Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 31 de Marco de 2026

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STF autoriza inquérito para investigar Emanuel, Botelho e mais 4 deputados



 

 

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou abertura de um inquérito para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (PSB) e outros 3 parlamentares estaduais, todos em exercício de mandato na atual legislatura.


Emanuel Pinheiro, Ezequiel Fonseca, Eduardo Botelho, Zeca Viana, Nininho e Wancley

Resultado da delação do ex-governador Silval Barbosa, o pedido foi protocolado na semana passada e distribuído ao ministro Luiz Fux nesta quarta-feira (13) responsável por homologar o acordo de colaboração do peemedebista no mês passado. Conforme a petição, o inquérito visa investigar crimes (peculato) praticados por funcionários públicos contra a administração em geral. Os demais investigados são os deputados Zeca Viana (PDT), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD) e Wancley Rodrigues Carvalho (PV).

Dos parlamentares investigados no inquérito, somente Wancley não foi citado na delação do ex-governador Silval. No caso de Zeca Viana, apesar de não aparecer em vídeos recebendo mensalinho e nem conste na lista de 24 parlamentares apontados como recebedores de propina, seu nome aparece na delação do peemedebista.

Reprodução

Pinheiro e Ezequiel Fonseca estão entre os políticos flagrados em vídeo recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó. Silval afirmou tratar-se de propina paga como forma de mensalinho em troca de apoio político e não fiscalização de irregularidades e esquemas de corrupção em sua gestão entre março de 2010 e dezembro de 2014.

Embora não tenha recebido os recursos provenientes da propina, Zeca teria cobrado, certa vez, o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Cézar Corrêa Araújo, dentro da ALMT, sendo informado por Sílvio que não tinha direito ao dinheiro por não estar na relação elaborada pelos deputados Romoaldo Júnior (PMDB) ou Mauro Savi (PSB).

Em relação a Nininho que também é empresário o ex-governador disse em sua delação premiada ter recebido R$ 7 milhões em propina para assinar a concessão da MT-130, entre Rondonópolis e Primavera do Leste à empresa Morro da Mesa, de propriedade de Nininho. De acordo com Silval, o valor foi negociado com o deputado estadual e um representante de sua empresa.

No caso de Eduardo Botelho, a denúncia contra ele na delação de Silval diz respeito a sua atuação como empresário. Ele é sócio empreiteira Nhambiquaras juntamente com seu irmão Rômulo Botelho. O ex-governador acusou Botelho de ter repassado R$ 1 milhão em forma de propina referente ao MT integrado para que sua empresa fosse beneficiada com obras. Outra acusação contra ele é de ter se beneficiado de ilicitudes ocorridas no Detran enquanto sócio de uma empresa que prestou serviços para a autarquia estadual.

Gazeta Digital



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Polícia

Assessor vereador preso: polícia revela estrutura por trás da morte de engenheiro em Primavera


 A Polícia Civil bateu cedo e bateu firme. Na manhã desta segunda-feira (30), a Operação Linha de Mando avançou no caso do engenheiro Afrelino Baptistella Júnior, executado a tiros em 2022. Teve prisão em flagrante, mandados cumpridos e peça importante da engrenagem criminosa exposta.

 

Segundo consta, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal, em endereços ligados a suspeitos que fariam parte da cadeia de comando do assassinato.

 

O crime, registrado em 22 de novembro de 2022, foi direto e sem chance de reação. Um homem em uma motocicleta emparelhou com o carro da vítima e abriu fogo. O engenheiro morreu no local. Uma médica que estava com ele sobreviveu.

 

A linha de investigação é clara: execução planejada. Emboscada. Nada de latrocínio.

 

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de crime encomendado, com divisão de funções. Mandante, intermediador e executor. Entre os investigados aparecem um possível mandante, a esposa dele, um policial militar e um ex-policial militar apontado como autor dos disparos.

 

A motivação, segundo consta, gira em torno de conflitos pessoais. Ciúmes, ameaças e desentendimentos.

 

Durante a operação, um dos alvos acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Na casa dele, os policiais encontraram uma pistola carregada, munições na câmara e no carregador, além de mais munições dentro de um veículo.

 

Celulares, documentos e a arma foram apreendidos. Todo o material vai passar por perícia. A suspeita é que a arma tenha ligação direta com o homicídio.

 

O delegado Eric Martins afirmou que a operação é mais uma etapa para fechar o quebra-cabeça e responsabilizar todos os envolvidos.

Até agora, os nomes não foram divulgados.

Mas o cerco está fechando.


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