Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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“Empresários são verdadeiros idiotas e só pensam em dinheiro” diz Deputado Federal Carlos Bezerra



O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) defendeu que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) feche o cerco contra a sonegação de impostos no setor do agronegócio de Mato Grosso.

Segundo ele, muitos empresários do Estado simulam exportações de commodities para se enquadrar na Lei Kandir e não recolher ICMS para o Estado.

Bezerra disse que, por conta dessa prática, Mato Grosso perde cerca de R$ 6 bilhões ao ano. Ele ainda chegou a classificar os sonegadores como “idiotas”.

“Eles só pensam neles mesmo. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado. O que vai fazer não é cobrar imposto, é evitar a sonegação, que é o que ocorre hoje. O empresário vai pagar imposto sobre 50% da produção. Ele paga e depois de 6 meses, se comprovar que exportou o produto, recebe o dinheiro de volta. Agora, se não comprovar, aí o dinheiro fica com o Estado. É isso que deve ser feito”, defendeu o deputado.

“Foi o que fizeram em Mato Grosso do Sul. Aqui não querem. São verdadeiros idiotas, só pensam no dinheiro. Não pensam no interesse público. Não pensam que têm que ajudar o Estado a resolver seus problemas. Eles só pensam neles mesmos. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado”, disparou Bezerra.

As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (29).

Na ocasião, o emedebista disse que já chegou a tratar do assunto com Mauro Mendes.

Segundo o parlamentar, o próximo governador está analisando o assunto. Bezerra sugeriu ainda que Mendes já estaria sendo pressionado por alguns “barões do agro” para não tomar qualquer medida neste sentido.

“Aqui tem gente que nunca pagou um tostão de imposto, um absurdo. E continuam não pagando e querem continuar não pagando. Mas essa é a solução para Mato Grosso, já falei para o governador Mauro Mendes. Ele teria R$ 24 bilhões nos quatro anos de governo dele”, disse.

“Ele está estudando o assunto. Logicamente que ele deve estar sendo pressionado pelos tubarões. Mas as cercanias todas do governo são favoráveis. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, é favorável, o vice-governador Otaviano Pivetta é favorável. A maioria no entorno do Governo”, concluiu o deputado.

Fonte: Mídia News



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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