Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa denúncia crime de racismo praticado por um servidor público



Da Redação

Na sessão de segunda (02), o Legislador Luis Costa (PR), durante discurso na tribuna, denunciou um crime de racismo que está sendo praticado por um servidor público municipal. “Eu recebi essa denúncia na semana passada e já fui atrás para investigar o caso. Conheci a vítima, e descobri quem é o servidor que está praticando o crime”.

Luis Costa disse que a vítima presta serviço em uma unidade de saúde e é Haitiana. “Imagina, uma irmã de cor, sofrendo racismo. Eu não admito essa situação, e já entrei em contato com as autoridades competentes e vamos representar sim, contra este cidadão. Ainda não trago o nome dele na tribuna para resguardar a investigação”. Menciona o vereador.

O legislador conta que já sofreu racismo por ser negro e também por morar na periferia, e ressalta que o crime de racismo precisa ser denunciado. “Imagina a pessoa trabalha, presta um serviço público a nós, e tem que ser humilhada, chamada de macaca. Isso não podemos aceitar, não é cor da pele, religião ou classe social, que irá separar as pessoas, temos que respeitar e incluir”. Explica.

Luis Costa conclui sua fala afirmando que está levando o caso para conhecimento público e o servidor que vem praticando o crime de racismo será punido com o rigor da lei.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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