Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Prefeitura de Primavera do Leste cria ações para solucionar problemas com alagamentos



Segundo informações do Sindicato Rural de Primavera do Leste, na última segunda-feira (22) choveu aproximadamente 70 milímetros em meia hora. Foi uma das chuvas mais fortes dos últimos 10 anos. A tempestade provocou alagamentos em diversos pontos da cidade e por isso o prefeito Léo Bortolin se reuniu com jornalistas da cidade para uma coletiva de imprensa, afim de esclarecer as ações da prefeitura diante os alagamentos presentes em alguns pontos de Primavera do Leste há anos.

De acordo com o prefeito, três áreas do município foram afetadas: escolas, meio ambiente e infraestrutura. Quatro unidades escolares apresentaram alagamentos devido as chuvas: Novo Horizonte; Rosidelma Almeida; Maria de Nazaré; e Jeferson Mira. Todas as empresas responsáveis pelas obras foram notificadas. “Estamos fazendo com que os responsáveis pelas falhas nas estruturas se comprometam em organizar essas unidades”, disse Léo Bortolin.

Na área do meio ambiente a preocupação do gestor é quanto as erosões causadas pelas águas. O exemplo mais grave é o buraco que se aproxima da Avenida Florianópolis, na entrada da Avenida São Sebastião, que apresenta desmoronamento desde chuvas passadas. Neste local já está sendo realizada uma obra de recuperação.

O prefeito deixou claro que durante todo o ano estão sendo realizadas limpezas em bocas de lobo, onde tapete e até mesmo colchão já foram encontrados por servidores da Secretaria de Infraestrutura. Ele aproveitou para fazer um apelo à população, pedindo para que tomem cautela e não dispensem nas ruas objetos que possam ser levados aos bueiros pela água da chuva, pois esse é um dos fatores que contribui para os alagamentos.

Ele ainda informou que a Secretaria de Infraestrutura possui levantamento de todos os pontos de alagamento. Após a chuva de segunda-feira (22) foram identificadas mais de 10 localidades alagadas.

RUA DO COMÉRCIO (REGIÃO DA CONSTRUMOTA)

O prefeito voltou a falar sobre esse ponto de alagamento que é um dos mais críticos na cidade. Antes de começar as chuvas, cerca de R$ 5 mil foram investidos neste local. O nivelamento das caixas de captação de água da chuva foi feito para facilitar o escoamento. Hoje, por mais que ainda há alagamento, a água escoa de forma mais rápida.

Para solucionar o problema de forma definitiva, conforme o prefeito, a obra deve passar pelo meio da BR-070, onde será necessário escavar cerca de 12 metros para que sejam instalados tubos de espessuras maiores. A obra pode custar mais de R$ 1 milhão para o município. Além de conseguir esse dinheiro por meio de emendas parlamentares, é preciso que o DNIT – que está com as obras da BR-070 paralisadas há anos – trabalhe junto à prefeitura e colabora com a realização da obra.

“No início da nossa gestão conseguimos verbas em Brasília e as obras para drenagem no centro já iniciaram. Estamos próximos de iniciar uma intervenção na Avenida São Paulo, onde nova linha de drenagem vai escoar a água da região da Pista de Caminhada, para que não caia na mesma caixa adutora que capta a água acumulada na região do Construmota, mais uma medida para minimizar o problema causado pelo alagamento nesta localidade”, diz Léo. A obra será realizada com recursos próprios e com servidores da prefeitura.

Para os demais pontos de alagamento o prefeito declarou que em breve irá novamente à Brasília para conquistar mais recursos e efetivar as obras que solucionarão o problema de alagamento nesses locais.

PAUSA NAS OBRAS DO CENTRO

Ainda na coletiva o prefeito Léo Bortoin anunciou que as obras de drenagem no Centro terão uma pausa no período chuvoso e deve voltar na época da seca, no próximo ano. “De qualquer forma a obra já está licitada e com dinheiro em caixa. É só questão temporal, mas assim que possível será retomada”, explica o prefeito.

Fonte: Ascom Prefeitura de Primavera do Leste



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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