Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Primavera sediou o 1º Fórum Internacional do Milho



Da Redação

A produção de milho recorde de quase 30 milhões de toneladas em Mato Grosso foi um dos principais assuntos do 7º Fórum Mais Milho. O evento internacional foi realizado em Primavera do Leste, contou com a participação de autoridades políticas como o governador do estado, prefeitos de municípios da região, representantes de entidades ligadas à agricultura e de 21 embaixadores representando cinco continentes.

O evento teve como objetivo apresentar o atual cenário do milho no País e fomentar novas discussões. Foram abordados assuntos como, a comercialização do milho no mercado interno e externo, oportunidades de negócio para o setor do agro, métodos de produção que visa o aumento da produtividade aliada com o investimento tecnológico.

Para o prefeito de Paranatinga, Marquinhos (PMDB), o Fórum foi uma oportunidade de divulgar ainda mais o potencial do município. “Estamos em foco, porque o nosso município em área territorial é um dos maiores do estado. Se observarmos as cidades da nossa região, Primavera do Leste, Campo Verde, não tem mais área para o plantio, e Paranatinga tem esse potencial. Outro ponto importante falar é a pavimentação da MT-020, sentido Gaúcha do Norte. O governo do estado já começou os trabalhos e com isso vai melhorar para o transporte agropecuário de toda nossa região. Ainda a MT-130 passou por várias manutenções, e nosso anel viário será todo reestruturado. Já conversei com o governador do estado em breve começaremos as obras”. Menciona o prefeito Marquinhos.

O governador do estado de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) disse durante o evento que Mato Grosso é destaque no cenário agro e o apoio que tem dado ao setor produtivo é o investimento em logística. “Produzimos uma média de 31% do milho do País, o que representa quase 30 milhões de toneladas. Para crescer esse número ainda mais vamos investir em pavimentação, vamos construir ainda mais estradas e assim podemos ajudar o setor produtivo melhorando o transporte”. Afirma o governador Pedro Taques.

21 Embaixadores de cinco continentes estiveram presentes no Fórum. Eles vieram com o objetivo de conhecer as técnicas de produção utilizada em nosso País, para fomentar a produção e o setor do agronegócio em seus respectivos País. Chin Siew Fie, chefe de missão da embaixada de Singapura, disse que veio participar para entender mais o processo de produção e conversar sobre política para industrialização do milho. “Acho o milho uma cultura importante. O Brasil planta o milho e também industrializa, e nosso País quer apreender mais sobre as políticas voltadas para o agronegócio, porque assim podemos fazer mais coisas”. Ressalta Chin Siew Fie, embaixadora da Singapura.

O presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, José Nardes, falou que o evento foi organizado com parcerias e muito trabalho. “Eu agradeço a todos que participaram com a gente deste grandioso evento. Estou muito feliz, e quero agradecer a todos como a prefeitura, o governo do estado, a Famato, os embaixadores que vieram, e todas as outras autoridades políticas, também entidades, prefeitos da nossa região, ao Canal Rural que nos desafiou e fizemos o evento acontecer com muito esforço e dedicação”. Finaliza o presidente do Sindicato Rural José Nardes.

Segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (IMEA) com o incremento na produtividade, o quinto levantamento de safra 2016/17 de milho prevê uma produção de 29,53 milhões de toneladas em Mato Grosso, aumento de cerca de 54,63%, o equivalente a mais de dez milhões de toneladas em relação à safra 2015/16, caminhando assim, para consolidar-se como a maior quantidade produzida do cereal em mato-grossense. Primavera do Leste plantou nesta safra de milho uma média de 167.582 hectares de milho, sendo uma média de 4 milhões de toneladas de grãos.



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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