Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Julho de 2026

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“Empresários são verdadeiros idiotas e só pensam em dinheiro” diz Deputado Federal Carlos Bezerra



O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) defendeu que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) feche o cerco contra a sonegação de impostos no setor do agronegócio de Mato Grosso.

Segundo ele, muitos empresários do Estado simulam exportações de commodities para se enquadrar na Lei Kandir e não recolher ICMS para o Estado.

Bezerra disse que, por conta dessa prática, Mato Grosso perde cerca de R$ 6 bilhões ao ano. Ele ainda chegou a classificar os sonegadores como “idiotas”.

“Eles só pensam neles mesmo. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado. O que vai fazer não é cobrar imposto, é evitar a sonegação, que é o que ocorre hoje. O empresário vai pagar imposto sobre 50% da produção. Ele paga e depois de 6 meses, se comprovar que exportou o produto, recebe o dinheiro de volta. Agora, se não comprovar, aí o dinheiro fica com o Estado. É isso que deve ser feito”, defendeu o deputado.

“Foi o que fizeram em Mato Grosso do Sul. Aqui não querem. São verdadeiros idiotas, só pensam no dinheiro. Não pensam no interesse público. Não pensam que têm que ajudar o Estado a resolver seus problemas. Eles só pensam neles mesmos. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado”, disparou Bezerra.

As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (29).

Na ocasião, o emedebista disse que já chegou a tratar do assunto com Mauro Mendes.

Segundo o parlamentar, o próximo governador está analisando o assunto. Bezerra sugeriu ainda que Mendes já estaria sendo pressionado por alguns “barões do agro” para não tomar qualquer medida neste sentido.

“Aqui tem gente que nunca pagou um tostão de imposto, um absurdo. E continuam não pagando e querem continuar não pagando. Mas essa é a solução para Mato Grosso, já falei para o governador Mauro Mendes. Ele teria R$ 24 bilhões nos quatro anos de governo dele”, disse.

“Ele está estudando o assunto. Logicamente que ele deve estar sendo pressionado pelos tubarões. Mas as cercanias todas do governo são favoráveis. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, é favorável, o vice-governador Otaviano Pivetta é favorável. A maioria no entorno do Governo”, concluiu o deputado.

Fonte: Mídia News



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política - Região

Agora vai: Deputado Nininho apresenta projeto e estudo para plebiscito sobre incorporação de Nova Poxoréu a Primavera do Leste


O estudo também registra a existência de mais de quatro mil assinaturas favoráveis ao movimento de incorporação, além de indicar forte vínculo econômico e social da comunidade com Primavera do Leste.

 

Caso o plebiscito seja aprovado pelos eleitores de Poxoréu e Primavera do Leste, caberá posteriormente à Assembleia Legislativa definir os novos limites territoriais por meio de lei específica, iniciando a transição administrativa prevista no estudo técnico. “A gente aguarda agora que todas as etapas legais sejam cumpridas em tempo hábil para que a consulta popular possa ocorrer juntamente com as eleições de outubro”, reforça Nininho.

 

OUTROS IMPASSES TERRITORIAIS

 

Durante o pronunciamento na sessão ordinária, Nininho informou ainda que a Comissão de Revisão Territorial também trabalha em outras demandas envolvendo limites municipais em Mato Grosso. Entre elas está a situação de uma comunidade localizada entre Colniza e Cotriguaçu, onde produtores rurais enfrentam dificuldades decorrentes da configuração territorial atual.

 

Conforme o deputado, a intenção é aplicar o mesmo procedimento previsto na legislação federal para buscar soluções técnicas e jurídicas aos conflitos existentes. “Esse trabalho tem grande relevância para as famílias que vivem nessas regiões. A comissão foi criada justamente para enfrentar esses impasses históricos e encontrar soluções dentro da legislação, sempre ouvindo a população envolvida”, afirma Nininho.

 

Redação, com informações Sérgio Ober


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