Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Nova gestão pretende conduzir os trabalhos valorizando a ação de todos os vereadores



O mandato é de dois anos e a mesa é composta por seis parlamentares

Com a abertura do segundo biênio da 9ª Legislatura uma nova Mesa Diretora assumiu o comando da Câmara Municipal de Primavera do Leste. O mandato é de dois anos e a mesa é composta por seis parlamentares, que ocupam os cargos de presidente, 1 º e 2 º vice-presidente e 1º, 2º e 3 º secretário até dezembro de 2020.

É de responsabilidade da Mesa manter a ordem geral das atividades legislativas e, ordenar e gerir o funcionamento da Casa de Leis. Além dessas atribuições, a Mesa Diretora também tem prerrogativas especificais, como por exemplo, conceder autorização para que o prefeito se ausente do município.

O presidente da Câmara é responsável por representar o Poder Legislativo perante as autoridades pública e a sociedade civil. Também faz parte das atribuições, o papel de dirigir os trabalhos institucionais e manter sua ordem. O parlamentar escolhido para conduzir as ações no biênio 2019-2020, foi o vereador Paulo Márcio Castro e Silva (DEM). Caberá ao democrata, a competência de autorizar a realização de despesas,
prestar contas dos gastos do legislativo, assinar a correspondência oficial, convocar reuniões e liderar as ações.

A atual gestão pretende conduzir os trabalhos com a participação de todos os vereadores, pois segundo o presidente Paulo Márcio, ” os 15 parlamentares foram eleitos para serem os representantes da população primaverense. Cada um tem a sua bandeira e, isso, precisa ser respeitado, para que as decisões tomadas pela “Casa” sejam decididas a partir dos anseios da sociedade”, explicou o presidente, que é advogado, contador e está em seu primeiro mandato de vereador, mas trabalha na
área pública há mais de dez anos, como servidor público.

O presidente ainda salienta que os cidadãos podem acompanhar o trabalho da Câmara, que atuará sempre no pensamento coletivo e na transparência. ” Assim quem ganha é a população, pois as decisões serão pautadas com um olhar para o desenvolvimento de Primavera, visando melhorias e independência de cada legislador. ”

Dentro dessa ótica de transformação e mudança, a vereadora Carmen Betti (PSC), que ocupará a função de vice-presidente, nesses dois anos, salienta que, a Mesa conduzirá um trabalho de aproximar ainda mais o cidadão das ações do legislativo. “ É o meu segundo mandato de vereadora e, essa é a primeira vez que faço parte da Mesa Diretora. Nós iremos conduzir uma gestão que busca autonomia da instituição como um órgão independente, fortalecendo a união entre os vereadores. Com esse foco, acredito que o resultado será trabalho e transparência”, afirmou a parlamentar.

O 1º e o 2º vice-presidentes têm a função de substituir o presidente em decorrência de sua ausência. Além disso, eles podem exercer outras funções, de acordo com solicitação da presidência. Para o cargo de 2º vice-presidente da Câmara, o escolhido foi o vereador Luis Costa (PR). Ele comenta que a composição da Mesa não é oposição ao prefeito, mas sim uma formação que busca a independência do Poder.

“É desta forma que, a sociedade será melhor representada“. O parlamentar ainda ressaltou que algumas modificações serão realizadas no Regimento Interno, com objetivo de dar mais autonomia para a realização de um trabalho justo, coerente e honesto. “Nosso trabalho será pautado no bem-estar da comunidade e, independente de quem votou na nova mesa diretora, todos os vereadores são importantes e têm sua representatividade na sociedade, sendo assim, vamos trabalhar em parceria, inclusive com o Executivo. Nossa sociedade merece o melhor”.

O vereador Kinha Juritis (PV) terá a função de controlar os documentos de serviço da Câmara, como atas de reuniões e livros de posse. Além disso, o 1º secretário é quem orienta os pagamentos mensais, apura a presença e recebe as justificativas de falta dos vereadores. Em Plenário, ele é o responsável por fazer a leitura das proposições em debate. Para esse novo biênio, o peevista, acredita que a nova composição da mesa trará projetos positivos para a cidade. “ O legislativo tem que ser um poder independente dos outros, sendo eles, o Executivo e Judiciário, deste modo, ressalto que a independência não quer dizer oposição, mas sim a proposta de
desenvolver projetos que resultam em ações permanentes. O novo presidente tem um perfil bastante democrático que permitirá debater antes de decidir. Vou continuar a trabalhar ao lado do prefeito, em execuções de projetos que auxiliam Primavera do Leste. Se algo estiver errado, irei cobrar, mas jamais impossibilitaremos o andamento da gestão, frisou.

O 2º e o 3º secretários tem a função de substituir o 1º secretário, além de exercer funções de acordo com as necessidades. Foram empossados para os cargos, os vereadores Juarez Barbosa e Iva Viana, ambos do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Conforme o 2º Secretário, Juarez Barbosa, “a nova Mesa irá deixar a Casa de Leis mais organizada, tanto na parte administrativa, quanto na estrutural. Além disso, precisamos criar mecanismos junto ao Executivo para melhorar a saúde, educação e buscar mais investimentos a agricultura familiar, que tem sido uma frente
de trabalho do meu gabinete”.

Para a vereadora Iva Viana, as mudanças precisam ocorrer para que existir
melhorias. “Vamos trabalhar em comum acordo, pois quando há união, existe força. Dessa forma, as decisões são tomadas de forma corretas, sempre pensando no melhor para a Casa de Leis e os cidadãos. O nosso objetivo e desejo é continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Primavera do Leste”.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Câmara Municipal



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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