Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Primaverenses pedem ajuda do vereador Luis Costa para resolver problemas com as contas de água



Da Assessoria

O vereador Luis Costa (PR) foi chamado por alguns moradores do Bairro Guterres, que estão na bronca com a empresa Águas de Primavera. A Revolta da comunidade é com os talões de água, que está sendo cobrando valores altos, chegando a R$800 por morador.

A dona Mary Oliveira Borges, é uma das moradoras do Bairro. Ela disse que está no local há 3 meses, como a maioria das pessoas que foram contempladas com as casas, mas o susto veio quando chegou sua primeira conta de água, no valor de R$102,12, sendo que mora na residência apenas ela e o filho, e ainda eles trabalham durante o dia, e não fica ninguém em casa para gastar tanta água assim. Mas o que chamou atenção mesmo da dona Mary, foi quando recebeu sua segunda conta de água, o valor veio o mesmo do mês anterior, R$102,12, e a moradora questiona, “como pode repetir o mesmo valor, parece até que não fizeram a leitura?”.

Na mesma situação está à moradora, Fernanda Lima da Silva, que teve sua conta nos dois meses, com o mesmo valor, sendo R$832 reais. “Fui reclamar com a empresa e eles queriam que eu parcelasse esse valor das duas contas, e ainda disseram que seu eu não pagar, vão cortar a minha água”.

Estes são apenas dois exemplos, de inúmeros moradores que estão vivendo o mesmo dilema em nossa cidade. Também pessoas de outros bairros, procuraram o vereador, além de utilizar as redes sociais para mostrar o quanto o valor do talão tem aumentado, e também se repetido, em mês e mês.

 “Eu estive vendo os talões de água e achei os valores se repetindo.  É inadmissível cobrar um valor de 800 reais de água de um morador que tem uma residência pequena e ainda fica o dia todo fora trabalhando. Moradores de outros bairros de nossa cidade também tem me procurado com o mesmo problema, com a mesa indagação, de querer saber o motivo da cobrança tão alta. Deve existir algum erro, ou na leitura, ou algum tipo de vazamento. Para aqueles que desejarem ir até o meu gabinete no inicio da semana, eu receberei a todos, e viabilizando a possibilidade de irmos até a Defensoria Pública, o Procon e até o Ministério Público, porque da forma que está sendo feita a cobrança, não é correto”. Pontua o vereador Luis Costa.

Tramita na Câmara Municipal uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelos vereadores para investigar a empresa, já que a população não está feliz com o serviço prestado.



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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