Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026

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Triagem Neonatal auxiliam mães e fortalecem vínculo familiar



Amor, carinho, proteção, cuidado e dedicação. Ao ouvirmos essas palavras, logo pensamos na definição de ‘mãe’, mas desenvolver esse papel, não é tarefa fácil e por isso elas precisam de apoio, segurança e orientação, desde o momento da descoberta da gravidez até os cuidados com os bebês. Entendendo a importância de realizar projetos com essa finalidade, a Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretária de Saúde presta assistência a essas mulheres tão especiais. Isso é possível a partir da Triagem Neonatal, vinculada à atenção básica, que realiza atividades como palestra preparatória para lidar com os cuidados diários aos bebês, além de orientações relacionadas à amamentação, dores de cólicas, troca de fraldas e outros.

Idealizado e implantado no município pela bióloga e técnica de enfermagem, Rode Martinho, que tem no currículo especialização e atualização no método Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), pela fundação Oswaldo Cruz/ RJ, o projeto da Triagem Neonatal tem o objetivo do acolhimento humanizado. Baseado em projetos aplicados em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, o programa em Primavera do Leste, tem um diferencial, isso porque, o atendimento começa com o Teste do Pezinho e segue até a introdução alimentar.

Rode Martinho explica que a ideia do projeto surgiu quando ela começou a trabalhar com a realização do teste do pezinho. “Eu percebia que as mamães tinham dificuldades e muitas dúvidas, em relação à amamentação, alimentação, troca de fralda e outras. O teste que era feito em cinco minutos, durava mais de meia hora para ser concluído, pois elas ficavam realizando perguntas. Foi nesse momento que comecei a reunir todas e fornecer informações necessárias para os recém-nascidos”.

Essas mamães que participam da Triagem Neonatal são incluídas em grupos de Whatsapp, criado pela técnica de enfermagem, e também na página do Facebook e instagram do projeto, para que o processo de aprendizagem e dúvidas seja contínuo. “Com esses mecanismos estabelecemos uma proximidade maior e instantânea”, afirma Rode.

Ações da Triagem Neonatal

Diversas ações são proporcionadas as mamães de recém-nascido, como mesa redonda, com especialistas, que possibilita a orientação e replicação de informações. Além de Workshop de palestras, relacionadas à alimentação das mamães e aos cuidados com os bebês. No entanto, segundo Rode, o foco principal da Triagem Neonatal é a amamentação. “É importante que a mãe aprenda os cuidados com os bebês, pois é ela quem vai cuidar, dar banho e acalentar. “Por isso, possibilitamos que elas aprendam técnicas, como banho de ofurô e alguns tipos de massagem”.

As ações do projeto este ano serão intensas. Rode relata que um cronograma de atividade está sendo criado, uma vez que a triagem neonatal está vinculada a Atenção Básica, coordenada pela enfermeira Roberta Bernadelli, e possibilitará a ampliação do projeto. “O nosso objetivo é amparar essas mães, acolhendo e transmitindo informações importantes para uma gestação tranqüila e um bebê saudável. Por isso também realizamos ações que envolvem toda a família”.

O projeto da Triagem Neonatal funciona no prédio do Núcleo de Saúde Mental. Ele fica localizado na Avenida São João, 800. Para mais informação, basta ligar no número (66) 3498-3671. O celular para as interessadas em participar do grupo de watts é (66) 99650.9170.

Da Assessoria



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política

Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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