Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Falta de vagas para consultas odontológicas preocupa vereador Luis Costa



O vereador Luis Costa (PR) durante sessão ordinária desta segunda-feira, 19, explanou o problema enfrentado por moradores relacionado ao atendimento odontológico. Ele salientou que ainda não existe uma resposta definitiva para o problema e que deverá ser amenizado com a inauguração das duas unidades de saúde, do bairro Buritis e Padre Onesto Costa. “Que deverá ser daqui uns dois meses. Fico muito feliz porque essa Casa contribuiu para retomada dessas obras. Eu sei da dificuldade de pessoas que precisam dormir na fila a espera de uma vaga e acho isso, sinceramente, um absurdo, mas é a realidade de nossa cidade, que deverá ter melhorias”, afirmou.

Ele também comentou sobre a visita dos Tailandeses a Primavera do Leste, que procuram um município para investir na criação de indústria. “Primavera do Leste é uma potência econômica, expande a cada dia na agricultura, mas tendo a industrialização a geração de emprego e renda será bem maior. Fico feliz em ver nosso município na rota do progresso”, disse.

O parlamentar também comentou da visita feita ao bairro Guterres. “Conversei com a responsável pela construtora que fez as residências. Muitos reparos estão sendo garantidos por eles. Ao contrário do que todo mundo pensa, vários problemas existentes no residencial é de ordem da construtora que, inclusive, tem dado a garantia dos reparos, como a questão dos vazamentos que geram contas de água com valores altos”, reforçou.

Outro assunto explanado pelo vereador Luis foi a criação da Secretaria de Trânsito. “Participei de um Encontro Nacional de Trânsito, em que tive a oportunidade de entender melhor a legislação e aplicabilidade. Temos muito que melhorar em nosso município”, frisou defendendo a ideia de que os recursos oriundos do trânsito devam ser aplicados na melhoria deste setor.

A escola da Nova Poxoréu também foi um dos temas debatidos, na ocasião pelo parlamentar. “Tivemos com o secretário de estado Marrafon no local. Ele pode observar a falta de estrutura, mas até agora nada foi feito. As crianças correm o risco de ser atropelada. Isso gera muita frustração, pois mostramos o problema, levamos a quem possa resolver e nada é feito”, ressaltou.

Fonte: Da Assessoria da Câmara Municipal



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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