Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2026

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Vereador Luis Costa afirma que reunião da CPI com a empresa Águas de Primavera foi esclarecedora e espera avanços na prestação dos serviços



Da Redação

“A CPI tem esse papel de provocar a empresa e o executivo contrapor o que está errado e assim encontrar possíveis soluções e readequar os serviços”. Esclarece Luis Costa.

Foram mais de quatro horas de reunião entre os vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a empresa Águas de Primavera, e representantes da empresa. A reunião ocorreu na Câmara Municipal, na segunda (17), na sala das comissões e já com o processo da CPI montado, os vereadores conseguiram pontuar todos os documentos, dados e análises feitas durante o percurso, na qual, os representantes da empresa, puderam assim esclarecer e também adiantar possíveis soluções aos problemas levantados.

O processo iniciou com as reclamações dos moradores de Primavera do Leste, em que, algumas contas de água com valores muito altos, chegando a R$ 800 reais. As reclamações vieram de vários bairros da cidade, como o Guterres, Padre Onesto Costa, Buritis, Primavera 3, entre outros. Além das reclamações realizadas aos legisladores da cidade também foi levantado todos os processos que existem registrados na Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON). Outro apontamento apresentado são as multas expedidas pela Coordenadoria de Meio Ambiente do Município e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), em que constam possíveis crimes ambientais.

Diante da perspectiva conflitante, os legisladores aprovaram durante sessão ordinária a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e depois do levantamento de dados e estudo do contrato entre a concessionária e o município, a CPI, por meio de processo licitatório contratou uma empresa para fazer a coleta e análise da qualidade e medições do Tratamento de Esgoto praticado pela empresa.

Com os dados nas mãos, durante a reunião, os vereadores puderam confrontar os representantes da empresa. “A população nos procurou e tem reclamado das contas altas e dizem que a situação não tem uma explicação plausível, porque em um mês sobe o valor de forma escancarada. O questionamento da população é que a empresa apenas parcela o valor e a comunidade quer saber os motivos e não apenas parcelar as contas. Outro ponto é os possíveis crimes ambientais. E nesta reunião, pudemos ouvir os motivos apresentados pela empresa”. Explica o Vereador e Presidente da CPI, Luis Costa (PR).

Na reunião os representantes da empresa esclareceram que sempre atendeu a comunidade pelo telefone gratuito e também no escritório, que fica no centro da cidade. Mas os vereadores questionaram solicitando alternativas para esclarecer e verificar os problemas e uma delas apresentadas pela empresa, poderá ser uma vistoria técnica em todos os registros de água das residências com problemas de valores, e esta ação poderá ser efetuada em parceria com a Câmara de Vereadores, para que assim o poder legislativo acompanhe in loco todo o processo.

Mais uma cobrança pontual realizada pela CPI foi à prestação de contas, em que a empresa afirma que todo o mês realiza, mas que nunca houve uma obrigatoriedade por parte do executivo de como seria. “O que pude entender durante a reunião é que o poder público está sendo omisso em relação à fiscalização do trabalho desenvolvido pela empresa. Podemos verificar que o contrato realizado em 1999 é antigo e com brechas, mas hoje com a CPI, vamos colocar em nosso relatório final a importância da fiscalização e o acompanhamento, para que a população saiba o que a empresa tem investido, mas também onde está errando. A CPI tem esse papel de provocar a empresa e o executivo, contrapor o que está errado e assim encontrar possíveis soluções e readequar o serviço”. Esclarece Luis Costa.

O legislador diz ainda que o relatório final estará pronto antes do recesso parlamentar e que será apresentado ainda essa semana. Após a conclusão será entregue ao Ministério Público (MP) para que possa intermediar junto ao executivo uma solução definitiva.

O que diz a empresa Águas de Primavera

Na reunião o diretor executivo da Empresa Águas de Primavera, Thiago Maziro, junto com sua equipe de técnicos e representante jurídico, respondeu a todos os questionamentos do processo da CPI. Informou que o sistema de água como o de esgoto é adequado para demanda de Primavera do Leste, porém como o município cresceu muito em número populacional, a empresa terá que antecipar as metas. “Hoje estamos fazendo uma remodelagem para o sistema de água, e ainda na estação de tratamento de esgoto a gente tem investido em novas tecnologias como aparelhos de aeração para deixar a estação com um sistema em melhor funcionamento”. Menciona.

Thiago aponta que o sistema de água, por exemplo, nos últimos três meses recebeu investimento em perfuração de poços. E na estação de esgoto está se investindo em estações elevatórias, em que, duas estão em reformas. Em relação ao Córrego Trairás, que por várias vezes foi citado pelos vereadores que no local aparenta crime ambiental, o diretor executivo, informou que colocou dez aeradores para melhorar o processo de tratamento e assim proporcionar mais eficiência.

Para finalizar Thiago se comprometeu em entregar alguns documentos solicitados pela CPI durante a reunião e afirmou que a conversa foi muito boa. “Se existe a necessidade da gente repactuar algumas coisas que não estavam previstas no contrato e hoje são desejos da população e indagadas pelos vereadores que trouxeram essas demandas para a gente, então somos a favor e agora iremos sentar junto ao executivo para remodelar esse contrato e fazer todas as adequações necessárias para o município de Primavera do Leste”. Conclui.

Composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

Presidente: Vereador Luis Costa;

Relator: Vereador Antônio Marcos Carvalho dos Santos;

Secretário: Vereador Paulo Marcio Castro e Silva;

Membro: Vereadora Carmem Betti Borges de Oliveira;

Membro: Vereador Carlos Araújo



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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