Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Luis Costa fala sobre cenário da política local



Da Redação

Na semana passada o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) juntamente com o Partido da República (PR), realizaram um ato político em Primavera do Leste para o lançamento da candidatura do senador Wellington Fagundes a Governador do Estado de Mato Grosso. Durante sua fala na Tribuna, em sessão (09) nesta semana, o vereador Luis Costa, disse que o evento foi um momento político importante, e que é preciso de nomes novos para o governo de nosso Estado.

Aproveitando o gancho, sobre possíveis candidatos para as eleições deste ano, o vereador se dirigiu ao Presidente da Câmara Municipal, Valmislei Alves dos Santos (PV), e afirmou que independente de que, os dois, Luis Costa e Valmislei, sejam pré-candidatos a Deputado Estadual, jamais serão adversários políticos.

“Eu quero dizer aqui ao senhor Miley, que mesmo que sejamos pré-candidatos a Deputado Estadual, irei manter a mesma amizade que tenho com o senhor, quando chegamos aqui nesta casa. As atividades parlamentares sempre foram feitas juntos, era o trio, eu, o Carlinhos e o senhor. E iremos continuar da mesma forma”. Completou Luis Costa.

Ainda se voltando para o presidente da Casa de Leis, Luis Costa, mais uma vez fala, “o senhor Miley, disse que nenhum dos vereadores aqui nesta casa teria que me apoiar enquanto candidato”.

O legislador chamou a atenção em sua fala, porque há um tempo, o grupo que está no poder hoje, na prefeitura e câmara, teria conversado com Luis Costa, em que, se ele desistisse da candidatura a prefeito ou a presidente da câmara iria apoiar-lo como pré-candidato a Deputado Estadual.

“Mais pra frente estarei trazendo a sociedade o que foi conversado com o grupo político, mas isso não tem nada haver com o senhor Miley, pois eu desejo sorte e que a gente continue unidos nessa Casa, trabalhando e buscando o melhor para nossa cidade”.

Luis Costa novamente reafirma que teve oportunidade de ser candidato por duas vezes e esteve sempre aliado ao grupo político que está hoje no poder.

“Eu não me importo, quem é o nome do MBD, para disputar a eleição como Deputo Estadual ou Federal, seja o Luiz Magalhães, ou tantos outros, todos têm o direito de colocar o nome a disputa, o que eu não concordo é que tenha ataques pessoais, para denegrir a imagem do outro. Eu espero que as promessas sejam cumpridas, mas ressalto aqui que não quero que ninguém me apóie por pressão, de forma alguma, porque vivemos em uma sociedade democrática”.  Conclui Luis Costa.

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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