Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Ministro Osmar Terra reconhece a necessidade de um Perito Médico em Primavera do Leste e sinaliza alternativas para resolver o problema



Da Redação

Durante a reunião o Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, sinalizou alternativas para resolver o problema da falta de um perito médico em Primavera do Leste. De acordo com Osmar Terra, a demanda será discutida no Ministério, resolvendo a situação em breve com um novo perito médico para atender o município, ou outra alternativa apresentada é que um médico perito atenda duas vezes na semana.

A reunião com o Ministro Osmar Terra foi um pedido do vereador Luis Costa (PR), que estava na Comitiva em Brasília, durante esta semana passada, representada pelo prefeito, Leonardo Bortolin (PMDB), vereadores, e também alguns secretários do município. A viabilidade da reunião se deu pelo apoio do Deputado Federal, Valtenir Pereira (PSB), que não mediu esforços para acompanhar a Comitiva nas conquistas para Primavera do Leste.

Segundo o Prefeito Leo, Primavera do Leste é uma cidade pólo da região, são mais de sete municípios que necessitam do atendimento, e são mais de oito anos sem um médico perito. O vereador Luis Costa, também argumentou que essas pessoas que hoje necessitam passar pelo médico perito, estão se deslocando para Cuiabá, Rondonópolis ou Barra do Garças, tornando ainda mais difícil para quem já está doente, e sem contar os gastos do deslocamento.

O presidente da Câmara Municipal de Primavera do Leste, Valmislei Alves dos Santos (PV), disse que várias pessoas vão à Casa de Leis, pedir ajuda, para a compra de passagem,  para a despesa com alimentação e hospedagem, e diante da demanda, vários vereadores da Câmara já fizeram ofícios para a Previdência Social no Estado e também para o Governo Federal, mas até está reunião, não havia respostas.

Após a reunião, Luis Costa, diz que agora há uma esperança. “Fico muito feliz por sair da reunião com uma resposta positiva do Ministro Osmar Terra. Porque o povo não pode continuar sofrendo desta forma, com a falta de perito médico. Em breve teremos o atendimento em nossa cidade. Estarei acompanhando os trâmites”.

Essa foi uma das agendas da Comitiva de Primavera do Leste em Brasília, e diante de tantas conquistas, o vereador Elton Baraldi (PMDB), avaliou a semana  de forma positiva, e destacou a visita a seis ministros. “Estamos voltando para Primavera do Leste, felizes, porque aqui conquistamos ainda mais recursos, fizemos parcerias, e ainda novas agendas futuras”. Pontuou o vereador.

Na Comitiva em Brasília estava o Prefeito Leo, os vereadores, Luis Costa, Valmislei Alves dos Santos, Carlos Venâncio dos Santos (PSD), Elton Baraldi, Manuel Mazutti (PMDB), Paulo Márcio  Castro Silva (DEM), Kinha Juriti (PV) e Josafá Martins Barbosa (PP), também os secretários, Eduardo Wolf, Carlos  Donin, Laura Leandra, além da assessora jurídica da Prefeitura Municipal, Janaina Ottonelli, e o assessor especial da presidência da Câmara Municipal, Jeferson Lobato.



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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