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Vereador Luis Costa contesta salário pago pela empresa terceirizada



Em tribuna na última sessão (03), Luis Costa (PR) falou que empresas terceirizadas pela Prefeitura Municipal têm oferecido um salário inferior ao que o trabalhador ganhava antes.

Da Redação

A Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, neste ano de 2018, terceirizou a contratação de pessoas para exercerem a função de auxiliar e na limpeza. Essa medida foi tomada com a extinção de vários cargos públicos. O projeto de autoria do executivo e aprovado pela maioria dos vereadores, no entanto, obtiveram votos contrários do vereador Luis Costa (PR) e Edna Manich (PT), fez com que as pessoas que antes trabalhavam para a Prefeitura Municipal, nestes cargos e recebiam R$1.115,00, agora, com a extinção dos cargos e por meio da contratação das empresas terceirizadas, (por licitações) que prestam serviços para a prefeitura, o mesmo trabalhador, com o mesmo cargo, recebe R$ 715,00 reais.

“É triste essa situação, porque o salário tem que ser menor? Porque quando terceiriza alguém tem que ganhar? É triste quando o município extingue cargos que eram exercidos por pessoas com remuneração de R$ 1.100 a 1.200 reais, valor pequeno que mau da para sobreviver, que basicamente, quem ganha é para comprar comida”. Indaga o vereador.

Luis Costa explica que foi contrário ao projeto de lei que extinguiu os cargos. O legislador afirma que irá acompanhar todo o processo de contratação das pessoas, as horas trabalhadas, e se estão sendo tratadas dignamente, e quais os motivos do salário ser inferior. Outro questionamento é sobre o andamento das férias dos servidores.

“Não podemos fazer novas contratações sem antes zelar pelos direitos dos funcionários que trabalham na gestão pública e estão com seus direitos violados. Cadê as férias? Tem servidor que continua sem poder gozar do seu direto. Essa situação tem que ser resolvida. Quero dizer que estou questionando essas situações porque sou representante do povo, não por ser oposição ao prefeito, mas porque esse é meu dever, de representar, fiscalizar e atender a população”. Pontua o vereador.

O legislador finaliza sua fala pedindo mais respeito aos cidadãos primaverenses, e explica que ninguém é melhor que ninguém, independente de cargos que ocupa, ou de cor, e classe social, “estarei de olho nestas situações, porque sou cobrado diariamente com mensagens pelo celular, na rua, na Câmara e se alguém está ganhando em cima do salário do trabalhador, eu irei denunciar, porque todos temos o mesmo valor, somos iguais perante Deus”.



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Região

MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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