Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 17 de Setembro de 2026

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Marrafon leva Estado a grupo apoiado por Huck e prega agenda positiva para o Brasil



O secretário estadual de Educação Marco Marrafon, que aderiu ao movimento Agora! para debater uma agenda positiva para o Brasil através da consolidação de um centro progressista sem radicalismos, nega que esteja articulando sua pré-candidatura a deputado federal. Embora não descarte a possibilidade de disputar as eleições, garante que ainda permanece 100% focado na gestão da pasta.

A principal figura pública do Agora! é o apresentador de TV Luciano Huck. O comunicador chegou a ser cogitado para disputar a presidência da República, mas acabou recuando do projeto político. De acordo com Marrafon, a agenda positiva do movimento busca estabelecer práticas novas na política respeitando bandeiras como humanismo, tolerância e diminuição da desigualdade social. Outra meta é combater o que classificam de fascismo.

“O fascismo a gente não aceita. Estamos muito preocupados com o discurso de ódio na internet e com alguns que, ao invés de trabalhar bandeiras pela construção da democracia, visam acabar com a democracia. Somos contra o discurso autoritário que percebemos em uma liderança”, declarou Marrafon em entrevista ao .

Apesar de não ter citado nenhum político, é provável que Marrafon esteja se referindo ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O pré-candidato a presidente da República angaria milhares de seguidores nas redes sociais com discurso conservador e de viés autoritário se posicionando contra pautas progressistas como casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da maconha e aborto.

Nos bastidores da política circula a informação de que Marrafon e outros integrantes do grupo político do governador Pedro Taques (PSDB), incluindo os secretários Marcelo Duarte (Infraestrutura e Logística) e Suelme Evangelista (Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários) estão se articulando para se filiar ao PPS e assumir o comando da sigla em Mato Grosso. No entanto, enfrentam a resistência do presidente estadual, ex-prefeito de Rondonópolis Percival Muniz.

O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas

Marrafon garante que os rumores não são verdadeiros. Segundo ele, o que existem são conversas em âmbito nacional entre o Agora! e partidos como PPS, Rede Sustentabilidade, Livres e Partido Novo. “Existem algumas conversações, mas por ora nada passa de conversa. Não há nenhuma definição. O que há de concreto é a ideia de trazer a sociedade civil para debater uma agenda positiva conforme me manifestei em entrevista ao The Economist. A partir daí é que deve se pensar em nomes, partidos e candidaturas”, concluiu.

Movimento Agora!

O site oficial diz que o Agora! é um movimento de ação política a partir da sociedade, independente e sem vinculação partidária. Afirma ainda que seus membros são referências em suas áreas de atuação que compreenderam a urgência de dedicar parte de seu tempo e conhecimento para mergulhar nos problemas e buscar soluções para o país.

Segundo o site, o Agora! é formado por gente que resolveu deixar “os lados de lado” para construir uma nova agenda de políticas públicas para o Brasil. Também se colocam à disposição para implementá-la dentro e fora do governo.

“O movimento quer renovar a política a partir do engajamento dos cidadãos comuns. Sua missão é conjugar na política o verbo ‘servir’ no sentido correto – ‘ser útil’, ‘ajudar’, ‘zelar pelo bem-estar’ – e no tempo que a situação exige”, diz a página virtual.

Fonte: RDNews/Jacques Gosch



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TRE-MT JULGA IMPROCEDENTE PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA APRESENTADO POR LÉO BORTOLIN CONTRA LUIS COSTA E ADRIANO


A Justiça Eleitoral analisou um pedido relacionado a críticas políticas publicadas nas redes sociais.

O ex-prefeito de Primavera do Leste e candidato a deputado estadual Léo Bortolin apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de direito de resposta contra os candidatos a deputado federal Luis Costa e Adriano, em razão de um vídeo satírico publicado nas redes sociais.

O pedido foi julgado improcedente pela juíza auxiliar da propaganda do TRE-MT, Glenda Moreira Borges.

Na decisão, a magistrada analisou, entre outros pontos, a referência feita no vídeo a uma decisão da Justiça Eleitoral de 2024 que declarou Léo Bortolin inelegível por oito anos, após o reconhecimento judicial de abuso de poder político e econômico. Segundo a decisão, não seria possível afirmar que a informação sobre a existência daquele julgamento fosse falsa.

A decisão também classificou o conteúdo como “ácido e contundente”, mas entendeu que ele estava inserido no debate político e na crítica à atuação de um agente público, conforme os fundamentos apresentados no processo.

A decisão mencionada ainda pode ser objeto de recursos, conforme as regras processuais aplicáveis.

Após o julgamento, Léo Bortolin recorreu e, segundo as informações divulgadas no processo, também pediu a cassação do registro de candidatura de Luis Costa e a declaração de sua inelegibilidade. A análise desses pedidos dependerá da tramitação e das decisões da Justiça Eleitoral.

Luis Costa declarou que, em sua avaliação, Léo Bortolin estaria recorrendo à Justiça para tentar limitar críticas de adversários.

“Política se debate no voto, no argumento e na democracia. Não se pode querer usar a Justiça para amordaçar adversário político. Quem entra na vida pública precisa estar preparado para receber críticas. O eleitor é quem deve decidir, nas urnas, quais propostas e quais candidatos merecem sua confiança.”, afirmou Luis Costa.

A defesa de Luis Costa foi feita pelos advogados Carlos Felipe Alves Moreira e Milena Carolina Favetti, do escritório Alves Moreira e Marques Advocacia.

📌 O caso envolve a discussão sobre os limites da crítica política, do direito de resposta e da atuação da Justiça Eleitoral durante a campanha. A decisão reforça que o debate político, ainda que duro, ácido e contundente, deve ser enfrentado no campo das ideias e submetido ao julgamento soberano do eleitor nas urnas.

A campanha está começando, e novas manifestações das partes e decisões judiciais ainda podem ocorrer. 

Da redação


Antenado News