Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Reformulazação do trânsito de Primavera do Leste é tema de reunião



A cada dia que passa cresce o número de veículos que trafegam pelas vias urbanas de Primavera do Leste. Atualmente o município possui uma frota de 53.149, o que representa uma das maiores do Estado, se comparado com o número de habitantes. Por esse desenvolvimento acelerado, o modelo de trânsito utilizado é ineficiente para o fluxo existente. Em busca de um novo modelo de gestão de tráfego, o prefeito Léo Bortolin e vice-prefeito Sérgio Fava, receberam na manhã desta sexta-feira (12) a engenheira Bárbara Marchezini e André Gava, da empresa Gasini. Eles apresentaram projetos e mecanismos que visam a melhoria do trânsito.

Os responsáveis pela empresa especializada em projetos na área de trânsito e mobilidade urbana chegaram a Primavera no inicio da semana. Eles analisaram o modelo de gestão de tráfego aplicado. “Identificamos que os problemas existentes no município não estão difíceis de serem solucionados. A pedido do prefeito, vamos iniciar um estudo mais amplo para a construção de um projeto e, posteriormente, a implantação de um novo modelo e mecanismo que irão amenizar o impacto do crescimento urbano no sistema viário. O nosso estudo será feito utilizando ferramentas de simulação, buscando a melhoria da qualidade de vida, para assim chegarmos ao aprimoramento do sistema de trânsito em Primavera”, afirmou a engenheira civil Bárbara Marchezini, que explanou projetos implantados pela Gasini, que são utilizados nas cidades de Maringá, no Estado do Paraná e São Paulo.

O prefeito Léo Bortolin explicou que essa reunião faz parte de um processo que deverá ser aplicado em breve no município. “Nesse primeiro momento, foi mais uma forma de debater e diagnosticar os problemas existentes. O modelo utilizado no nosso município está caótico e precisamos seguir a legislação que regulamenta o trânsito. O objetivo é encontrar uma saída e planejar um sistema, com técnicas necessárias e que seja algo idealizado a partir do ritmo de crescimento”, afirmou. Ele ainda salientou e agradeceu os vereadores Miley Alves, Luis Costa e Carlinhos Instrutor, que desde o ano passado realizam viagens para Maringá em busca de referências e melhoria no trânsito do município.

Para o vice-prefeito Sérgio Fava o encontro foi bastante positivo. “De maneira conjunta estamos estudando medidas para amenizar os problemas e desafogar o trânsito em nosso município. Iremos realizar a reestruturação necessária, porém, iremos fazer de maneira gradativa, respeitando nossa população e realizando as ações de acordo com a capacidade econômica do município”, disse.

 Da Assessoria


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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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