Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vem ai mais uma Copa de Tênis 2017, Torneio “Raquete de Ouro”



Da Assessoria

Apaixonados pelo tênis já se preparam porque nos dias 27, 28 e 29 de Outubro será realizado A Copa Raquete de Ouro de Tênis, em Primavera do Leste. Os atletas poderão disputar nas categorias, 1º, 2º, 3º e 4º e ainda para quem têm mais de 35 anos.

Fique ligadinho porque as inscrições vão até o dia 23/10 próxima segunda. Quem desejar participar pode obter informações pelo telefone (66) 9 8114-9780. O valor da inscrição é de R$ 90 reais, uma categoria e R$ 140 reais, duas categorias ou mais. O mais legal deste torneio é que se você está sem grana e deseja participar, pode se inscrever com uma raquete usada. Super fácil! A raquete usada na sua inscrição será destinada ao projeto social Sacando para Vencer.

A competição vale pontuação para o ranking estadual, juvenil G3 e tênis kids. Esse evento é mais uma realização da Federação Mato-grossense de Tênis em parceria com a Academia Ace Tênis. Não fique fora, participe, pratique esportes!

UMA RAQUETE DE TÊNIS!

Para um tenista, uma raquete de tênis, é a sua melhor amiga. A raquete é a extensão do seu corpo. Um tenista deposita todas suas emoções nela, por isso ele a beija em momentos de vitórias, mas quando vem a angústia a derrota, o atleta chega a quebrar sua raquete. É um caso de amor e ódio, bem dizer, um relacionamento, que leva anos de conquista.

Existem jogadores de futebol que nem na hora de dormir largam sua bola de futebol, e porque do futebol? É a nossa paixão! Mas a paixão de um tenista por sua raquete não é menor do que a de um jogador de futebol pela sua bola.

Aprendemos desde criança, que não devemos nos apegar a bens matérias, mas com o esporte é diferente, amamos, e com o passar do tempo, um tenista iniciante, deixa suas falhas para trás e se torna um tenista de  alto rendimento, e com isso adquiri novas raquetes e as usadas, muitas vezes deixamos jogadas em um canto da casa.

Você já parou pra pensar que essa raquete esquecida em casa, pode ser um sonho de uma criança que joga tênis em quadras improvisadas, onde é realizado um projeto social para desenvolver o esporte?

Você já parou pra pensar que aquela raquete velha que está em algum lugar onde nem você mesmo sabe, pode transformar a vida de uma criança?

O brilho no olhar de uma criança quando pega na raquete, mesmo que seja usada, ou esteja desgastada pelo tempo, é indescritível.

Faça a diferença! Seja solidário e doe sua raquete usada. É pensando no próximo que mudamos nosso meio social. Seja a mudança.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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