Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Município de Primavera do Leste vai atender a micro-região de Saúde



A Prefeitura de Primavera do Leste assinou, na manha desta sexta-feira, 20, o contrato com cinco prestadores de serviços – hospital São Lucas, Center Vidas, Cardioclínica, Instituto de Nefrologia e Vinicius Cazarotto – que vai atender a micro região composta de quatro municípios – Poxoréu, Paranatinga, Santo Antonio do Leste e Primavera – dentre os 19 que compõem o consórcio da região sul. Esse contrato contempla cinco especialidades – cardiologia, nefrologia, psiquiatria, ultrassonografia e otorrino. O agendamento será feito pela regulação na secretaria de Saúde do município. Os médicos, clínicas e hospitais foram credenciados através de licitação.

O vice-prefeito Sérgio Fava, que assinou o contrato, reconhece ser essa mais uma ação que humaniza o tratamento dos pacientes de Primavera e dos municípios circunvizinhos, evitando desgaste e sofrimento com viagens longas, “é mais uma conquista dessa gestão”. Para a secretária executiva do consórcio da região sul, Eulice Idalina de Almeida, os atendimentos que passam a ser realizados em Primavera vão facilitar muito a operacionalização com o transporte dos pacientes, “os de Paranatinga, por exemplo, deixam de ser atendidos em Rondonópolis e isso representa economia para o município e, mais conforto para o paciente que recebe o tratamento mais perto de casa, evitando deslocamentos mais longos”. E concluiu – os de Primavera saem ganhando porque receberão tratamento na sua cidade.

 Da Assessoria


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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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