Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Taques não acredita em candidatura de Mauro ao governo: “ele nunca me disse”



O governador Pedro Taques (PSDB) não acredita que o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) esteja articulando, nos bastidores, uma possível candidatura ao Governo do Estado. “Ele nunca me disse isso de ser candidato ao governo, não acredito nisso”, disse o tucano após lançamento do Circuito Itinerante da Ciência e inauguração da carreta MT Ciência, nesta terça (21).

Mauro ficou entusiasmado com o resultado de pesquisas feitas para analisar cenários e possibilidades e que o apontou entre os primeiros colocados nas intenções de voto. Caso avance nesse projeto, será a segunda vez que tentará o Palácio Paiaguás. Em 2010, perdeu para Silval Barbosa.

O ex-prefeito, que está desembarcando do PSB em razão da volta do deputado Valtenir Pereira à presidência estadual da sigla, estuda filiar-se no DEM dos irmãos Júlio e Jayme Campos, outra opção seria o PR do senador Wellington Fagundes.

Taques diz confiar ainda na reedição da aliança que o elegeu ao Governo do Estado em 2014, formada pelo PSDB, PSD, DEM e PSB. Apenas os socialistas estariam fora em razão de Valtenir voltar ao comando do partido e deve migrar para oposição. Contudo, o DEM já sinaliza um desembarque. O ex-deputado federal Júlio Campos disse que se os dissidentes do PSB migrarem para o DEM, o partido terá musculatura para negociar a majoritária com o arco de aliança. Ameaça, inclusive, deixar o bloco caso não seja contemplado.

Uma das exigências para Mauro ingressar ao DEM é que o seu afilhado político, deputado federal Fabio Garcia, assuma a presidência estadual. O intuito seria evitar boicote ou conspiração. Já no PR, o ex-prefeito teria dificuldade de carregar aliados para a sigla, pois os republicanos são opositores a gestão Taques.

Fonte: Tarso Nunes/ RDNews



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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