Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2026

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“Empresários são verdadeiros idiotas e só pensam em dinheiro” diz Deputado Federal Carlos Bezerra



O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) defendeu que o governador eleito Mauro Mendes (DEM) feche o cerco contra a sonegação de impostos no setor do agronegócio de Mato Grosso.

Segundo ele, muitos empresários do Estado simulam exportações de commodities para se enquadrar na Lei Kandir e não recolher ICMS para o Estado.

Bezerra disse que, por conta dessa prática, Mato Grosso perde cerca de R$ 6 bilhões ao ano. Ele ainda chegou a classificar os sonegadores como “idiotas”.

“Eles só pensam neles mesmo. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado. O que vai fazer não é cobrar imposto, é evitar a sonegação, que é o que ocorre hoje. O empresário vai pagar imposto sobre 50% da produção. Ele paga e depois de 6 meses, se comprovar que exportou o produto, recebe o dinheiro de volta. Agora, se não comprovar, aí o dinheiro fica com o Estado. É isso que deve ser feito”, defendeu o deputado.

“Foi o que fizeram em Mato Grosso do Sul. Aqui não querem. São verdadeiros idiotas, só pensam no dinheiro. Não pensam no interesse público. Não pensam que têm que ajudar o Estado a resolver seus problemas. Eles só pensam neles mesmos. São individualistas. Tem que dar um tapa na cara dessa gente. E cobrar o que é de direito do Estado”, disparou Bezerra.

As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (29).

Na ocasião, o emedebista disse que já chegou a tratar do assunto com Mauro Mendes.

Segundo o parlamentar, o próximo governador está analisando o assunto. Bezerra sugeriu ainda que Mendes já estaria sendo pressionado por alguns “barões do agro” para não tomar qualquer medida neste sentido.

“Aqui tem gente que nunca pagou um tostão de imposto, um absurdo. E continuam não pagando e querem continuar não pagando. Mas essa é a solução para Mato Grosso, já falei para o governador Mauro Mendes. Ele teria R$ 24 bilhões nos quatro anos de governo dele”, disse.

“Ele está estudando o assunto. Logicamente que ele deve estar sendo pressionado pelos tubarões. Mas as cercanias todas do governo são favoráveis. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, é favorável, o vice-governador Otaviano Pivetta é favorável. A maioria no entorno do Governo”, concluiu o deputado.

Fonte: Mídia News



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Polícia

Vereador é preso novamente acusado de envolvimento em morte de jovem no interior


O vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu (251 km ao Sul). A vítima foi assassinada em uma boate da cidade, sob suspeita de ser informante da polícia. Não foi detalhada a participação do parlamentar no crime e a apuração tramita sob sigilo.

Segundo a Polícia Civil, a prisão de Túlio César ocorreu após o aprofundamento das investigações realizadas pela Delegacia de Poxoréu. Durante a Operação Elo Oculto, deflagrada na fase anterior, o vereador já havia sido preso temporariamente.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de materiais e outros elementos apreendidos nas fases anteriores permitiu identificar novas informações relacionadas à dinâmica do crime, à motivação e à possível participação de outras pessoas.

As investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e ao fato de a vítima supostamente manter contato com forças de segurança e repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito chegou ao estabelecimento, efetuou dois disparos contra a cabeça da vítima e fugiu em seguida.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens são cumpridas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá. O nome da operação, “Véu de Ísis”, faz referência ao avanço das investigações e à revelação de elementos que permaneciam ocultos nas fases anteriores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil nos municípios envolvidos.

As diligências continuam para esclarecer completamente o crime e individualizar a conduta de todos os envolvidos. O procedimento tramita sob sigilo.

GD


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