Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Adolescentes e Jovens do Projeto social Espaço Reja participaram da 11º Edição do Festival de Teatro Velha Joana



Da Redação

O Festival Velha Joana é o maior festival de teatro da região sul do estado, e tem superado as expectativas a cada ano. Com apresentações locais, regionais e nacionais, a abertura da 11º edição, quase não coube o público, no Centro Cultural. Sucesso! Tem sido todas as apresentações, e a platéia tem lotado todos os espaços.

E as apresentações locais foram muito elogiadas pelo público. Destaque para a peça “A Rainha e o João Grillo”, que foi apresentada por adolescentes e jovens do projeto social Espaço Reja, que faz parte da Igreja Assembléia de Deus Madureira. A peça foi exibida na segunda (6), no espaço do cinema da cidade. A apresentação foi à primeira pelo Festival de Teatro Velha Joana, mas o grupo tem se apresentado em outros festivais e também em eventos da própria igreja.

O PROJETO ESPAÇO REJA

O projeto social Espaço Reja, surgiu este ano, e foi uma iniciativa de jovens e adolescentes da Igreja Assembléia de Deus Madureira, com o apoio do Pastor Ary Dantas, e junto com o professor José Maia.  São cerca de 50 participantes no projeto. A iniciativa de desenvolver essa ação social foi da própria igreja, com parceria de dois professores, sendo um de dança e outro de teatro.

De acordo com o professor de teatro do projeto, José Yosef, o Espaço Reja atende adolescentes e jovens da igreja e também aqueles que se interessam pela arte, mesmo não participando da igreja fundadora da ação social. Ainda segundo José, só podem se inscrever no projeto quem estiver matriculado em alguma escola seja pública ou particular. Sem o comprovante de matrícula, o estudante não consegue se ingressar no projeto.

Para participar não existe custo nenhum, é de graça e as aulas ocorrem na Creche Talita que fica na Avenida Belo Horizonte, 287, Centro Leste. Os dias são segunda-feira e quarta-feira, das 18h às 20h. Ficou interessado? Dê uma passadinha por lá, já faça a inscrição e participe.



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política

PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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