Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Prefeito interino é favorito para vencer eleição em Primavera, aponta Mark



Leonardo Bortolin tem 59,4% das intenções de voto, contra 16,4 de Carmen Betti

O prefeito interino de Primavera do Leste, vereador Leonardo Bortolin (PMDB), é amplamente favorito para vencer a eleição suplementar do município, que será realizada no dia 19 de novembro. É o que aponta a pesquisa do Instituto Mark realizada entre os dias 2 e 4 de novembro.

Na amostragem estimulada, Bortollin lidera com 59,4% das intenções de voto. A única adversária, vereadora Carmen Betti (PSC), aparece bem atrás, com 16,4%.

Outros 15,1% dos entrevistados não souberam ou não responderam a pesquisa do Instituto Mark. Declararam que votarão branco ou nulo 9,1% dos eleitores ouvidos.

A vantagem de Bortolin é grande também na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos. Nela, o prefeito interino aparece com 32%. A vereadora Carmen tem apenas 8%.

Na espontânea, 52,9% não souberam ou não responderam e 7,1% disseram que anularão o voto.

A pesquisa Mark entrevistou 298 eleitores entre os dias 2 e 4 de novembro e tem margem de erro de 3% para mais ou para menos. Ela foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número 04996/2016.

Fonte: Folhamax/ GILSON NASSER



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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