Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Prefeitura de Primavera inaugura 1º ponto de ônibus do país, fechado, com wi-fi e tomadas para recarregar celular



A Prefeitura de Primavera do Leste tem priorizado mecanismos que possam embelezar a cidade, oferecer qualidade de vida e conforto para a população usando o modelo de gestão público-privada – com essa proposta foi inaugurado hoje pela manhã, 15, o primeiro ponto de ônibus tecnológico, coberto, com tomadas para recarregar celular e sinal de wi-fi grátis. É o primeiro ponto de ônibus fechado do Brasil e tem como referência o modelo de Abu Dhabi.

Para o prefeito Léo Bortolin, é necessário e urgente modernizar os serviços públicos e, através do projeto Eu Amo Primavera, que envolve a iniciativa privada e o poder público foi possível construir essa estrutura, “a parceria com o Sicredi nos permitiu avançar nesse sentido, a população, em sua grande maioria, ainda usa os serviços públicos de transportes e, nosso foco é o bem estar da população”.

Além desse ponto de ônibus com a estrutura de primeiro mundo, outros 14 abertos foram construídos em diversos bairros para atender uma cidade que cresce acima da média e recebe famílias de todas as partes do Brasil. Léo entende que esse crescimento exige atenção especial dos gestores em áreas distintas como Educação, Saúde e, Infraestrutura, “que muitas vezes fica relegada a segundo plano, mas em Primavera a administração é plural e, a infraestrutura é também nossa prioridade”.

O representante do Sicred, Milton Afonso, afirmou que a cooperativa é parceira na construção de uma cidade com mais qualidade de vida. “Estamos dispostos a continuar com parcerias para resolver parte dos problemas de Primavera do Leste, proporcionando mais conforto e acessibilidade à população”.

Para o secretário Eduardo Wolff, ações simples como essas mudam o município. “Temos trabalhado com esse objetivo e em tempo recorde estamos desenvolvendo trabalhos que tem transformado a imagem visual de Primavera”. Miley Alves, presidente da Câmara Municipal, na oportunidade, salientou a satisfação de ver a cidade despontando e se tornando um lugar dinâmico e moderno.
Participaram da inauguração secretários municipais, colaboradores do Sicredi, vereadores e membros da sociedade civil.

Da Assessoria



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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