Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Prefeituras de Primavera do Leste e Poxoreú firmam parceria para mutirão de obras nos assentamentos da região do Vale Verde



Da Redação

Durante uma reunião na tarde de ontem, 30, na Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, foi firmada uma parceria, para que a região dos assentamentos do Vale Verde, Nova Poxoreú, Bela Vista e arredores, recebam um mutirão de obras de manutenção nas estradas e pontes.

Para o mutirão, o vice-prefeito de Poxoreú, Marlon Cesar (PDT) se comprometeu em levar a demanda para o prefeito e ir à busca do cascalho para as ruas e das madeiras para as pontes.

Já o prefeito Leo Bortolin (PMDB) em contrapartida, se responsabilizou pela execução das obras, com profissionais e maquinários.

Participaram além dos gestores municipais, os vereadores de Primavera do Leste, mais de cinco presidentes de associações de assentamentos, também alguns profissionais da Secretaria de Obras, como o secretário, Eduardo Wolf.

O problema de alagamentos em vários pontos dos assentamentos, também de falta de estradas, de erosão, entre outros, perdura há décadas. Mas, por meio da união dos vereadores da Câmara de Primavera do Leste, que tem freqüentemente visitado e solicitado ajuda ao prefeito municipal, a Secretaria de Obras tem trabalhado bastante na região, porém dentro das possibilidades.

“Eu sempre estou pela região do Vale Verde, Nova Poxoréu, e vejo o quanto à comunidade sofre com os problemas de infraestrutura, como falta de estradas, erosão, e quando chega o tempo de chuva piora muito. Já enviei inúmeros ofícios ao prefeito Leo, ao secretário Eduardo, até para o prefeito Nelson de Poxoreú, mas entendo que todos têm dificuldades, às vezes com a matéria prima e às vezes com a falta de profissionais. Mas agora com essa idéia de fazer o mutirão, que terá a participação das duas prefeituras e dos moradores, acho que foi a melhor iniciativa acordada. Eu parabenizo aos gestores e também aos legisladores que sempre estiveram presentes na região independente de que lado político os moradores estão”. Explana o vereador Luis Costa (PR), que também corroborou durante a reunião.

Segundo o secretário de obras, Eduardo Wolf, a região dos assentamentos é uma área muito grande, e infelizmente nesta época da chuva o problema com as estradas e pontes agrava mais. “Nós temos muita dificuldades para a manutenção do local. Estamos desde o inicio da gestão fazendo trabalhos paliativos, mas o município de Primavera do Leste é grande e não temos como deixar as máquinas apenas em uma região, temos outras áreas para trabalhar também. Por isso pedimos apoio ao município de Poxoreú”. Explica Eduardo Wolf.

O mutirão passará por trâmites judiciais para sinalizar a parceria entre os municípios, e assim que surgir uma estiagem no tempo, as obras iniciaram.

Situação dos Assentamentos

Mesmo pertencendo ao município de Poxoreú, desde a última decisão judicial, os assentamentos dos arredores do Vale Verde, não ficaram sem manutenção. Com a parceria entre legislativo e executivo, a prefeitura de Primavera do Leste, tem prestado atendimentos a comunidade.

 



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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