Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Câmara de Primavera do Leste devolve R$ 1 milhão em recursos para a saúde e obras de pavimentação asfáltica



Da Assessoria

Na sessão desta terça, 21, o presidente do Legislativo, Miley Santos (PV), anunciou em tribuna que a Câmara Municipal irá devolver aos cofres públicos R$ 1 milhão. O valor será aplicado pelo executivo nas áreas da saúde e de obras de pavimentação urbana.

Miley destacou que esse valor é o resultado do esforço coletivo – “…todos os vereadores estão empenhados neste sentido. Esta economia é fruto do trabalho conjunto. Como passou as eleições, como tinha sido previsto, será feito neste primeiro momento a devolução de R$ 500 mil resultante de economia da Casa, recursos que serão destinados a investimentos em Saúde de Primavera, as obras dos ESF´s que estavam paradas receberão injeção de verba. E estamos finalizando os levantamentos contábeis, e também iremos destinar mais R$ 500 mil para obra de pavimentação da via de acesso do Tuiuiú ao Primavera III, uma obra que irá beneficiar centenas de moradores da região, o nosso foco é trabalho com responsabilidade”.

O vereador Elton Baraldi (PMDB) ressalta a sintonia de trabalho entre os poderes – “….com certeza faz a diferença essa harmonia de trabalho, que resulta em benefícios à comunidade. É uma demonstração também de seriedade do legislativo com recursos públicos. E vamos seguir nesse caminho, cuidando, fiscalizando e buscando sempre o melhor para nossa cidade”.

O vereador Luis Costa (PR), também se pronunciou sobre o assunto: “…isso demonstra que a integração com o executivo é importante, fundamental quando se trata de gestão, é a coletividade que sai ganhando. A meta é sim economizar e estamos trabalhando com muita responsabilidade com o dinheiro público, e a economia é devolvida ao município”.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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