Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Luis Costa fala sobre cenário da política local



Da Redação

Na semana passada o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) juntamente com o Partido da República (PR), realizaram um ato político em Primavera do Leste para o lançamento da candidatura do senador Wellington Fagundes a Governador do Estado de Mato Grosso. Durante sua fala na Tribuna, em sessão (09) nesta semana, o vereador Luis Costa, disse que o evento foi um momento político importante, e que é preciso de nomes novos para o governo de nosso Estado.

Aproveitando o gancho, sobre possíveis candidatos para as eleições deste ano, o vereador se dirigiu ao Presidente da Câmara Municipal, Valmislei Alves dos Santos (PV), e afirmou que independente de que, os dois, Luis Costa e Valmislei, sejam pré-candidatos a Deputado Estadual, jamais serão adversários políticos.

“Eu quero dizer aqui ao senhor Miley, que mesmo que sejamos pré-candidatos a Deputado Estadual, irei manter a mesma amizade que tenho com o senhor, quando chegamos aqui nesta casa. As atividades parlamentares sempre foram feitas juntos, era o trio, eu, o Carlinhos e o senhor. E iremos continuar da mesma forma”. Completou Luis Costa.

Ainda se voltando para o presidente da Casa de Leis, Luis Costa, mais uma vez fala, “o senhor Miley, disse que nenhum dos vereadores aqui nesta casa teria que me apoiar enquanto candidato”.

O legislador chamou a atenção em sua fala, porque há um tempo, o grupo que está no poder hoje, na prefeitura e câmara, teria conversado com Luis Costa, em que, se ele desistisse da candidatura a prefeito ou a presidente da câmara iria apoiar-lo como pré-candidato a Deputado Estadual.

“Mais pra frente estarei trazendo a sociedade o que foi conversado com o grupo político, mas isso não tem nada haver com o senhor Miley, pois eu desejo sorte e que a gente continue unidos nessa Casa, trabalhando e buscando o melhor para nossa cidade”.

Luis Costa novamente reafirma que teve oportunidade de ser candidato por duas vezes e esteve sempre aliado ao grupo político que está hoje no poder.

“Eu não me importo, quem é o nome do MBD, para disputar a eleição como Deputo Estadual ou Federal, seja o Luiz Magalhães, ou tantos outros, todos têm o direito de colocar o nome a disputa, o que eu não concordo é que tenha ataques pessoais, para denegrir a imagem do outro. Eu espero que as promessas sejam cumpridas, mas ressalto aqui que não quero que ninguém me apóie por pressão, de forma alguma, porque vivemos em uma sociedade democrática”.  Conclui Luis Costa.

 



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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