Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Vereadores de Primavera do Leste solicitam ao executivo a implantação da Secretaria de Trânsito



Da Redação

Com uma população de quase 60 mil habitantes segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e uma frota de 52 mil veículos emplacados e 70 mil veículos em circulação, dados da Coordenadoria de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU) de Primavera do Leste, a cidade recolheu de janeiro a agosto deste ano, mais de R$ 28 milhões em IPVA, multas e taxas.

Com a criação da Secretaria Municipal de Trânsito e também de um fundo para gerenciar os repasses públicos e privados, o município poderá desenvolver ações e projetos permanentes e que possibilitem a educação no trânsito, a melhor trafegabilidade, e também mobilidade urbana.

Além disso, a Secretaria Municipal de Trânsito tem autonomia para gerenciar e fiscalizar a execução das modalidades do transporte público de passageiros no município, também gerenciar e fiscalizar o trânsito, realizando a sinalização, o gerenciamento e a manutenção da frota municipal.

Dados da 40º Ciretran, atualmente Primavera do Leste ocupa o 5º lugar entre os municípios de Mato Grosso, em que mais acontecem acidentes de trânsitos. Ainda em relação ao ano passado, houve um aumento de 50% no número de ocorrências de trânsito. Diante destes dados, o presidente da Câmara Municipal Miley, (PV), o vereador Carlos Instrutor (PSD) e o vereador Luis Costa (PR) estiveram na cidade de Maringá – PR, participando de atividades com os secretários da secretaria de mobilidade urbana e de planejamento e obras, sobre o trânsito, para buscar modelos de aplicabilidade para nossa cidade.

“Com a Secretaria de Trânsito, poderemos ter um fundo, que irá receber parte do valor arrecadado em multas e IPVA e assim poderemos ter mais projetos, obras, manutenção e investimentos para o trânsito de nossa cidade. Esse pedido não é só meu, é de vários colegas vereadores. Nossa cidade merece uma estrutura melhor para trabalhar e assim melhorarmos a mobilidade urbana”. Ressalta Luis Costa.

O prefeito Leo, disse em entrevista a este jornal, que acha muito importante a criação da Secretaria Municipal de Trânsito, mas neste momento é necessário fazer uma avaliação do orçamento municipal, para depois um planejamento de implantação.



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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