Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Primavera do Leste recebe show e oficinas de Billy Espíndola, criador da “Guitarra de Cocho



Primavera do Leste recebe todo o balanço e a irreverência de Billy Espíndola nesse sábado (27). Além do show de lançamento do seu primeiro álbum, viabilizado por meio do edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura, o músico vai ministrar oficina sobre regulagem de instrumentos de cordas e também ensinar sobre a construção de instrumentos alternativos.

A consistência do rock aliada ao regionalismo da viola de cocho são as principais marcas do artista, criador da guitarra de cocho. No disco que marca sua estreia em carreira solo, Billy apresenta um resumo cuidadosamente selecionado do trabalho que vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos, e como não podia deixar de ser, traz as primeiras gravações da guitarra de cocho.

O Show é neste sábado (27) no Circuito do Rock, na Praça Adão Donin, bairro Primavera II, a partir das 20h. As atrações ficam por conta das bandas TERRA PARALELAS e OS ULTRA SECRETOS de Primavera do Leste e BILLY ESPÍNDOLA, de Cuiabá. Billy Espíndola participa do Circuito do Rock pelo Edital Circula MT do Governo do Estado de MT. Mas, as atividades começam no período da tarde, às 14h, com a oficina de regulagem e manutenção de instrumentos de cordas (violão, guitarra e contrabaixo), para quem quer aprender a cuidar e manter o instrumento bem regulado.

Para participar é preciso se inscrever pelo link (https://goo.gl/forms/lC2jBVK5rjeRrxFk1) até a meia noite de sexta-feira, 26, e comparecer ao local da oficina com o instrumento, um jogo de cordas novo, uma escova de dentes usada e uma flanela. A atividade dura aproximadamente uma hora e o limite é de 20 participantes.

Dando continuidade à oficina, o músico vai falar sobre a criação de instrumentos alternativos. Na ocasião, também será exibido o premiado documentário. “O nascimento da guitarra de cocho”. Todas as atividades são gratuitas, sendo necessário confirmar a participação apenas para a oficina.

 

Serviço Oficina: Início às 14h, na sede da Secretaria de Cultura: rua Curitiba, n 444, terceiro andar, Centro.

Show: Início às 23h no Circuito do Rock, na Praça Adão Donin, bairro Primavera II.

Entrada gratuita

Assista o novo clip de Billy Espíndola: www.youtube.com/watch?v=iJJJ-7NH6pY

Da Assessoria



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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