Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 19 de Maio de 2026

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Primavera do Leste sedia Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos da Região Sul de Mato Grosso



Da Redação

O Fórum que discute os impactos dos agrotóxicos teve inicio no ano de 2016, com o objetivo de aproximar e dialogar com a população. O fórum foi criado pelo Ministério Público em parceira com os Centros de Saúde do Trabalhador (CERESTs), com as Secretárias de Meio Ambiente, Pastoral da Terra e sociedade civil organizada, e está em sua terceira edição. O Fórum da Região Sul do Estado quer mobilizar e articular, as pessoas para o entendimento sobre os agrotóxicos e fomentar a agroecologia.

Em Primavera do Leste foi realizado nesta terça-feira, 3, no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso, participaram mais de 200 pessoas. A Procuradora do Trabalho de Rondonópolis, Vanessa Martini, atua por meio do Ministério Público, na saúde do trabalhador, com questões ligadas ao meio ambiente, também com prevenções de doença, com denúncias sobre o não uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

“O Fórum de combate aos agrotóxicos engloba tanto o meio ambiente geral e o meio ambiente do trabalho, nós recebemos denúncias que são da internet, quanto denúncias pessoais e por telefone, mas também além de atuar nas denúncias realizamos ações proativas, de ir as centrais de embalagens fazer inspeções, ver se os trabalhadores estão usando os equipamentos necessários. Além disso, as reuniões do fórum são presididas pelo Ministério Público do Trabalho, e também atuamos nesta área de prevenção que são essas palestras para alertar a população, os trabalhadores sobre os riscos da exposição, da necessidade do uso de equipamentos, então atuamos na área preventiva e repressiva e ajuizamentos de ações, quando a empresa ou fazenda investigada não adequa sua conduta”. Explica a Procuradora do Trabalho, Vanessa Martini.

Além das discussões sobre os impactos dos agrotóxicos, durante o Fórum o Promotor de Justiça em Primavera do Leste, Sílvio Rodrigues Alessi Júnior, apresentou o Projeto de Lei 810, da Lei Municipal 1007/2007, que altera o artigo 41. O projeto propõe uma alteração da área em que é aplicado o agrotóxico. Atualmente está área que se aplica é de 250 metros de distância da cidade, o projeto prevê a aplicação em 90 metros da zona urbana da cidade não habitada. Esse projeto de lei com a alteração foi proposto pelo executivo, já que o Governo do Estado, durante a Gestão do ex-governador, Silval Barbosa, baixou um decreto permitindo os 90 metros.

De acordo com o Ministério Público, este decreto não tem fundamento, já que não foi feito nenhum estudo de credibilidade que comprove que a redução não trará impactos ambientais. “O projeto de lei está na Câmara e está tramitando, o MP já tem um posicionamento em relação a isso, que essa diminuição, fere os princípios constitucionais e ambientais e seria um retrocesso ambiental”. Afirma o promotor de justiça, Sílvio Rodrigues Alessi Junior.

O vereador Luis Costa (PR) que é presidente da Comissão de Agricultura e Meio Ambiente na Câmara Municipal em Primavera do Leste menciona que o projeto de lei 810, que altera a área a ser pulverizada, está sendo analisado. “Nós estamos tomando todas as medidas com cautela, para ouvir a sociedade, o MP, também os órgãos ligados a saúde do trabalhador, e iremos sugerir um estudo de impacto, também uma audiência pública, para ouvir toda a população em geral e também o setor do agronegócio. Uma ideia para fomentar o debate seria a construção do cinturão verde, que hoje é apenas uma ideia, mas podemos colocar em prática. O cinturão verde seria também uma forma de chamar o produtor para a responsabilidade ambiental. Sabemos que nossa economia é baseada no agronegócio, no entanto temos que ouvir a população, para verificar todos os dados de pesquisas que falam da incidência de doenças pelos agrotóxicos”. Menciona Luis Costa.

Agrotóxicos

O professor, pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva e Núcleo de estados Ambientais em Saúde do Trabalhador, da Universidade Federal de Mato Grosso – campos Cuiabá – com formação em Farmácia Bioquímica e mestrado em Saúde Coletiva, estudioso dos agrotóxicos e da saúde humana, Jackon Rogerio Barbosa, também é colaborador do Fórum e esteve presente em mais uma edição realizada em Primavera do Leste.

Segundo o professor Jackon, hoje o núcleo de pesquisa está finalizando um trabalho que iniciou em 2014 e encerra no ano que vem que vai apontar como está a saúde da população. O recorte desta pesquisa leva em consideração, as cidades de Sapezal, Campos de Júlio e Campo Novo do Parecis, que são os municípios maiores consumidores de agrotóxicos. A pesquisa analisa o ar, a água de beber, todos os tipos de carnes, sendo de peixe, de porco, de boi, também soja, milho, e algodão, também foi coletada sangue humano e urina humana.

“Estamos estudando a contaminação por agrotóxicos e os seus efeitos, como por exemplo, doenças mentais, suicídios, doenças crônicas, entre outras. A pesquisa já está na reta final, e nós já estamos já consolidando os dados. São 15 pesquisadores trabalhando. A pesquisa vai trazer muitas informações e bastante coisa preocupante em relação aos agrotóxicos”. Explica o professor Jackson.

O pesquisador enfatiza ainda que as pessoas tem que entender que agrotóxico é veneno, e se a gente encontra veneno no sangue, mesmo que seja uma quantidade pequena, não importa porque é veneno, agora o impacto a curto, médio e longo prazo é o que o instituto tem estudado.

“A definição de agrotóxico é um biocida, ele vai matar alguma coisa viva que está atrapalhando a produção, e essa coisa viva pode ser uma erva daninha, ou pode ser um inseto, e se mata um ser vivo, como a planta e os insetos, por conseguinte, somos seres vivos. É impossível acreditar que não vai ter efeito em nós. As pessoas tem que entender, mesmo trabalhando com a agricultura familiar, como por exemplo, uma produção de mandioca, e se colocar agrotóxico, estão colocando veneno, e será que isso não vai causar efeito nenhum em mim?”. Conclui o professor.

 

 

 

 

 



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política

NORTE ARAGUAIA: Nininho anuncia avanço na pavimentação de 103 km da MT-109; asfalto entra na fase final para licitação


Projeto que liga Querência a Canabrava do Norte prevê 103 quilômetros de asfalto, ponte já licitada sobre o Rio Suiá-Miçu e integração logística do Norte Araguaia

A pavimentação da MT-109, entre Querência e Canabrava do Norte, avançou para a fase final de preparação da licitação após articulações conduzidas pelo deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) junto ao Governo de Mato Grosso e lideranças do Norte Araguaia. Em reunião realizada nesta semana com o parlamentar na Assembleia Legislativa, o prefeito de Querência, Gilmar Wentz, destacou o trabalho político liderado por Nininho para viabilizar a obra, considerada fundamental para a integração regional e o fortalecimento da logística da produção agrícola.

O projeto contempla 103 quilômetros de pavimentação da antiga Estrada do Guardanapo, além da construção da ponte sobre o Rio Suiá-Miçu, que já está licitada. Na Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Nininho esteve reunido com o secretário Marcelo de Oliveira cobrando celeridade no andamento técnico da obra.

Segundo o deputado, os trechos estão sendo preparados para licitação na modalidade RDC, o Regime Diferenciado de Contratações Públicas, que permite acelerar os processos administrativos. As empresas vencedoras serão responsáveis pela elaboração do projeto executivo e também pela execução dos serviços.

“Com a MT-109 pronta, vamos garantir a ligação asfaltada entre Querência, Espigão do Leste, Canabrava do Norte e a BR-158, dando mais segurança, dignidade e desenvolvimento para quem vive ali”, avalia Nininho.

ARTICULAÇÃO

A defesa da pavimentação da MT-109 é uma pauta que Nininho realiza há mais de três anos. Nesse período, o parlamentar participou de reuniões com o ex-governador Mauro Mendes, com o atual governador Otaviano Pivetta, além de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças da região Norte Araguaia.

Durante o encontro na Assembleia Legislativa, Gilmar Wentz ressaltou a importância da atuação política do deputado para destravar o projeto junto ao Estado. “Quero agradecer o empenho do deputado Nininho, que tem acompanhado cada etapa desse processo em Cuiabá. Essa pavimentação representa desenvolvimento, segurança e novas oportunidades para toda a região Norte Araguaia. É uma obra aguardada há muitos anos pela população”, diz o prefeito.

O deputado cita o apoio de lideranças regionais que participaram das articulações para viabilizar o asfalto. “Quero agradecer ao Mauro Mendes, ao governador Otaviano Pivetta, que já autorizou a obra, ao secretário Marcelo Padeiro, à Maristela, ao prefeito Gilmar, ao ex-prefeito Fernando Gorgen e a todos os prefeitos da região que têm ajudado e cobrado esse avanço, como o prefeito Acácio, de São Félix do Araguaia, que também contribuiu no processo de desapropriação das áreas. Estamos próximos de ver essa obra sair do papel”, enaltece Nininho.

O prefeito de Canabrava do Norte, Neuilson da Silva Lima, também reforça o impacto regional da obra e defende a continuidade das articulações políticas para assegurar o início dos trabalhos. “Essa rodovia é fundamental para o crescimento da nossa região. A população espera por essa ligação asfaltada há décadas, principalmente quem depende da estrada para trabalhar, transportar produção e acessar serviços essenciais”, afirma.

LOGÍSTICA

A pavimentação da MT-109 é considerada um dos principais projetos estruturantes do Norte Araguaia. O corredor rodoviário conecta Querência a Canabrava do Norte e beneficia diretamente municípios como São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Confresa e Vila Rica.

Em Querência, o asfalto melhora o acesso às áreas produtoras e facilita o escoamento da safra de grãos em regiões agrícolas estratégicas, como as fazendas Roncador e Pioneira. Já em Canabrava do Norte, a ligação pavimentada com a MT-322 reduz o isolamento logístico do município.

O distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia, também deve ser diretamente impactado. Considerado um dos maiores polos produtores de grãos do Estado, o distrito convive historicamente com problemas de atoleiros durante o período chuvoso e excesso de poeira na estiagem.

ROTA ALTERNATIVA

Nininho diz que a consolidação da MT-109 cria uma rota alternativa para municípios mais ao norte do Estado. Motoristas de Porto Alegre do Norte, Confresa e Vila Rica terão uma redução aproximada de 149 quilômetros no deslocamento em direção a Querência, Canarana, Água Boa e Cuiabá.

Além do impacto econômico, a obra é apontada por lideranças regionais como um avanço social para milhares de moradores do Araguaia. “A expectativa é de redução no custo do frete agrícola, melhoria no transporte escolar, mais segurança viária e ampliação do acesso da população aos serviços de saúde”, acrescenta Nininho.

Redação Com Sérgio Ober


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