Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

cidade

Primavera do Leste tem 216 faixas de pedestres; maioria precisa de manutenção



Mais uma vez o assunto mobilidade urbana volta às páginas do jornal O Diário. Desta vez, o assunto ganhou notoriedade após um morador e um vereador da cidade de Primavera do Leste, pintarem uma faixa de pedestre na Avenida Amazonas.

A faixa que tinha no local foi apagada, por isso o morador utilizando-se de recursos próprios resolveu pintar novamente, para segundo ele, garantir a segurança dos pedestres. Ronaldo pintou as faixas no início de fevereiro e contou com ajuda do vereador Luis Costa. “É uma tinta emborrachada, sou pintor e resolvi fazer o teste”, disse Ronaldo, no vídeo divulgado por Luis Costa.

De acordo com a Coordenadoria Municipal de Transportes Urbanos – CMTU, a cidade de Primavera do Leste, possui 216 faixas de pedestres, a maioria delas precisam de manutenção. De acordo com o coordenador da pasta, Thiago Lima, a explicação para que as faixas se apaguem está relacionada a dois fatores. “Quanto a durabilidade há dois problemas, o primeiro é em relação a sujeira da cidade, por ser uma cidade
agrícola e a outra é em relação a manta asfáltica. É que foi passada uma manta asfáltica no passado que hoje atrapalha. No sol quente essa manta se solta e vai para cima da faixa, e acaba apagando”, frisou.

Ainda conforme Lima, dois testes foram realizados na cidade. “Fizemos alguns testes em faixas de pedestres, aquela em frente a pista de caminhada, que é “a quente” se adequou bem, e a “3M” que foi colocada na Piracicaba com a São João”, explicou o coordenador.

NA FRENTE DAS ESCOLAS

As únicas sinalizações que irão passar pela manutenção sãos as que estão localizadas em frente as escolas. “Em frente as escolas as faixas serão pintadas pela CMTU.  Já foi pedida a tinta, dentro das especificações corretas, porém, no restante do centro, teremos que aguardar um pouco, já que terá uma reorganização do centro”, frisou.

De acordo com nota encaminhada via Assessoria de Imprensa, a prefeitura informou que a o certame para contratação de uma empresa especializada para realizar o estudo técnico do trânsito de Primavera do Leste, ocorreu nesta terça-feira (26), porém, até o fechamento desta edição, não conseguimos informações de qual empresa venceu a licitação.
Ainda conforme a prefeitura, cada faixa de pedestre custa aos cofres públicos R$ 410 por metro quadrado.

Referente a atitude do morador citada no início da reportagem, a prefeitura ressalta que: “Uma forma de colaboração por parte da população, quando suspeitar da  necessidade de faixa de pedestre em algum ponto da cidade, é comunicar o órgão responsável, a CMTU, para que os agentes possam realizar a avaliação e, caso necessário, solicite a aplicação da pintura à Secretaria de Infraestrutura”, frisou.

NOTA NA ÍNTEGRA

A Prefeitura de Primavera do Leste informa que, para iniciar a pintura de faixas de pedestre nas vias da cidade, aguarda a realização de pregão para a contratação da empresa que irá realizar o estudo técnico no trânsito e indicar as devidas adequações. O certame está previsto para ocorrer no próximo dia 26. Atualmente a cidade conta com 216 faixas de pedestre. Para a pintura calcula-se R$ 410 por metro quadrado.

Referente a atitude do morador. A prefeitura considera a ação desnecessária, já que não há avaliação técnica que identifique a necessidade de faixa de pedestre no local onde a tinta foi aplicada.
Uma forma de colaboração por parte da população, quando suspeitar da necessidade de faixa de pedestre em algum ponto da cidade, é comunicar o órgão responsável, a CMTU, para que os agentes possam realizar a avaliação e, caso necessário, solicite a aplicação da pintura à Secretaria de Infraestrutura.

Fonte: Jaqueline Hatamoto/ Clique F5



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


Antenado News