Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Prefeitura e entidades se movimentam pela ampliação da Caixa Econômica em Primavera do Leste



Para tratar da instalação da nova agência da Caixa Econômica Federal, em Primavera do Leste, que está ameaçada de ser adiada, sob a alegação de corte no orçamento, o prefeito Léo Bortolin promoveu uma reunião na manhã desta terça-feira, 19, com o presidente da Câmara, Miley Alves, os vereadores, Luis Costa e Manoel Mazzutti, o presidente da 22º Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Edmar Rodrigues, Ubiratan Ferreira da Aciple e o representante da Loja Maçônica, José Carlos Campanhoni para elaborar um documento a ser entregue ao presidente da Caixa Econômica Federal Gilberto Magalhães Occhi.

Ao tomar conhecimento desse assunto, o prefeito Léo Bortolin tomou as providências e, nessa reunião ficou decidido que o vereador Luis Costa levará a Brasília e junto com o senador Wellington Fagundes estarão em audiência com Gilberto Occhi, “não podemos permitir que isso aconteça”. A dificuldade de ampliação da Caixa Econômica Federal tem estagnado o desenvolvimento de nosso município, porque “ela é responsável pelos convênios, investimentos e outros procedimentos que ajudam a movimentar o nosso município”.

Para o presidente da Aciple, a instalação de uma nova agência ai atender a demanda de uma cidade que cresce acima da media do país. “É notório que o número de correntistas supera a estrutura física e a capacidade de atendimento da agência instalada em nosso município, por isso, precisamos que esse atendimento seja ampliado por respeito e para não nos penalizar por mais alguns anos e travar o crescimento da instituição”.

O presidente da Câmara de vereadores, Miley Alves, salientou que ampliação dos atendimentos espera que grande parte da demanda seja atendida, “já que a unidade bancária também é responsável pelo atendimento da região”. O vereador Manoel Mazzutti salienta que a construção dessa nova agência possibilitará um atendimento de mais qualidade, “continuaremos a ter uma agência, mas com ampliação dos serviços. Isso trará muitos benefícios a população. José Carlos Campanhoni, representante da Loja Maçônica Primavera, comunga da mesma ideia”. O vereador Luis Costa acredita que com interferência das autoridades locais e o aval do senador não teremos dificuldades em reverter essa situação. Ele viaja nesta quarta-feira, 20, para Brasília.

Da Assessoria de Imprensa



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


Antenado News