Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Prefeitura de Primavera do Leste fará prestação de contas de 135 dias de gestão



Hoje a partir das 17h30, no saguão da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, o prefeito, Leo Bortolin (PMDB) , e vice-prefeito, Sérgio Fava (PR), com a presença de autoridades empresariais e políticas da cidade, farão uma prestação de contas dos 135 dias de gestão, para toda a população.

É importante toda população Primaverense participar, para acompanhar a aplicação do dinheiro público. O Programa Prestando Contas é a simbologia de uma administração que entende como fundamental e necessária a transparência das decisões, a interação com os munícipes, a seriedade na tomada de decisões que tem acontecido de maneira impessoal com vistas a atender o bem comum, eliminando privilégios. Para o prefeito, “é obrigação do gestor permitir e promover a transparência na administração pública e, tanto o Sérgio como eu vamos perseguir essa meta – continuar com as portas da Prefeitura abertas para a população”.

O prefeito, na oportunidade, vai expor as ações de cada secretaria municipal estabelecida para 2018. Os convênios federais celebrados pela Prefeitura também serão apresentados, assim como o lançamento do primeiro pacote da empresa América do Sul Táxi Aérea Ltda, Asta, que começa a operar em Primavera do Leste no próximo mês. E, para finalizar a reunião, que terá uma duração de 40 minutos, será exibido um vídeo institucional sobre Primavera do Leste, elaborado pela Incorporadora Cosentino.

Após as eleições, quando foi consolidada a permanência de Léo Bortolin à frente do Executivo – ele havia assumido devido o afastamento de Getulio Viana, portanto em substituição ao prefeito até que houvesse uma decisão definitiva – ele implantou projetos que tem a sua digital, o seu estilo de administrar. Foi a Cuiabá e Brasília visitar os parlamentares matogrossenses e buscar recursos para viabilizar projetos importantes para a área de saneamento, saúde, como a habilitação da UPA, que permite o repasse de quatrocentos mil reais/mês para ajudar na sua manutenção, além de outros convênios celebrados pelo município.

Da Redação com Assessoria de Imprensa

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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