Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa solicita ao executivo um número de telefone para a população enviar WhatsApp para a Coordenadoria de Trânsito



Da Redação

A ideia do vereador Luis Costa (PR) surgiu por meio das visitas aos moradores da cidade que sempre vem reclamando ou sugerindo alterações para o trânsito de Primavera do Leste. “São muitos pedidos de redutor de velocidade, denúncia de infração de trânsito, reclamação de falta de sinalização, e falta de placas de nomes de ruas, e sempre tenho atendido a comunidade por meio de ofícios e indicações e continuarei atendendo, mas a ideia de disponibilizar um número telefônico será como um canal da ouvidoria”. Descreve o legislador.

Luis Costa explica que Primavera do Leste cresceu muito nos últimos anos, e o primeiro planejamento das principais avenidas e ruas da cidade, ficou para trás, e hoje é necessário fazer um estudo de mobilidade urbana para que os cidadãos tenham mais qualidade de vida no trânsito. Nesta perspectiva de envolver a comunidade, surgiu a ideia, de a Prefeitura disponibilizar um número telefônico para os cidadãos enviarem por meio do aplicativo WhatsApp, mensagens de texto, imagens, vídeos e áudios para a Coordenadoria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU), para que assim as pessoas possam fazer reclamações e sugestões em relação ao trânsito de nossa cidade.

“Existem várias indicações não só minha, mas de outros colegas vereadores, de quebra-molas, sinalizações e também de alterações de algumas ruas serem ou não mão única. O morador tem reclamado que o trânsito de nossa cidade precisa de alternativas para melhorar, então pensei, que tendo um canal direito com o cidadão, irá proporcionar a execução de um bom trabalho ao executivo”. Pontua Luis Costa.

O legislador cita ainda que, o vereador Manuel Mazzutti (MDB), fez uma indicação que entrou também na sessão ordinária de segunda (25), solicitando ao executivo por meio da CMTU que se coloque pela cidade radares móvel. Manuel Mazzutti fez a indicação pensando também na redução de infrações que são cometidas por descuido ou por falta de educação no trânsito por parte do cidadão e desta forma, os radares irão ajudar na mobilidade do trânsito, na ordem e também inibir ações de infrações futuras.

Vale Salientar que o aplicativo WhatsApp pode ser baixado em qualquer celular, com internet móvel ou wifi. O aplicativo é utilizado para ligações, mensagens de texto, vídeos, fotografias, e áudios. Considera-se que a interatividade do cidadão aumentou nestes últimos anos por meio do aplicativo, e desta forma também, o poder público pode fazer uso desta ferramenta para aproximar ainda mais do cidadão.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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