Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Marrafon leva Estado a grupo apoiado por Huck e prega agenda positiva para o Brasil



O secretário estadual de Educação Marco Marrafon, que aderiu ao movimento Agora! para debater uma agenda positiva para o Brasil através da consolidação de um centro progressista sem radicalismos, nega que esteja articulando sua pré-candidatura a deputado federal. Embora não descarte a possibilidade de disputar as eleições, garante que ainda permanece 100% focado na gestão da pasta.

A principal figura pública do Agora! é o apresentador de TV Luciano Huck. O comunicador chegou a ser cogitado para disputar a presidência da República, mas acabou recuando do projeto político. De acordo com Marrafon, a agenda positiva do movimento busca estabelecer práticas novas na política respeitando bandeiras como humanismo, tolerância e diminuição da desigualdade social. Outra meta é combater o que classificam de fascismo.

“O fascismo a gente não aceita. Estamos muito preocupados com o discurso de ódio na internet e com alguns que, ao invés de trabalhar bandeiras pela construção da democracia, visam acabar com a democracia. Somos contra o discurso autoritário que percebemos em uma liderança”, declarou Marrafon em entrevista ao .

Apesar de não ter citado nenhum político, é provável que Marrafon esteja se referindo ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O pré-candidato a presidente da República angaria milhares de seguidores nas redes sociais com discurso conservador e de viés autoritário se posicionando contra pautas progressistas como casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da maconha e aborto.

Nos bastidores da política circula a informação de que Marrafon e outros integrantes do grupo político do governador Pedro Taques (PSDB), incluindo os secretários Marcelo Duarte (Infraestrutura e Logística) e Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários) estão se articulando para se filiar ao PPS e assumir o comando da sigla em Mato Grosso. No entanto, enfrentam a resistência do presidente estadual, ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz.

O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas

Marrafon garante que os rumores não são verdadeiros. Segundo ele, o que existem são conversas em âmbito nacional entre o Agora! e partidos como PPS, Rede Sustentabilidade, Livres e Partido Novo. “Existem algumas conversações, mas por ora nada passa de conversa. Não há nenhuma definição. O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas”, concluiu.

Movimento Agora!

O site oficial diz que o Agora! é um movimento de ação política a partir da sociedade, independente e sem vinculação partidária. Afirma ainda que seus membros são referências em suas áreas de atuação que compreenderam a urgência de dedicar parte de seu tempo e conhecimento para mergulhar nos problemas e buscar soluções para o país.

Segundo o site, o Agora! é formado por gente que resolveu deixar “os lados de lado” para construir uma nova agenda de políticas públicas para o Brasil. Também se colocam à disposição para implementá-la dentro e fora do governo.

“O movimento quer renovar a política a partir do engajamento dos cidadãos comuns. Sua missão é conjugar na política o verbo ‘servir’ no sentido correto – ‘ser útil’, ‘ajudar’, ‘zelar pelo bem-estar’ – e no tempo que a situação exige”, diz a página virtual.

Fonte: RDNews/Jacques Gosch



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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