consumidor, com larga experiência em relacionamento e resolução de demandas.

Secretaria de Indústria, Comercio e Meio Ambiente – Carlos Donin: é técnico agrícola, graduado em Marketing pela Universidade de Cuiabá (Unic), tem MBA em liderança e coaching e é formado em gestão em liderança.

Secretaria de Infraestrutura e Obras – Eduardo Wolff: é formado em Engenharia Civil com MBA em Projeto, Execução e Desempenho de Estruturas e Fundações. Possui formação em cursos relacionados ao LeanConstruction (sistema de construção enxuta). Trabalhou na Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN) e também teve atuação na empresa Sul Cava Infraestrutura e comércio. Atualmente sócio proprietário no escritório Wolff e Zacarelli Engenharia e Arquitetura e também atua como professor da Universidade de Cuiabá (UNIC), campus de Primavera do Leste.

Assessor de Planejamento – Hélio Razia: possui experiência na área política e administração pública. Foi secretário de indústria e comércio e promotor de novos investimentos na prefeitura de Rondonópolis, período em que foram implantados quatro distritos industriais, atraindo um grande número de empresas para a cidade. Foi secretário adjunto na Secretaria Estadual de Indústria, Comércio e Mineração e gerente comercial das empresas Sadia S/A, Grupo Zahran e Viana Agro Mercantil.



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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