Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Marrafon leva Estado a grupo apoiado por Huck e prega agenda positiva para o Brasil



O secretário estadual de Educação Marco Marrafon, que aderiu ao movimento Agora! para debater uma agenda positiva para o Brasil através da consolidação de um centro progressista sem radicalismos, nega que esteja articulando sua pré-candidatura a deputado federal. Embora não descarte a possibilidade de disputar as eleições, garante que ainda permanece 100% focado na gestão da pasta.

A principal figura pública do Agora! é o apresentador de TV Luciano Huck. O comunicador chegou a ser cogitado para disputar a presidência da República, mas acabou recuando do projeto político. De acordo com Marrafon, a agenda positiva do movimento busca estabelecer práticas novas na política respeitando bandeiras como humanismo, tolerância e diminuição da desigualdade social. Outra meta é combater o que classificam de fascismo.

“O fascismo a gente não aceita. Estamos muito preocupados com o discurso de ódio na internet e com alguns que, ao invés de trabalhar bandeiras pela construção da democracia, visam acabar com a democracia. Somos contra o discurso autoritário que percebemos em uma liderança”, declarou Marrafon em entrevista ao .

Apesar de não ter citado nenhum político, é provável que Marrafon esteja se referindo ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O pré-candidato a presidente da República angaria milhares de seguidores nas redes sociais com discurso conservador e de viés autoritário se posicionando contra pautas progressistas como casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da maconha e aborto.

Nos bastidores da política circula a informação de que Marrafon e outros integrantes do grupo político do governador Pedro Taques (PSDB), incluindo os secretários Marcelo Duarte (Infraestrutura e Logística) e Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários) estão se articulando para se filiar ao PPS e assumir o comando da sigla em Mato Grosso. No entanto, enfrentam a resistência do presidente estadual, ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz.

“O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas”

Marrafon garante que os rumores não são verdadeiros. Segundo ele, o que existem são conversas em âmbito nacional entre o Agora! e partidos como PPS, Rede Sustentabilidade, Livres e Partido Novo. “Existem algumas conversações, mas por ora nada passa de conversa. Não há nenhuma definição. O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas”, concluiu.

Movimento Agora!

O site oficial diz que o Agora! é um movimento de ação política a partir da sociedade, independente e sem vinculação partidária. Afirma ainda que seus membros são referências em suas áreas de atuação que compreenderam a urgência de dedicar parte de seu tempo e conhecimento para mergulhar nos problemas e buscar soluções para o país.

Segundo o site, o Agora! é formado por gente que resolveu deixar “os lados de lado” para construir uma nova agenda de políticas públicas para o Brasil. Também se colocam à disposição para implementá-la dentro e fora do governo.

“O movimento quer renovar a política a partir do engajamento dos cidadãos comuns. Sua missão é conjugar na política o verbo ‘servir’ no sentido correto – ‘ser útil’, ‘ajudar’, ‘zelar pelo bem-estar’ – e no tempo que a situação exige”, diz a página virtual.

Fonte: RDNews/Jacques Gosch



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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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