Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Coordenadoria de Esportes realiza Copa Craques do Basquete



Primavera do Leste receberá atletas de diversas cidades do estado de Mato Grosso para a 1ª Copa Craques do Basquete, realizado pela Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, através da Coordenadoria Municipal de Esportes., nos dias 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro.

O evento acontecerá no Ginásio Pianão e quadra de esportes do Ginásio Mãe da Divina Providência; contará com a presença de atletas de Sorriso, Paranatinga, Cuiabá, Água Boa, Jaciara, Pedra Preta, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças e dos anfitriões – Primavera do Leste.

O incentivo ao basquete tem como objetivo diversificar as modalidades esportivas praticadas no município, no intuito de formar cidadãos, promover a saúde e o bem-estar do aluno, além da formação de atletas, que é a proposta do projeto Craques do Amanhã. Na ocasião será a estréia das tabelas hidráulicas e do sistema de placar eletrônico do Ginásio Pianão, recém adquiridos – mais um investimento da Prefeitura.

O projeto Craques do Amanhã surgiu da necessidade de utilizar o esporte como uma ferramenta de transformação social e, em 2018, a grande novidade foi a reinserção do projeto nos bairros do município, descentralizando as atividades, atingindo um público maior, potencializando o desporto educacional, com cunho formativo e social.

Maiores informações através do fone (66) 3498 6462.

Ascom – Prefeitura de Primavera do Leste



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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