Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Primaverenses pedem ajuda do vereador Luis Costa para resolver problemas com as contas de água



Da Assessoria

O vereador Luis Costa (PR) foi chamado por alguns moradores do Bairro Guterres, que estão na bronca com a empresa Águas de Primavera. A Revolta da comunidade é com os talões de água, que está sendo cobrando valores altos, chegando a R$800 por morador.

A dona Mary Oliveira Borges, é uma das moradoras do Bairro. Ela disse que está no local há 3 meses, como a maioria das pessoas que foram contempladas com as casas, mas o susto veio quando chegou sua primeira conta de água, no valor de R$102,12, sendo que mora na residência apenas ela e o filho, e ainda eles trabalham durante o dia, e não fica ninguém em casa para gastar tanta água assim. Mas o que chamou atenção mesmo da dona Mary, foi quando recebeu sua segunda conta de água, o valor veio o mesmo do mês anterior, R$102,12, e a moradora questiona, “como pode repetir o mesmo valor, parece até que não fizeram a leitura?”.

Na mesma situação está à moradora, Fernanda Lima da Silva, que teve sua conta nos dois meses, com o mesmo valor, sendo R$832 reais. “Fui reclamar com a empresa e eles queriam que eu parcelasse esse valor das duas contas, e ainda disseram que seu eu não pagar, vão cortar a minha água”.

Estes são apenas dois exemplos, de inúmeros moradores que estão vivendo o mesmo dilema em nossa cidade. Também pessoas de outros bairros, procuraram o vereador, além de utilizar as redes sociais para mostrar o quanto o valor do talão tem aumentado, e também se repetido, em mês e mês.

 “Eu estive vendo os talões de água e achei os valores se repetindo.  É inadmissível cobrar um valor de 800 reais de água de um morador que tem uma residência pequena e ainda fica o dia todo fora trabalhando. Moradores de outros bairros de nossa cidade também tem me procurado com o mesmo problema, com a mesa indagação, de querer saber o motivo da cobrança tão alta. Deve existir algum erro, ou na leitura, ou algum tipo de vazamento. Para aqueles que desejarem ir até o meu gabinete no inicio da semana, eu receberei a todos, e viabilizando a possibilidade de irmos até a Defensoria Pública, o Procon e até o Ministério Público, porque da forma que está sendo feita a cobrança, não é correto”. Pontua o vereador Luis Costa.

Tramita na Câmara Municipal uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposta pelos vereadores para investigar a empresa, já que a população não está feliz com o serviço prestado.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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