Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Prefeitura inaugura iluminação pública esperada há vinte anos



 

 

Após 20 anos de espera, moradores do bairro Tuiuiú, receberam, na noite do domingo, 17,  a iluminação pública da Avenida Seriema por determinação do atual prefeito Léo Bortolin, PMDB, e do esforço da secretaria de Infraestrutura, que colocou toda a equipe a serviço daquela comunidade, “é uma obra relativamente simples, barata e de valor social imensurável, não podíamos adiar mais”.

Para o prefeito, ideias práticas e inovadoras são necessárias para ações como essas-  conseguimos em tempo recorde, três dias, e com material que já possuíamos na secretaria, lançar a obra e executá-la, oferecendo mais conforto e segurança  a população do Tuiuiú”.  Léo agradeceu o vereador Nery Gaiteiro, PDT, morador do bairro, que sempre realizou os serviços de limpeza e é incansável na busca de melhoria do bairro junto a Prefeitura.

O presidente da Câmara Municipal Miley (PV) também prestigiou a inauguração e reforçou que o momento é de satisfação. “eu ainda me lembro,que desde de 1997, eu participava das reuniões realizadas no bairro e este era um grande desejo dos moradores. Posso dizer que o sentimento é de realização. Por isso, é importante ressaltar este trabalho desenvolvido pelo prefeito e também quero reafirmar que o legislativo é parceiro dessas ações”.

Representante ativo do bairro, no legislativo, Nery Gaiteiro, aproveitou para expressar a satisfação daquela comunidade -. “estamos mais seguro com a via iluminada que oferece visão privilegiada do que está presente a nossa volta”. Ele também ressaltou a importância das ações do projeto Meu Bairro de Cara Nova,  “Tudo isso proporciona uma melhor qualidade de vida”.

O secretário de infraestrutura, Eduardo Wolff, agradeceu a parceria de outras pastas nas ações realizadas – “essa integração da Prefeitura, secretarias, Câmara Municipal e população  permite que estejamos mais próximos dos problemas e consigamos resolver as demandas. Essa é a nossa função, a meta é de solucionar os problemas com a maior rapidez possível”.

Os vereadores Luis Costa (PR) e Carlinhos Instrutor (PSD), acompanharam os trabalhos, que incluíram também limpeza das ruas, retirada de entulhos, pintura de meio fio, colocação de raspa de asfalto, roçagem de mato, arborização e ações culturais e sociais.

Da Assessoria



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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