Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

cidade

Reformulazação do trânsito de Primavera do Leste é tema de reunião



A cada dia que passa cresce o número de veículos que trafegam pelas vias urbanas de Primavera do Leste. Atualmente o município possui uma frota de 53.149, o que representa uma das maiores do Estado, se comparado com o número de habitantes. Por esse desenvolvimento acelerado, o modelo de trânsito utilizado é ineficiente para o fluxo existente. Em busca de um novo modelo de gestão de tráfego, o prefeito Léo Bortolin e vice-prefeito Sérgio Fava, receberam na manhã desta sexta-feira (12) a engenheira Bárbara Marchezini e André Gava, da empresa Gasini. Eles apresentaram projetos e mecanismos que visam a melhoria do trânsito.

Os responsáveis pela empresa especializada em projetos na área de trânsito e mobilidade urbana chegaram a Primavera no inicio da semana. Eles analisaram o modelo de gestão de tráfego aplicado. “Identificamos que os problemas existentes no município não estão difíceis de serem solucionados. A pedido do prefeito, vamos iniciar um estudo mais amplo para a construção de um projeto e, posteriormente, a implantação de um novo modelo e mecanismo que irão amenizar o impacto do crescimento urbano no sistema viário. O nosso estudo será feito utilizando ferramentas de simulação, buscando a melhoria da qualidade de vida, para assim chegarmos ao aprimoramento do sistema de trânsito em Primavera”, afirmou a engenheira civil Bárbara Marchezini, que explanou projetos implantados pela Gasini, que são utilizados nas cidades de Maringá, no Estado do Paraná e São Paulo.

O prefeito Léo Bortolin explicou que essa reunião faz parte de um processo que deverá ser aplicado em breve no município. “Nesse primeiro momento, foi mais uma forma de debater e diagnosticar os problemas existentes. O modelo utilizado no nosso município está caótico e precisamos seguir a legislação que regulamenta o trânsito. O objetivo é encontrar uma saída e planejar um sistema, com técnicas necessárias e que seja algo idealizado a partir do ritmo de crescimento”, afirmou. Ele ainda salientou e agradeceu os vereadores Miley Alves, Luis Costa e Carlinhos Instrutor, que desde o ano passado realizam viagens para Maringá em busca de referências e melhoria no trânsito do município.

Para o vice-prefeito Sérgio Fava o encontro foi bastante positivo. “De maneira conjunta estamos estudando medidas para amenizar os problemas e desafogar o trânsito em nosso município. Iremos realizar a reestruturação necessária, porém, iremos fazer de maneira gradativa, respeitando nossa população e realizando as ações de acordo com a capacidade econômica do município”, disse.

 Da Assessoria


COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


Antenado News