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Operação apura vazamento de dados sigilosos do INSS e cumpre mandados em MT, PR, RS, RJ e ES



Operação Data Leak — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso/Assessoria

Operação Data Leak — Foto: Polícia Federal de Mato Grosso/Assessoria

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (11) a Operação Data Leak, que apura os crimes de vazamento e receptação ilícita de dados sigilosos em Mato Grosso.

Devem ser cumpridos 7 mandados de prisão temporária e 9 mandados de busca e apreensão nas capitais de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os mandados foram decretados pela 5ª Vara Federal de Cuiabá.

De acordo com a assessoria da Polícia Federal, além do vazamento de dados, a operação apura crimes de corrupção e violação de sigilo funcional praticados por servidores públicos federais.

O nome Data Leak faz referência ao vazamento de dados sigilosos que chegam ao poder de outras pessoas que praticam o comércio clandestino de informações pessoais e financeiras de funcionários públicos e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ainda segundo a Polícia Federal, há suspeita da participação de servidores públicos nos crimes investigados que, tendo acesso a bancos de dados sobre os quais deveriam guardar sigilo funcional, tiram vantagens financeiras no repasse das informações sigilosas a terceiros.

Os receptadores dos dados, por sua vez, comercializam as informações com escritórios de advocacia, contabilidade, financeiras e empresas de cobrança, dentre outras, conseguindo expressivos lucros na transação.

A Polícia Federal suspeita que determinadas bases de dados estejam sendo comercializadas clandestinamente por valores que superam a cifra R$ 1 milhão.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Região

Sistema prisional de MT registra 94 casos de tuberculose em tratamento


Por TV Centro América

Mato Grosso registra 94 casos de tuberculose em tratamento em duas unidades prisionais do estado, segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). Os casos estão concentrados na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis.

De acordo com a Sejus, 44 detentos estão em tratamento na PCE, enquanto outros 50 casos foram registrados na unidade de Rondonópolis.

O Sindicato dos Policiais Penais denunciou, nesta segunda-feira (11), o avanço da tuberculose no sistema prisional e alertou para o risco de contaminação entre servidores e pessoas privadas de liberdade. Inicialmente, a entidade havia apontado cerca de 30 casos em Rondonópolis.

Segundo o sindicato, a superlotação e a falta de estrutura adequada nas unidades prisionais podem contribuir para o aumento das infecções. A entidade também cobrou a ampliação da testagem, o isolamento de casos suspeitos e a melhoria das condições sanitárias nos presídios.

Apesar dos registros, a secretaria afirmou que não há surto da doença no sistema prisional de Mato Grosso. Segundo a pasta, os casos estão dentro do esperado para o ambiente carcerário e seguem com acompanhamento médico e tratamento conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

Em nota, a Sejus informou que realiza ações de rastreio e diagnóstico da tuberculose em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da chamada “Carreta da Tuberculose”, que atua nas unidades prisionais do estado.

obre a informação de que dois detentos da PCE estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a Sejus informou que há custodiados em tratamento na unidade, mas que não há comunicação oficial que relacione essas internações à tuberculose. Por isso, segundo a pasta, não é possível confirmar nem descartar que os casos sejam decorrentes da doença.


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