Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Município de Primavera do Leste pode se tornar o polo aeronáutico do interior do Estado



Primavera do Leste tem um ponto positivo – é o município com a maior frota agrícola do Brasil. Isso foi um dos fatores que atraiu especialistas da área aeronáutica, na última Farm Show ocorrida em março deste ano. Após a implantação de curso técnico voltado para a tecnologia e manutenção de aeronaves, a cidade tem grande potencial para se tornar um polo aeronáutico.

Com a falta de espaço nos aeroportos dos grandes centros, é natural que os investidores procurem o interior dos estados menos desenvolvidos. Além da grande frota de aviões agrícolas, Primavera do Leste tem boa localização geográfica e oficinas de qualidade no que se refere a manutenção. Para o professor do Instituto Federal de São Paulo – IFSP – Gerson Marcelo Camargo, que coordena o curso técnico de manutenção de aeronaves, “Primavera tem todo potencial para a criação de um polo tecnológico na área de desenvolvimento da aviação agrícola, de aeronave de pequeno porte e também no desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado”.

Passo a passo o curso está sendo desenvolvido com a parceria do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – polo Primavera do Leste.  Segundo Gerson, são etapas de trabalho que precisam ser vencidas. A primeira delas é que seja disponibilizado um espaço no aeroporto. “Um curso de aviação tem que ser onde estão os aviões. Outra etapa é a homologação do curso junto a Agência Nacional da Aviação Civil, depois a capacitação dos professores; pela minha ótica as possibilidades são boas para que isso possa se desenrolar em pouco tempo.”

O prefeito Léo Bortolin conta que o Executivo já encaminhou para a Câmara o projeto de Lei que autoriza ceder o hangar da Prefeitura para a realização do curso. Caso a matéria seja aprovada, já estão garantidas três aeronaves para utilizar nas aulas. “Com isso queremos fazer com que Primavera do Leste se torne uma referência no polo aeronáutico”, reafirma Léo Bortolin.

O Dr. James Waterhouse, professor da Escola de engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos/SP, destaca que, para Primavera do Leste ter um aeroporto desenvolvido, etapas precisam ser concluídas. A primeira delas é fazer um plano diretor, ordenando a ocupação ao redor do aeroporto, para que a comunidade possa conviver de forma pacífica e o aeródromo não venha causar transtornos futuros. “A ideia é que seja um investimento perpétuo e que atraia investidores. Ele entende que a ocupação desregulada ao redor do aeroporto pode colocar em risco todo esse esforço”.

Léo Bortolin reconhece que Primavera do Leste tem problemas crônicos no aeroporto e, conta com o apoio dos professores para homologar o balizamento. O prefeito pensa grande, “além disso, pensamos numa ampliação para atender aeronaves de porte maior. Será um salto muito grande para Primavera”.

Para o Dr. James, “a chance de Primavera do Leste se tornar polo aeronáutico é muito grande porque existe um prefeito que tem visão de desenvolvimento e, que tem o essencial – apoio da comunidade. Existe uma convergência entre a parte política e a sociedade trabalhando juntos para que isso aconteça”.

Ascom – Prefeitura de Primavera do Leste



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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