Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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Reformulazação do trânsito de Primavera do Leste é tema de reunião



A cada dia que passa cresce o número de veículos que trafegam pelas vias urbanas de Primavera do Leste. Atualmente o município possui uma frota de 53.149, o que representa uma das maiores do Estado, se comparado com o número de habitantes. Por esse desenvolvimento acelerado, o modelo de trânsito utilizado é ineficiente para o fluxo existente. Em busca de um novo modelo de gestão de tráfego, o prefeito Léo Bortolin e vice-prefeito Sérgio Fava, receberam na manhã desta sexta-feira (12) a engenheira Bárbara Marchezini e André Gava, da empresa Gasini. Eles apresentaram projetos e mecanismos que visam a melhoria do trânsito.

Os responsáveis pela empresa especializada em projetos na área de trânsito e mobilidade urbana chegaram a Primavera no inicio da semana. Eles analisaram o modelo de gestão de tráfego aplicado. “Identificamos que os problemas existentes no município não estão difíceis de serem solucionados. A pedido do prefeito, vamos iniciar um estudo mais amplo para a construção de um projeto e, posteriormente, a implantação de um novo modelo e mecanismo que irão amenizar o impacto do crescimento urbano no sistema viário. O nosso estudo será feito utilizando ferramentas de simulação, buscando a melhoria da qualidade de vida, para assim chegarmos ao aprimoramento do sistema de trânsito em Primavera”, afirmou a engenheira civil Bárbara Marchezini, que explanou projetos implantados pela Gasini, que são utilizados nas cidades de Maringá, no Estado do Paraná e São Paulo.

O prefeito Léo Bortolin explicou que essa reunião faz parte de um processo que deverá ser aplicado em breve no município. “Nesse primeiro momento, foi mais uma forma de debater e diagnosticar os problemas existentes. O modelo utilizado no nosso município está caótico e precisamos seguir a legislação que regulamenta o trânsito. O objetivo é encontrar uma saída e planejar um sistema, com técnicas necessárias e que seja algo idealizado a partir do ritmo de crescimento”, afirmou. Ele ainda salientou e agradeceu os vereadores Miley Alves, Luis Costa e Carlinhos Instrutor, que desde o ano passado realizam viagens para Maringá em busca de referências e melhoria no trânsito do município.

Para o vice-prefeito Sérgio Fava o encontro foi bastante positivo. “De maneira conjunta estamos estudando medidas para amenizar os problemas e desafogar o trânsito em nosso município. Iremos realizar a reestruturação necessária, porém, iremos fazer de maneira gradativa, respeitando nossa população e realizando as ações de acordo com a capacidade econômica do município”, disse.

 Da Assessoria


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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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