Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Prefeitura de Primavera do Leste cria ações para solucionar problemas com alagamentos



Segundo informações do Sindicato Rural de Primavera do Leste, na última segunda-feira (22) choveu aproximadamente 70 milímetros em meia hora. Foi uma das chuvas mais fortes dos últimos 10 anos. A tempestade provocou alagamentos em diversos pontos da cidade e por isso o prefeito Léo Bortolin se reuniu com jornalistas da cidade para uma coletiva de imprensa, afim de esclarecer as ações da prefeitura diante os alagamentos presentes em alguns pontos de Primavera do Leste há anos.

De acordo com o prefeito, três áreas do município foram afetadas: escolas, meio ambiente e infraestrutura. Quatro unidades escolares apresentaram alagamentos devido as chuvas: Novo Horizonte; Rosidelma Almeida; Maria de Nazaré; e Jeferson Mira. Todas as empresas responsáveis pelas obras foram notificadas. “Estamos fazendo com que os responsáveis pelas falhas nas estruturas se comprometam em organizar essas unidades”, disse Léo Bortolin.

Na área do meio ambiente a preocupação do gestor é quanto as erosões causadas pelas águas. O exemplo mais grave é o buraco que se aproxima da Avenida Florianópolis, na entrada da Avenida São Sebastião, que apresenta desmoronamento desde chuvas passadas. Neste local já está sendo realizada uma obra de recuperação.

O prefeito deixou claro que durante todo o ano estão sendo realizadas limpezas em bocas de lobo, onde tapete e até mesmo colchão já foram encontrados por servidores da Secretaria de Infraestrutura. Ele aproveitou para fazer um apelo à população, pedindo para que tomem cautela e não dispensem nas ruas objetos que possam ser levados aos bueiros pela água da chuva, pois esse é um dos fatores que contribui para os alagamentos.

Ele ainda informou que a Secretaria de Infraestrutura possui levantamento de todos os pontos de alagamento. Após a chuva de segunda-feira (22) foram identificadas mais de 10 localidades alagadas.

RUA DO COMÉRCIO (REGIÃO DA CONSTRUMOTA)

O prefeito voltou a falar sobre esse ponto de alagamento que é um dos mais críticos na cidade. Antes de começar as chuvas, cerca de R$ 5 mil foram investidos neste local. O nivelamento das caixas de captação de água da chuva foi feito para facilitar o escoamento. Hoje, por mais que ainda há alagamento, a água escoa de forma mais rápida.

Para solucionar o problema de forma definitiva, conforme o prefeito, a obra deve passar pelo meio da BR-070, onde será necessário escavar cerca de 12 metros para que sejam instalados tubos de espessuras maiores. A obra pode custar mais de R$ 1 milhão para o município. Além de conseguir esse dinheiro por meio de emendas parlamentares, é preciso que o DNIT – que está com as obras da BR-070 paralisadas há anos – trabalhe junto à prefeitura e colabora com a realização da obra.

“No início da nossa gestão conseguimos verbas em Brasília e as obras para drenagem no centro já iniciaram. Estamos próximos de iniciar uma intervenção na Avenida São Paulo, onde nova linha de drenagem vai escoar a água da região da Pista de Caminhada, para que não caia na mesma caixa adutora que capta a água acumulada na região do Construmota, mais uma medida para minimizar o problema causado pelo alagamento nesta localidade”, diz Léo. A obra será realizada com recursos próprios e com servidores da prefeitura.

Para os demais pontos de alagamento o prefeito declarou que em breve irá novamente à Brasília para conquistar mais recursos e efetivar as obras que solucionarão o problema de alagamento nesses locais.

PAUSA NAS OBRAS DO CENTRO

Ainda na coletiva o prefeito Léo Bortoin anunciou que as obras de drenagem no Centro terão uma pausa no período chuvoso e deve voltar na época da seca, no próximo ano. “De qualquer forma a obra já está licitada e com dinheiro em caixa. É só questão temporal, mas assim que possível será retomada”, explica o prefeito.

Fonte: Ascom Prefeitura de Primavera do Leste



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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