Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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XI Festival Velha Joana começa nesta quinta-feira (1) em Primavera do Leste



Em Primavera do Leste já é tradição. Junto ao mês de novembro vêm a oportunidade de a população apreciar, gratuitamente, diversas apresentações culturais de várias localidades do Brasil. Nesta quinta-feira (1) começa o XI Festival Velha Joana, evento que até o próximo dia 11 deve mobilizar a classe artística por meio de apresentações teatrais, performances, encontros, interações, grupos de debates, intervenções urbanas e outras manifestações das artes da cena.

Realizado pela Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude (Secult) o festival é composto por três modalidades de apresentações: Mostra Panorama – para artistas de Primavera do Leste; Mostra Regional – para grupos artísticos de outras cidades; e Mostra Oficial – para companhias e coletivos selecionados pela Comissão Avaliadora através de inscrições finalizadas no dia 11 de setembro.

As apresentações ocorrerão em diversos pontos da cidade, como por exemplo:  Cine Teatro Vila Rica; Centro Cultural e em diversos Espaços Alternativos de Primavera do Leste, divulgados na página da Prefeitura Municipal de Primavera do Leste e na página da Secult. São mais de 80 espetáculos de 10 cidades diferentes.

Todas as apresentações serão avaliadas por membros com amplo conhecimento na área das artes da cena. As premiações variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil. Elas serão reveladas no dia 11 de novembro, no Plenário da Câmara Municipal, a partir das 18h. Junto com os vencedores de cada categoria serão revelados aproximadamente 30 destaques.

Fonte: Ascom Prefeitura de Primavera do Leste



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Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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