Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa ressalta em tribuna que a política não é politicagem



“Quando os trabalhos desenvolvidos pela prefeitura vão bem, eu falo na tribuna, nas redes sociais, também apoio as ações voltadas para o povo. Se é para fazer o bem a nossa cidade, sou parceiro do prefeito. Mas quando há indagações para serem esclarecidas, não posso me calar, preciso de respostas, porque todos vocês Primaverenses tem o direito de acompanhar a nossa gestão pública”. Explica o vereador Luis Costa.

Da Redação

Vamos relembrar! Quando o político é eleito ele tem o dever e a obrigação de realizar algo que vá beneficiar a população, honrar os compromissos e as pessoas que o escolheram, fiscalizar e lutar por políticas públicas de qualidade para o povo. Essa definição simples é considerada um ato político.

Já a politicagem são atos antiéticos, que visam o benefício próprio e não a sociedade, são ações de politiqueiros que querem se dar bem às custas do povo. Fazendo intrigas e levantando notícias falsas. Esse exemplo exposto acima foi dito durante discurso na tribuna na sessão ordinária de ontem (07), pelo vereador Luis Costa (PR), que explicou a população sobre sua função enquanto vereador. “Eu disse e vou repetir, eu não tenho lado político, meu lado é o povo, são os senhores e as senhoras que necessitam dos serviços públicos”.

Depois da sua fala na quarta-feira passada, durante a sessão (02), alguns políticos e simpatizantes, questionaram Luis Costa sobre a verificação e fiscalização de processos licitatórios da prefeitura de Primavera do Leste. O legislador respondeu as indagações.

“Se eu receber alguma denúncia ou irregularidade que está ocorrendo dentro do poder público, seja qual for o setor, é meu papel investigar, solicitar requerimentos com explicações. Na semana passada eu protocolei um requerimento que peço informações sobre o processo de licitação que irá contratar uma empresa que prestará serviços de auxílio e apoio aos alunos com necessidades especiais, com atendimento em unidades escolares de nosso município. Diante do exposto fui procurado por alguns para saber por que estou fazendo isso. Mas como assim? Eu sou fiscal do povo, e se a empresa classificada pela licitação é a que ofereceu o trabalhou pelo valor mais alto, quero saber por que as outras foram desclassificadas”.  Ressalta Luis Costa.

O vereador diz ainda que, em nenhum momento falou o nome das empresas que estão concorrendo e que apenas citou os valores. Também mencionou que alguns pais de alunos da Associação Amigo dos Autistas (AMA) citaram em rede social o nome de uma das empresas, sendo do setor de limpeza.

“Eu não fiz nenhuma politicagem para dizer que estou desempenhando meu papel. Eu não estou fazendo politicagem. Se o povo me elegeu eu preciso fiscalizar. E Se existe um processo de licitação em andamento e alguns dados não estão de acordo, precisamos entender este processo. Se o valor da empresa qualificada está tão alto assim, em relação ao valor pago normalmente, tem alguma coisa errada. Em nenhum momento fiz reunião com a AMA ou falei com pais sobre este processo de licitação. Estou aqui porque quero que os auxiliares educadores possam entender e compreender essa função, e assim serem capacitados, para dar uma educação de qualidade aos vossos filhos. Quero que fique claro que não estou fazendo politicagem com pais de alunos”. Menciona.

Luis Costa lamenta em estar sozinho nesta luta pela clareza e investigação em relação aos trabalhos do executivo. Infelizmente o vereador diz que não consegue fiscalizar ao mesmo tempo todos os setores, mas está a disposição da sociedade que deseja buscar junto com ele a transparência pública.

“Quando os trabalhos desenvolvidos pela prefeitura vão bem, eu falo na tribuna, nas redes sociais, também apoio as ações voltadas para o povo. Se é para fazer o bem a nossa cidade, sou parceiro do prefeito. Mas quando há indagações para serem esclarecidas, não posso me calar, preciso de respostas, porque todos vocês Primaverenses tem o direito de acompanhar a nossa gestão pública”. Explica.

Por várias vezes o vereador foi a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para atender o cidadão, que questiona a falta de médicos, ou outros problemas, e esse é um dos trabalhos de acompanhamento que Luis Costa realiza.

“Eu quero fazer o melhor para a população, o melhor para Primavera do Leste, e em nenhum momento estou ou fiz politicagem, porque eu faço política para a população. Meu lado não é A e nem B, é o povo e por isso, vamos lutar juntos por melhorias na saúde, na educação, e ninguém, seja eu, ou qualquer morador, irá ficar impedido de falar ou reivindicar. Como eu disse na sessão passada, não tenho problemas se as minhas indicações não forem atendidas, mas eu quero que saibam que estou aqui para fazer o melhor para a população, porque meu lado político é o povo”.  Finaliza o vereador Luis Costa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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