Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Crianças da zona rural precisam andar dois quilômetros para conseguir estudar em Primavera do Leste



Crianças que moram na zona rural, na região das Furnas do Tamil, já no território de Poxoréu, precisam andar dois quilômetros todos os dias para conseguir pegar o transporte escolar e vir a Primavera do Leste estudar. O ônibus espera as crianças antes de uma ponte de madeira, na divisa entre os dois municípios.

O Diário tomou conhecimento deste problema enfrentado pelas crianças da zona rural, após uma publicação feita pelo vereador Luis Costa, nas redes sociais. O parlamentar acompanhou o trajeto destes alunos, que começa às 5h30 para conseguirem vir a Primavera estudar.

Ainda há um impasse sobre as decisões das terras de Poxoréu, já que uma lei alterou três vezes a qual município pertence a região do Vale Verde. Devido a isto, a Prefeitura não possui obrigação de adentrar no território vizinho para buscar estes alunos.

Para que nenhuma das partes fosse prejudicada, as Secretarias de Educação de ambos os municípios fizeram um acordo para realizar os transportes destes alunos da zona rural. “…ficou estabelecido que Primavera seria responsável por transportar os alunos que estejam até os limites da ponte que divide os dois municípios”, explica trecho da nota encaminhada pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Primavera do Leste.

Ainda segundo a Prefeitura, os estudantes têm outra opção, que é estudar na escola do Vale Verde. “Um ônibus de Poxoréu trabalha para dar suporte a esses alunos para que não tenham que percorrer este trajeto a pé, porém a preferência por estudar na escola de Primavera do Leste é dos próprios pais e/ou alunos”.

Fonte: Pérsio Souza / Clique F5



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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