Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 04 de Novembro de 2026

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política

A CPI que investiga a empresa Águas de Primavera iniciou as atividades



Da Redação

Com o objetivo de discutir, ouvir depoimentos, realizar perícias e obter informações sobre o assunto, com base no interesse público, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que analisará os trabalhos prestados pela empresa Águas de Primavera, iniciou as atividades hoje (07), pela manhã na Câmara Municipal de Primavera do Leste.

A comissão está colhendo o máximo de materiais e documentos que envolve denúncias, reclamações e investigações, em que a empresa é citada. Também está fazendo uma leitura minuciosa de análise do contrato de concessão, entre a empresa e a Prefeitura Municipal. Todas as reclamações que usuários da empresa Águas de Primavera tem registrado no Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), estão sendo levantadas durante o período de três anos.

Denúncias registradas no Ministério Público, como também autos de processos que estão protocolados no Fórum de nossa cidade que diz respeito à empresa investigada, serão anexados como documentos oficiais para o estudo da comissão. Todos os vereadores que compõem a comissão irão fazer uma leitura profunda da documentação e assim discutir caminhos e alternativas para que haja uma solução de melhorias no serviço.

“Por inúmeras vezes eu recebi reclamações de moradores de vários cantos da cidade em relação ao valor da conta de água, ou por causa de outros problemas que envolvem manutenção no asfalto. Todas as indagações estão sendo apuradas e discutidas. Iremos desenvolver os trabalhos desta comissão da melhor maneira possível, para que assim tenhamos um resultado satisfatório”. Afirma o vereador Luis Costa (PR), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Nesta primeira reunião, os membros da comissão já cogitam a possibilidade de realizar uma audiência pública, para que haja a participação popular no processo de investigação. É importante ressaltar que o requerimento para que se instaurasse esta CPI, foi solicitado pelo ex-vereador Josafa Martins Barboza (PP).

Lembrando que a comissão terá o prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado para mais 60 dias, para analisar as denúncias e indícios de irregularidades, com base nos termos do art.58 da Constituição Federal e dos art. 16, VIII da Lei Orgânica do Município.

Lembrando que a CPI não tem o poder de impor penalidades, na conclusão dos trabalhos a comissão irá fazer um relatório final que será enviado para as autoridades competentes, afim de que se apurem as responsabilidades cabíveis.

Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

*Presidente – Luis Pereira Costa;

*Relator – Antônio Marcos Carvalho dos Santos;

*Secretário – Paulo Marcio Castro e Silva;

*Membro – Carmem Betti Borges de Oliveira;

*Membro – Carlos Araujo.

 

 

 



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política

Câmara de SP rejeita pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

Decisão ocorreu após votação na comissão especial que analisava supostas falhas na frota de ônibus durante o segundo turno


O pedido de impeachment contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, foi arquivado pela Comissão Especial da Câmara de Vereadores da capital paulista. A denúncia estava fundamentada em supostas irregularidades na prestação do serviço de transporte público durante o segundo turno das eleições municipais.

Votação na comissão especial

Durante a sessão, cinco parlamentares votaram contra a continuidade da proposta: Rubinho Nunes (União), que presidiu o colegiado; Major Palumbo (PP), relator do caso; Dra. Sandra Tadeu (PL); Kenji Ito (Pode); e Sandra Santana (MDB). Em contrapartida, os autores da iniciativa, os vereadores Luana Alves (Psol) e Hélio Rodrigues (PT), votaram favoravelmente ao processo.

Argumentos da acusação

De acordo com a vereadora Luana Alves, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia determinado a circulação de 100% da frota no dia 25 de outubro, data do segundo turno. Contudo, segundo a parlamentar, apenas 70% dos veículos operaram na prática, configurando elementos de crime eleitoral e prejudicando o deslocamento de trabalhadores até os colégios eleitorais.

“Foi caso pensado e não logístico, senão teríamos uma diminuição por igual em todas as regiões da cidade. É tentativa de manipulação eleitoral”, afirmou a vereadora.

“Tivemos problemas de circulação, os pontos estavam cheios e havia menos carros circulando. Ainda teve perseguição política”, afirmou Hélio Rodrigues, outro autor do pedido de impeachment.

Defesa da prefeitura e do relator

Em sua defesa, a prefeitura negou qualquer obstáculo para os eleitores e sustentou que a oferta de ônibus superou a demanda naquele dia. A gestão municipal argumentou que registros em vídeo comprovaram a baixa movimentação de passageiros nos terminais e corredores de ônibus.

O relator da matéria, Major Palumbo (PP), concluiu que a acusação carecia de fundamentos jurídicos para iniciar um procedimento político na casa legislativa. O vereador pontuou que o tema cabe à Justiça eleitoral e que os acontecimentos do pleito “ocorreram dentro das normas eleitorais, não demonstrando que o prefeito tenha cometido qualquer infração”.

Contexto nacional das eleições

A situação nos transportes não se restringiu à capital paulista. Cidades como Salvador também registraram queixas de moradores sobre a escassez de coletivos para votação. Na época, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apontou restrições na frota em nove estados e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação até as 19h nas zonas afetadas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou a extensão de duas horas no horário de votação onde as seções ainda operavam. A decisão atendeu a solicitações tanto da campanha de Lula quanto de aliados de Flávio Bolsonaro (PL), que requereram a medida devido a tempestades em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


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política

Senado aprova nova PEC da Segurança Pública em dois turnos

Proposta que reorganiza forças policiais e endurece penas contra o crime organizado segue agora para promulgação no Congresso.


O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, iniciativa voltada à reorganização das forças policiais do país para intensificar o combate às facções criminosas.

Votação unânime e novas diretrizes

A proposta recebeu amplo respaldo dos parlamentares, registrando 73 votos favoráveis e nenhum contrário na primeira etapa. No segundo turno, o placar avançou para 75 votos a favor, superando com folga o mínimo constitucional exigido de 49 sufrágios.

De iniciativa do Poder Executivo, a medida estipula punições mais severas e regimes prisionais rigorosos para líderes de milícias e organizações criminosas. Além disso, o projeto institui um novo pacto federativo para integrar a atuação de União, estados e municípios.

Debate sobre a maioridade penal

Durante as discussões em plenário, os parlamentares analisaram emendas que sugeriam a alteração na idade de responsabilidade criminal, propondo a redução de 18 para 16 anos — e até mesmo para 14 anos em casos específicos.

O relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE), optou por não incorporar tais mudanças no parecer final, sugerindo que fossem tratadas em propostas independentes. Por 38 a 36 votos, o plenário acatou a separação das emendas para votação autônoma futura.

"As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por essa Casa. Não se confundem, com o objetivo central da PEC 18/2025, voltado ao combate ao crime organizado e à reestruturação da governança federativa da segurança pública", argumentou o relator.

O parlamentar também pontuou a existência de divergências jurídicas sobre o tema.

"Parte dos juristas entende que a maioridade penal prevista no artigo 228 da Constituição Federal constitui clausula pétrea, por integrar o rol de direitos e garantias individuais e que, por isso, o limite etário da responsabilidade criminal não poderia ser alterado, nem mesmo por emenda constitucional. Outra corrente entende que o artigo 228 não se enquadra nas cláusulas pétreas e que a idade de imputabilidade penal pode ser modificada por emenda constitucional", acrescentou.

Mudanças estruturais e financiamento

O texto constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) por meio de alterações no Artigo 144 da Carta Magna, promovendo uma atuação integrada e descentralizada.

"Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal", define o texto.

No aspecto financeiro, o projeto determina que metade dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) seja repassada aos estados e municípios. Adicionalmente, 10% do superávit do Fundo Social serão direcionados ao setor.

"As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais", escreveu o relator.

Aprovada sem alterações em relação ao texto vindo da Câmara dos Deputados, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.


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Agro

Cai cotação semanal do milho disponível em Mato Grosso


O milho disponível em Mato Grosso fechou na média de R$ 43,30 no indicador do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Na segunda passada (26) começou cotada a R$ 43,88 nos dias seguintes teve queda e na sexta-feira chegou a R$ 42,92. Na semana passada, o fechamento na sexta (23) ficou na média de R$ 44 a saca.

O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.

O prêmio de exportação do milho no porto de Santos (SP) registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.


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política

Justiça proíbe empresa em Mato Grosso de discriminar trabalhadores por convicções políticas


Uma empresa de móveis planejados de Tangará da Serra e uma pessoa apontada como participante dos processos de recrutamento do estabelecimento foram proibidas pela Justiça do Trabalho de discriminar trabalhadores e candidatos a emprego por suas convicções político-partidárias. A apuração teve início após denúncia sobre possível discriminação política no acesso ao emprego, relacionada à divulgação de um vídeo intitulado “Código de Cultura da Empresa” nas redes sociais.

Na gravação, uma pessoa com indícios de participação na gestão e nos processos de recrutamento do estabelecimento afirma: “Não ande com petista, não contrate petista”. Para o Ministério Público do Trabalho (MPT), a declaração pode promover a exclusão de candidatos por suas convicções políticas. Diante disso, o órgão ajuizou ação e obteve liminar para impedir a discriminação no acesso ao emprego.

A decisão determinou a remoção das publicações, a divulgação de retratação nas redes sociais e o respeito à liberdade política de trabalhadores e candidatos a emprego. Proibiu, também, práticas discriminatórias nos processos de seleção, contratação e desligamento, sob pena de multa.

Após a informação de cumprimento da liminar, o MPT questionou a retratação apresentada e pediu a retirada do vídeo e a publicação de uma nova versão, por entender que o conteúdo não atendeu à determinação judicial. O pedido aguarda análise da Justiça.

A ação também requer a condenação solidária dos envolvidos ao pagamento de R$ 50 mil por dano moral coletivo, como forma de reparar a alegada violação à liberdade de convicção política e à igualdade de oportunidades no acesso ao emprego. O pedido de indenização ainda será analisado pela Justiça no julgamento do mérito do processo.

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política

Identificado pecuarista morto em acidente na BR-163 entre Sinop e Itaúba


O pecuarista Wilson Carvalho Garção Sobral, 33 anos, é a vítima fatal do violento acidente, esta tarde, na BR-163 entre Sinop e Itaúba, entre a caminhonete Ford Ranger que conduzia e uma carreta Scania. Sua identidade foi confirmada, esta noite, pela Politec que analisou o local do acidente, os veículos e vai apontar, em laudo, as causas da colisão. O corpo está no IML em Sinop para necropsia e deve ser liberado nesta quarta-feira para velório.

Wilson nasceu em Sinop, era pecuarista com foco no setor de confinamento em Marcelândia (160 km de Sinop).

O perito Edson, da Politec Sinop, analisou que a “colisão foi muito violenta, muitos destroços” e “ocorreu na faixa do caminhão”. Com o impacto, a Ranger ficou com a frente e lateral esquerda destruídos. A carreta teve a cabine e parte do cavalo mecânico danificado e ambos saíram da pista.

A prefeitura municipal de Marcelândia divulgou nota manifestando “profundo pesar pelo falecimento de Wilson Sobral. Neste momento de dor, expressamos nossas condolências aos familiares e amigos. Que Deus conforte a todos”.

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Brasil

PF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal na Amazônia


Com a finalidade de fortalecer o combate ao garimpo ilegal e aos crimes ambientais na Amazônia, a Polícia Federal (PF) inaugurou, nesta terça-feira (3), o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral. A estrutura foi montada no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. A iniciativa integra o Programa Ouro Alvo, apoiado pelo Fundo Amazônia no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas). 

O programa conta com R$ 318,5 milhões em recursos do fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), para ampliar as ações de inteligência, fiscalização e repressão ao crime organizado na região.

Notícias relacionadas:

  • Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará.

Por meio da análise e do registro de características de jazidas brasileiras, o Ouro Alvo busca criar referências científicas capazes de determinar a procedência do minério. A tecnologia permitirá comparar amostras de ouro apreendido com os registros existentes, fornecendo evidências para investigações e operações de fiscalização. Além de contribuir para identificar a exploração ilegal, a iniciativa busca inibir novos crimes relacionados à mineração irregular e ao desmatamento associado à atividade.

Os recursos financiam a aquisição de equipamentos para análises minerais e de mercúrio, máquinas, materiais e estruturas destinadas à preparação, caracterização e armazenamento das amostras. O plano está estruturado em quatro eixos de atuação, envolvendo, além da PF, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e os governos dos nove estados da Amazônia Legal. 

“Este laboratório representa um avanço fundamental no combate ao garimpo ilegal. Estamos fortalecendo a capacidade da Polícia Federal de rastrear a origem do ouro, produzir provas científicas e combater os crimes ambientais, permitindo ao Brasil alcançar resultados históricos na redução do desmatamento”, afirmou o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros.

“O combate ao garimpo ilegal na Amazônia é uma prioridade do governo do presidente Lula. A identificação do ‘DNA do ouro’ fortalece a rastreabilidade do mineral, dificulta a ação de organizações criminosas e amplia a capacidade de fiscalização. Essa iniciativa reafirma o compromisso com a proteção do meio ambiente, a defesa dos territórios impactados pela atividade ilegal e a construção de uma economia sustentável e inclusiva”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

O apoio do Fundo Amazônia ao Programa Ouro Alvo contempla a estrutura necessária para análise e armazenamento de amostras no centro de referência em perícia criminal vinculado ao Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, em Brasília.

“Esse laboratório será um marco importante no combate ao garimpo ilegal na Amazônia. Precisamos ir além das operações pontuais e alcançar o poder econômico que financia essas atividades criminosas. Com ciência, tecnologia e integração das políticas públicas, poderemos atuar de forma mais efetiva, protegendo não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e a vida das populações indígenas e ribeirinhas”, afirmou o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf.


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Mundo

Terremoto de magnitude 5,6 atinge a Colômbia


Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu vasta área do centro e oeste da Colômbia na madrugada desta terça-feira (3), ferindo pelo menos uma pessoa e causando danos, segundo autoridades.

Moradores correram para as ruas ao sentirem o tremor no departamento de Tolima, como mostram vídeos postados nas redes sociais.

Notícias relacionadas:

  • Terremoto no Tibete deixa pelo menos 16 pessoas mortas.
  • Forte terremoto sacode o Panamá; operações do canal seguem normalmente.

O terremoto ocorreu a uma profundidade de cerca de 19 km na cidade de Chaparral, segundo o Serviço Geológico da Colômbia.

Uma pessoa ficou ferida pela queda de uma parede em uma residência em Chaparral, e parte da estrutura de uma igreja desabou em uma região próxima, sem causar feridos, informou a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD).

Na capital Bogotá, a mais de 150 km do local do terremoto, foram relatadas retiradas em alguns complexos residenciais, acrescentou a UNGRD.

Após o primeiro tremor, foram registrados vários outros secundários com magnitudes de até 3,5, segundo a autoridade geológica.

A Colômbia foi atingida em agosto por um terremoto de magnitude 7,4, um dos desastres naturais mais devastadores da história do país, que deixou 335 mortos e mais de 4.500 feridos.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.


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Mundo

Manifestantes ocupam praças em Portugal por direito à moradia


O aumento do custo de vida e, principalmente, do preço dos aluguéis e de imóveis para venda em Portugal gerou uma onda de manifestações no país. Os protestos começaram com a ocupação de uma praça na cidade do Porto, há três semanas, onde os manifestantes montaram tendas.

Dias depois, uma ocupação semelhante foi iniciada na Praça do Rossio, conhecido ponto turístico da capital portuguesa, Lisboa. As chamadas “acampadas” geraram reações violentas da polícia, que fizeram operações para desmontar à força os acampamentos, sob a alegação de que eles estavam instalados ilegalmente em área pública.

Relatos divulgados nas redes sociais e por parlamentares portugueses denunciam lesões sofridas por alguns manifestantes.

Isso não impediu que as tendas fossem remontadas depois de cada investida da força policial portuguesa. Nesse fim de semana, o Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a permanência da ocupação da Praça do Rossio até o dia 24 de novembro.

Comerciantes de Lisboa demonstram preocupação com os impactos no comércio da região e também com a realização de um mercado de Natal, que está previsto para ser montado na Praça do Rossio, a partir do dia 14 de novembro.

Custo da moradia

De acordo com o portal Pordata, mantido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o custo da habitação em Portugal subiu 41,5% de 2020 a 2025. Foi o maior aumento de toda a União Europeia, que teve uma alta média de 3,2% no período. A Grécia, que aparece em segundo lugar, no ranking do Pordata, por exemplo, teve um aumento de preços de 37,8%.

Um relatório divulgado pelo Conselho Europeu, em parceria com o Deustche Bank, no final do ano passado, mostrou que o aluguel de um imóvel em Lisboa custa em média 116% do salário médio de um habitante da capital portuguesa. É a única das 22 cidades pesquisadas (incluindo várias capitais, como Paris, Roma, Madri e Berlim) onde um rendimento médio é insuficiente para pagar aluguel.

De acordo com o mesmo estudo, o ideal é que os aluguéis representem, no máximo, 30% dos salários.

A ativista brasileira Priscila Valadão, que também é cidadã portuguesa, é uma das porta-vozes do movimento das acampadas. Ela emigrou para Portugal há 12 anos e sentiu na pele a dificuldade de encaixar o aluguel no orçamento mensal.

“No centro de Lisboa, você não consegue encontrar um apartamento tipo loft, que a gente chama aqui de T0, por menos de 1.500 euros, sendo que é o salário mínimo português é 920 euros. Então, é simplesmente impossível uma pessoa morar na cidade”, destaca.

Mesmo hoje, depois de mais de uma década em Portugal, Priscila ainda precisa lançar mão de estratégias para conseguir pagar a locação. Atualmente, ela vive longe do centro de Lisboa, onde divide um imóvel com outra pessoa.

“A grande maioria das pessoas acaba indo morar num quarto. Não existe outra maneira de você viver em Lisboa. Isso também se estende para a periferia da cidade. Posso dar o meu exemplo. Eu moro hoje com uma menina jovem. Eu tenho que dividir casa porque não tenho condição de pagar uma casa sozinha. E, mesmo assim, moro na periferia da cidade, na região metropolitana.”

Segundo ela, os brasileiros, assim como muitos imigrantes, acabam tendo mais dificuldades do que os próprios portugueses de conseguir uma moradia.

“Doze anos atrás, eu já via pessoas falarem que os donos dos imóveis, quando ouviam pelo telefone, que [o potencial locatário] era um brasileiro, desligavam o telefone e falavam que o apartamento já estava alugado. E era mentira”, conta.

“Também ouvia relatos de que uma das condições [para alugar para brasileiros] era pedir 12 rendas [aluguéis] adiantadas para que conseguisse dar entrada no apartamento. E está cada vez pior, com a crescente xenofobia e racismo que têm acontecido no nosso dia a dia”, ressalta Priscila, que tem recebido inúmeras ameaças por seu envolvimento com as manifestações.

Segundo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) portuguesa, os brasileiros são a maior comunidade estrangeira naquele país, com 493 mil pessoas, ou seja, um terço do total de imigrantes em Portugal e 4% da população total do país (11,4 milhões).

Esse número não considera aqueles com dupla nacionalidade, portanto o total de brasileiros vivendo no país europeu é ainda maior. A Embaixada do Brasil em Lisboa informou que “acompanha atentamente as manifestações”.

Priscila Valadão explica que, entre os motivos para o aumento do custo com habitação em Portugal, estão a especulação imobiliária, principalmente relacionada com fundos de investimento estrangeiros, e a destinação de imóveis a hospedagens temporárias para turistas.

Investidores brasileiros, aliás, fazem parte do problema da especulação imobiliária, segundo Priscila. A restrição à compra de imóveis por fundos imobiliários é uma das demandas dos participantes dos protestos.

Os manifestantes também criticam a nova lei sobre aluguéis (chamados de “rendas” ou “arrendamentos” em Portugal), que está em tramitação no Parlamento e que pode tornar ainda mais difícil a vida de quem precisa alugar imóvel para ter onde morar.

Entre as mudanças propostas pelo Novo Regime de Arrendamento Urbano estão a redução do tempo para despejos, o fim do limite de 2% para reajustes nos contratos, o aumento do valor do depósito-caução e a possibilidade de recusa, pelo proprietário, de uma renovação automática do contrato.

Os manifestantes pedem também ampliação da oferta de habitação pública (construída e oferecida pelo Estado português) e a transformação de prédios públicos e privados vazios em moradias populares.

Há ainda reivindicações sobre controle da inflação e aumentos de salários.

Segundo o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, o governo tem um plano de investimento em habitações públicas e de “dinamização” de imóveis privados.

O total de investimentos previstos para o setor é de 10 bilhões de euros. Entre as políticas anunciadas por Montenegro está a construção de 133 mil residências, financiadas pelo orçamento da República e pelo Banco Europeu de Investimentos.

No fim de outubro, ele disse que a lei das rendas tem que ser boa para os proprietários e para os inquilinos. “Um justo equilíbrio que exige coragem, exige alteração, modificação. É isso que estamos a fazer. Acredito que estas novas regras, uma vez entradas todas em vigor e em funcionamento, vão promover maior capacidade de as pessoas verem o seu problema resolvido.”

Também no fim de outubro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o governo está executando “o maior programa de habitação das últimas décadas”, que combina apoios à compra e à locação de imóveis, com incentivos à construção e medidas destinadas a colocar no mercado casas atualmente vazias.


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esporte

Presidente do Cuiabá diz que clube vai encerrar ano sem prejuízo e prevê mais investimentos em 2027


O presidente do Cuiabá Esporte Clube, Cristiano Dresch, reconheceu que o clube não conseguiu atingir o principal objetivo da temporada, que era conquistar o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista após a derrota para o São Bernardo neste final de semana, o dirigente destacou as dificuldades financeiras enfrentadas durante a disputa da Série B e afirmou que a equipe deverá iniciar 2027 em uma condição econômica melhor, com possibilidade de ampliar os investimentos no elenco.

“Nós tínhamos um objetivo, sim, de subir. A gente não conseguiu”, afirmou Dresch, ao avaliar a campanha. Segundo ele, o clube adotou uma política de controle financeiro durante o ano, começando a temporada com uma folha salarial de aproximadamente R$ 500 mil e chegando ao máximo de R$ 1,7 milhão durante a Série B.

O presidente também ressaltou a utilização de jogadores formados nas categorias de base e afirmou que o Cuiabá foi a equipe que mais aproveitou atletas próprios durante a competição. “Eu entendo a expectativa do torcedor. O torcedor quer ganhar sempre, a gente também quer. Só que tem momentos que a gente bate contra alguns desafios”, declarou.

Dresch ainda mencionou valores que o clube tem a receber de outras equipes. Segundo ele, são quase R$ 50 milhões em dívidas de diferentes clubes, situação que, conforme o dirigente, impacta diretamente o planejamento financeiro e obriga o Cuiabá a negociar jogadores. “O Cuiabá vai encerrar o ano sem prejuízo. Você terminar uma competição igual à Série B sem prejuízo, meu amigo, é muito difícil”, afirmou.

Sobre a próxima temporada, Cristiano Dresch demonstrou otimismo e afirmou que o clube deverá contar com melhores condições financeiras, tanto pela expectativa de recebimento de valores pendentes quanto pela negociação de atletas. “Eu tenho certeza que a partir do ano que vem a gente vai começar a receber desses caloteiros. E aí a gente vai começar a ter mais dinheiro no caixa”, declarou.

O dirigente citou Corinthians, Santos e Sport entre as equipes que possuem valores pendentes com o Cuiabá. Segundo ele, o Corinthians pagou apenas uma parcela de R$ 800 mil neste ano.

Além disso, o presidente mencionou a valorização de jogadores do elenco e destacou a convocação de Lorenzo e a negociação de Airan com o Flamengo. Para Dresch, a formação de atletas será fundamental para manter a sustentabilidade financeira do clube. “A gente tem que ter aqui uma máquina que não para de formar. Se sair um, entra outro. Isso a gente tem que fazer como? Continuar o investimento”, pontuou.

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esporte

Sinopense é campeão brasileiro de rally


O navegador Waldomiro dos Anjos (Miro) e o piloto Allan Enz sagraram-se campeões do Rally dos Sertões categoria Ultimate SP e também o conquistaram o brasileiro de rally de velocidade da CBA. É o primeiro título nacional do sinopense que foi o único de Mato Grosso a competir.

Inicialmente, eles competiram no Rally Sertões, por 9 dias, saindo de Goiânia e percorrendo mais de 4 mil km passando por Bahia, Tocantins, deserto do Jalapão e retornando a Goiânia. “Fomos bem nos primeiros 4 dias e no prólogo e na nossa categoria chegamos em primeiro lugar, pontuamos nas quatro primeiras etapas também e chegamos a ficar em 3° lugar na geral, em aproximadamente 32 carros. Conseguimos pontuar em primeiro lugar da nossa categoria. Mas, nos últimos dias, quebramos e ficamos mal. Mas nos recuperamos e ficamos em 2º na geral e chegamos em 14º na geral. A gente havia até descartado competir no rally dos sertões nessa última etapa porque achávamos que tínhamos perdido. Mas para a pontuação do campeonato valiam as quatro primeiras etapas e prólogo, então estávamos bem. Fomos competir no Sertões e na somatória fomos campeões na nossa categoria e ficamos em 10º no geral”, descreveu Miro, ao Só Notícias.

“Agora, nos Sertões conseguimos chegar em primeiro e também conquistar o brasileiro”, comemorou Miro, que organizou por mais de 10 anos o Rally da Selva, em Sinop e região.

A premiação será em março do ano que vem em São Paulo definiu a Confederação Brasileira de Automobilismo.

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