Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Prefeituras de Primavera do Leste e Poxoreú firmam parceria para mutirão de obras nos assentamentos da região do Vale Verde



Da Redação

Durante uma reunião na tarde de ontem, 30, na Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, foi firmada uma parceria, para que a região dos assentamentos do Vale Verde, Nova Poxoreú, Bela Vista e arredores, recebam um mutirão de obras de manutenção nas estradas e pontes.

Para o mutirão, o vice-prefeito de Poxoreú, Marlon Cesar (PDT) se comprometeu em levar a demanda para o prefeito e ir à busca do cascalho para as ruas e das madeiras para as pontes.

Já o prefeito Leo Bortolin (PMDB) em contrapartida, se responsabilizou pela execução das obras, com profissionais e maquinários.

Participaram além dos gestores municipais, os vereadores de Primavera do Leste, mais de cinco presidentes de associações de assentamentos, também alguns profissionais da Secretaria de Obras, como o secretário, Eduardo Wolf.

O problema de alagamentos em vários pontos dos assentamentos, também de falta de estradas, de erosão, entre outros, perdura há décadas. Mas, por meio da união dos vereadores da Câmara de Primavera do Leste, que tem freqüentemente visitado e solicitado ajuda ao prefeito municipal, a Secretaria de Obras tem trabalhado bastante na região, porém dentro das possibilidades.

“Eu sempre estou pela região do Vale Verde, Nova Poxoréu, e vejo o quanto à comunidade sofre com os problemas de infraestrutura, como falta de estradas, erosão, e quando chega o tempo de chuva piora muito. Já enviei inúmeros ofícios ao prefeito Leo, ao secretário Eduardo, até para o prefeito Nelson de Poxoreú, mas entendo que todos têm dificuldades, às vezes com a matéria prima e às vezes com a falta de profissionais. Mas agora com essa idéia de fazer o mutirão, que terá a participação das duas prefeituras e dos moradores, acho que foi a melhor iniciativa acordada. Eu parabenizo aos gestores e também aos legisladores que sempre estiveram presentes na região independente de que lado político os moradores estão”. Explana o vereador Luis Costa (PR), que também corroborou durante a reunião.

Segundo o secretário de obras, Eduardo Wolf, a região dos assentamentos é uma área muito grande, e infelizmente nesta época da chuva o problema com as estradas e pontes agrava mais. “Nós temos muita dificuldades para a manutenção do local. Estamos desde o inicio da gestão fazendo trabalhos paliativos, mas o município de Primavera do Leste é grande e não temos como deixar as máquinas apenas em uma região, temos outras áreas para trabalhar também. Por isso pedimos apoio ao município de Poxoreú”. Explica Eduardo Wolf.

O mutirão passará por trâmites judiciais para sinalizar a parceria entre os municípios, e assim que surgir uma estiagem no tempo, as obras iniciaram.

Situação dos Assentamentos

Mesmo pertencendo ao município de Poxoreú, desde a última decisão judicial, os assentamentos dos arredores do Vale Verde, não ficaram sem manutenção. Com a parceria entre legislativo e executivo, a prefeitura de Primavera do Leste, tem prestado atendimentos a comunidade.

 



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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