Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Reformulazação do trânsito de Primavera do Leste é tema de reunião



A cada dia que passa cresce o número de veículos que trafegam pelas vias urbanas de Primavera do Leste. Atualmente o município possui uma frota de 53.149, o que representa uma das maiores do Estado, se comparado com o número de habitantes. Por esse desenvolvimento acelerado, o modelo de trânsito utilizado é ineficiente para o fluxo existente. Em busca de um novo modelo de gestão de tráfego, o prefeito Léo Bortolin e vice-prefeito Sérgio Fava, receberam na manhã desta sexta-feira (12) a engenheira Bárbara Marchezini e André Gava, da empresa Gasini. Eles apresentaram projetos e mecanismos que visam a melhoria do trânsito.

Os responsáveis pela empresa especializada em projetos na área de trânsito e mobilidade urbana chegaram a Primavera no inicio da semana. Eles analisaram o modelo de gestão de tráfego aplicado. “Identificamos que os problemas existentes no município não estão difíceis de serem solucionados. A pedido do prefeito, vamos iniciar um estudo mais amplo para a construção de um projeto e, posteriormente, a implantação de um novo modelo e mecanismo que irão amenizar o impacto do crescimento urbano no sistema viário. O nosso estudo será feito utilizando ferramentas de simulação, buscando a melhoria da qualidade de vida, para assim chegarmos ao aprimoramento do sistema de trânsito em Primavera”, afirmou a engenheira civil Bárbara Marchezini, que explanou projetos implantados pela Gasini, que são utilizados nas cidades de Maringá, no Estado do Paraná e São Paulo.

O prefeito Léo Bortolin explicou que essa reunião faz parte de um processo que deverá ser aplicado em breve no município. “Nesse primeiro momento, foi mais uma forma de debater e diagnosticar os problemas existentes. O modelo utilizado no nosso município está caótico e precisamos seguir a legislação que regulamenta o trânsito. O objetivo é encontrar uma saída e planejar um sistema, com técnicas necessárias e que seja algo idealizado a partir do ritmo de crescimento”, afirmou. Ele ainda salientou e agradeceu os vereadores Miley Alves, Luis Costa e Carlinhos Instrutor, que desde o ano passado realizam viagens para Maringá em busca de referências e melhoria no trânsito do município.

Para o vice-prefeito Sérgio Fava o encontro foi bastante positivo. “De maneira conjunta estamos estudando medidas para amenizar os problemas e desafogar o trânsito em nosso município. Iremos realizar a reestruturação necessária, porém, iremos fazer de maneira gradativa, respeitando nossa população e realizando as ações de acordo com a capacidade econômica do município”, disse.

 Da Assessoria


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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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