Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Prefeitura inaugura iluminação pública esperada há vinte anos



 

 

Após 20 anos de espera, moradores do bairro Tuiuiú, receberam, na noite do domingo, 17,  a iluminação pública da Avenida Seriema por determinação do atual prefeito Léo Bortolin, PMDB, e do esforço da secretaria de Infraestrutura, que colocou toda a equipe a serviço daquela comunidade, “é uma obra relativamente simples, barata e de valor social imensurável, não podíamos adiar mais”.

Para o prefeito, ideias práticas e inovadoras são necessárias para ações como essas-  conseguimos em tempo recorde, três dias, e com material que já possuíamos na secretaria, lançar a obra e executá-la, oferecendo mais conforto e segurança  a população do Tuiuiú”.  Léo agradeceu o vereador Nery Gaiteiro, PDT, morador do bairro, que sempre realizou os serviços de limpeza e é incansável na busca de melhoria do bairro junto a Prefeitura.

O presidente da Câmara Municipal Miley (PV) também prestigiou a inauguração e reforçou que o momento é de satisfação. “eu ainda me lembro,que desde de 1997, eu participava das reuniões realizadas no bairro e este era um grande desejo dos moradores. Posso dizer que o sentimento é de realização. Por isso, é importante ressaltar este trabalho desenvolvido pelo prefeito e também quero reafirmar que o legislativo é parceiro dessas ações”.

Representante ativo do bairro, no legislativo, Nery Gaiteiro, aproveitou para expressar a satisfação daquela comunidade -. “estamos mais seguro com a via iluminada que oferece visão privilegiada do que está presente a nossa volta”. Ele também ressaltou a importância das ações do projeto Meu Bairro de Cara Nova,  “Tudo isso proporciona uma melhor qualidade de vida”.

O secretário de infraestrutura, Eduardo Wolff, agradeceu a parceria de outras pastas nas ações realizadas – “essa integração da Prefeitura, secretarias, Câmara Municipal e população  permite que estejamos mais próximos dos problemas e consigamos resolver as demandas. Essa é a nossa função, a meta é de solucionar os problemas com a maior rapidez possível”.

Os vereadores Luis Costa (PR) e Carlinhos Instrutor (PSD), acompanharam os trabalhos, que incluíram também limpeza das ruas, retirada de entulhos, pintura de meio fio, colocação de raspa de asfalto, roçagem de mato, arborização e ações culturais e sociais.

Da Assessoria



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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