Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa convida a todos Primaverenses para participar da palestra sobre Ideologia de Gênero



Da Redação

Sábado (27) a partir das 8h da manhã, no plenário da Câmara Municipal, será realizada a palestra com o procurador da república, Guilherme Schelb, idealizador do Programa Nacional de Prevenção da Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (Programa Proteger).

O movimento contrário a Ideologia de Gênero, é uma iniciativa de várias famílias Primaverenses, que tem como objetivo, buscar por meio de leis, subsídios para que esta a ideologia de gênero, não seja propagada nas escolas.

“Quando eu estive na Câmara no ano de 2015, ainda suplente, apresentei um projeto de lei, em que proibia o ensino de Ideologia de Gênero nos livros didáticos das escolas municipais. Infelizmente, há alguns meses o Tribunal de Justiça derrubou por considerar visto de iniciativa. Mas a notícia boa veio em seguida, que em conversa com o prefeito Leo, ainda em campanha, ele se comprometeu com as famílias que lutam contra Ideologia de Gênero, que irá mandar novamente o projeto para a Câmara e assim retirar o conteúdo dos livros didáticos das escolas municipais”. Explicou o vereador Luis Costa (PR).

O legislador fala ainda que a vinda do procurador para o debate é importante, porque precisamos entender mais sobre o assunto. “Guilherme tem propriedade para falar de Ideologia de Gênero. Temos que rever o conteúdo do livro didático. Não podemos expor as diversas formas de sexualidade para uma criança. Na infância é preciso brincar, estudar, ser feliz”.

Luis ressalta ainda que o movimento partiu de famílias cristãs. “A bíblia é muito clara, o menino nasce menino e a menina nasce menina e quando se fala em evangélicos ou católicos, todos temos a opinião de defender a família constituída por Deus, e deixo claro que não temos nada contra a opção sexual de ninguém enquanto adulto, mas precisamos defender, cuidar e proteger nossas crianças, pois não podemos tirar a inocência da melhor fase da vida”.

Inscrição

Pode participar toda a população da cidade. A Palestra será durante todo o dia de sábado. Para ajudar com os custos, o grupo está cobrando R$25 reais pela inscrição individual, e ganha certificado de 8 horas.

As inscrições podem ser feitas na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que fica no bairro Primavera II, também na Loja de Decoração Salvatori, que fica na Avenida Amazonas, e na Erva Mate Pantaneira, que fica na Avenida Paraná. Informações no telefone (66) 9 9606-9688. Também será feita inscrições no dia.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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