Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Triagem Neonatal auxiliam mães e fortalecem vínculo familiar



Amor, carinho, proteção, cuidado e dedicação. Ao ouvirmos essas palavras, logo pensamos na definição de ‘mãe’, mas desenvolver esse papel, não é tarefa fácil e por isso elas precisam de apoio, segurança e orientação, desde o momento da descoberta da gravidez até os cuidados com os bebês. Entendendo a importância de realizar projetos com essa finalidade, a Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretária de Saúde presta assistência a essas mulheres tão especiais. Isso é possível a partir da Triagem Neonatal, vinculada à atenção básica, que realiza atividades como palestra preparatória para lidar com os cuidados diários aos bebês, além de orientações relacionadas à amamentação, dores de cólicas, troca de fraldas e outros.

Idealizado e implantado no município pela bióloga e técnica de enfermagem, Rode Martinho, que tem no currículo especialização e atualização no método Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), pela fundação Oswaldo Cruz/ RJ, o projeto da Triagem Neonatal tem o objetivo do acolhimento humanizado. Baseado em projetos aplicados em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, o programa em Primavera do Leste, tem um diferencial, isso porque, o atendimento começa com o Teste do Pezinho e segue até a introdução alimentar.

Rode Martinho explica que a ideia do projeto surgiu quando ela começou a trabalhar com a realização do teste do pezinho. “Eu percebia que as mamães tinham dificuldades e muitas dúvidas, em relação à amamentação, alimentação, troca de fralda e outras. O teste que era feito em cinco minutos, durava mais de meia hora para ser concluído, pois elas ficavam realizando perguntas. Foi nesse momento que comecei a reunir todas e fornecer informações necessárias para os recém-nascidos”.

Essas mamães que participam da Triagem Neonatal são incluídas em grupos de Whatsapp, criado pela técnica de enfermagem, e também na página do Facebook e instagram do projeto, para que o processo de aprendizagem e dúvidas seja contínuo. “Com esses mecanismos estabelecemos uma proximidade maior e instantânea”, afirma Rode.

Ações da Triagem Neonatal

Diversas ações são proporcionadas as mamães de recém-nascido, como mesa redonda, com especialistas, que possibilita a orientação e replicação de informações. Além de Workshop de palestras, relacionadas à alimentação das mamães e aos cuidados com os bebês. No entanto, segundo Rode, o foco principal da Triagem Neonatal é a amamentação. “É importante que a mãe aprenda os cuidados com os bebês, pois é ela quem vai cuidar, dar banho e acalentar. “Por isso, possibilitamos que elas aprendam técnicas, como banho de ofurô e alguns tipos de massagem”.

As ações do projeto este ano serão intensas. Rode relata que um cronograma de atividade está sendo criado, uma vez que a triagem neonatal está vinculada a Atenção Básica, coordenada pela enfermeira Roberta Bernadelli, e possibilitará a ampliação do projeto. “O nosso objetivo é amparar essas mães, acolhendo e transmitindo informações importantes para uma gestação tranqüila e um bebê saudável. Por isso também realizamos ações que envolvem toda a família”.

O projeto da Triagem Neonatal funciona no prédio do Núcleo de Saúde Mental. Ele fica localizado na Avenida São João, 800. Para mais informação, basta ligar no número (66) 3498-3671. O celular para as interessadas em participar do grupo de watts é (66) 99650.9170.

Da Assessoria



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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