Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Prefeito decreta estado de emergência em Primavera do Leste



O prefeito Leonardo Bortolin cogita decretar estado de emergência ao município de Primavera do Leste, devido aos alagamentos ocasionados na cidade nos últimos dias. A medição do volume de água apontou que em meia hora foi registrado 80mm, na quarta-feira (24).

Uma nota oficial do Poder Público deverá ser divulgada até o final
desta tarde. Bortolin esteve reunido com secretários e vereadores no início da noite de quarta, onde definiu com equipe algumas medidas a serem tomadas para amenizar o problema que vem se arrastando por anos e aumenta cada vez mais. Com essa medida tomada, o prefeito e Defesa Civil vão a Brasília à busca de recursos e parcerias com o Governo Federal para sanar o problema dos alagamentos.

A Defesa Civil fará um laudo para apontar todos os estragos que os alagamentos causaram em Primavera do Leste. Deste hoje de manhã, equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura fazem manutenção na entrada do bairro Tuiuiú, nas barragens de contenção da BR-070 que
foram rompidas, na região da Rua Olivério Porta e na saída para Cuiabá. “Vocês já conhecem os pontos de alagamento e os transtornos que as chuvas tem causado, então tomem cuidado. Evitem passar por esses locais”, diz o prefeito.

Fonte: Clique F5/ Pérsio Souza



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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