Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 11 de Agosto de 2026

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Operação apura vazamento de dados sigilosos do INSS e cumpre mandados em MT, PR, RS, RJ e ES



Operação Data Leak — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso/Assessoria

Operação Data Leak — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso/Assessoria

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (11) a Operação Data Leak, que apura os crimes de vazamento e receptação ilícita de dados sigilosos em Mato Grosso.

Devem ser cumpridos 7 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão nas capitais de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os mandados foram decretados pela 5ª Vara Federal de Cuiabá.

De acordo com a assessoria da Polícia Federal, além do vazamento de dados, a operação apura crimes de corrupção e violação de sigilo funcional praticados por servidores públicos federais.

O nome Data Leak faz referência ao vazamento de dados sigilosos que chegam ao poder de outras pessoas que praticam o comércio clandestino de informações pessoais e financeiras de funcionários públicos e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ainda segundo a Polícia Federal, há suspeita da participação de servidores públicos nos crimes investigados que, tendo acesso a bancos de dados sobre os quais deveriam guardar sigilo funcional, tiram vantagens financeiras no repasse das informações sigilosas a terceiros.

Os receptadores dos dados, por sua vez, comercializam as informações com escritórios de advocacia, contabilidade, financeiras e empresas de cobrança, dentre outras, conseguindo expressivos lucros na transação.

A Polícia Federal suspeita que determinadas bases de dados estejam sendo comercializadas clandestinamente por valores que superam a cifra R$ 1 milhão.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Vereador é preso novamente acusado de envolvimento em morte de jovem no interior


O vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu (251 km ao Sul). A vítima foi assassinada em uma boate da cidade, sob suspeita de ser informante da polícia. Não foi detalhada a participação do parlamentar no crime e a apuração tramita sob sigilo.

Segundo a Polícia Civil, a prisão de Túlio César ocorreu após o aprofundamento das investigações realizadas pela Delegacia de Poxoréu. Durante a Operação Elo Oculto, deflagrada na fase anterior, o vereador já havia sido preso temporariamente.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de materiais e outros elementos apreendidos nas fases anteriores permitiu identificar novas informações relacionadas à dinâmica do crime, à motivação e à possível participação de outras pessoas.

As investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e ao fato de a vítima supostamente manter contato com forças de segurança e repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito chegou ao estabelecimento, efetuou dois disparos contra a cabeça da vítima e fugiu em seguida.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens são cumpridas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá. O nome da operação, “Véu de Ísis”, faz referência ao avanço das investigações e à revelação de elementos que permaneciam ocultos nas fases anteriores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil nos municípios envolvidos.

As diligências continuam para esclarecer completamente o crime e individualizar a conduta de todos os envolvidos. O procedimento tramita sob sigilo.

GD


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