Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026

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Vereador Carlos Instrutor afirma que Casa de Leis não está impedindo o executivo de trabalhar



Fofocas que tem se espalhado em nossa cidade que não estamos deixando o menino trabalhar

Da Redação

Diante de falatórios por parte de algumas pessoas de grupos de oposição, tem se ouvido de que a Câmara Municipal está atrapalhando os trabalhos do prefeito, e em seu discurso na última sessão ordinária (14), o vereador Carlos Instrutor (PSD), afirma que a Casa de Leis não é oposição.

“Aproveito a fala do nosso presidente Miley (PV), que disse aqui sobre as fofocas que tem se espalhado em nossa cidade que não estamos deixando o menino trabalhar. Quero dizer aqui, que sou companheiro do Leo, e afirmo que, todos nós legisladores somos parceiros  e tudo que for para melhorar nossa cidade, estaremos juntos”. Explica o vereador.

Carlos Instrutor aproveitou para citar o pedido do partido verde em não derrubar todas as árvores da região central de nossa cidade. O legislador disse que se a proposta do executivo é para melhorar o embelezamento de nossa cidade e também adequar a infraestrutura, tem seu consentimento, mas não concorda em deixar os canteiros centrais sem árvores.

“Se as árvores que estão no canteiro central estão perfurando o asfalto por causa da raiz, então, se for para cortar as árvores que existem hoje, que se coloquem outras no lugar, porque as árvores proporcionam sombra e também deixa a cidade mais agradável. O prefeito Leo pode contar comigo para ações positivas que irão tornar nossa cidade melhor ainda para nossa comunidade”. Menciona Carlos Instrutor.

O vereador continua sua fala insistindo que a Casa de Leis é transparente e não é oposição ao executivo. Ainda cita que alguns jornais e também por meio das redes sociais, grupos de pessoas estão disseminando informações falsas de oposição, mas isso não é verdade.

“Temos hoje aqui, a vereadora Carmem Betti Borges (PSC), o vereador Neri (PDT), o vereador Josafá Barbosa (PP), que estiveram aqui na legislatura passada, e sabem que tinham uma ou duas laranjas podres contaminando todos os outros e na época, não existiam perseguições com fofocas em redes sociais e em toda imprensa. Alguns que passaram por essa casa já fizeram uma baderna aqui, tinha vereador que nem morava em Primavera do Leste, eu mesmo cheguei a ser suplente e assumi por várias vezes, mas em nenhuma vez fiz pressão para alguém sair”. Ressalta o vereador.

Carlos Instrutor deixa bem claro que hoje existe o Portal da transparência que dá acesso a qualquer cidadão para acompanhar a vida pública de seus representantes, e que a Casa de Leis é um local aberto, em que, qualquer pessoa pode ter freqüentar o local.

“Tem relatos de assessores das legislaturas passadas, que pegavam diárias para viagens de  vereadores e ficavam em casa, para ninguém descobrir a mentira e hoje isso não existe. Gente isso é falcatrua é baderna com o dinheiro público. Esse pedido de auditoria desta casa vai mostrar quem foram os ex-presidentes e legisladores do passado, porque se hoje estão espalhando que estamos roubando, vamos mostrar a nossa população quem está roubando”. Indaga o legislador.

Trânsito

O mês de maio é dedicado a atividades em alusão ao trânsito, a campanha é conhecida como “Maio Amarelo”, e segundo o vereador Carlos Instrutor, a campanha vem de encontro com os pedidos que os vereadores têm feito para que o executivo viabilize a Secretaria de Trânsito e também fomente mais ações de prevenção a acidentes.

“Eu protocolei um pedido a Secretaria de Fazenda para saber quantos o município tem arrecadado com as multas de trânsito, porque segundo o Código de Trânsito, número 320, todo o valor arrecadado com as multas deve ser revertido para a Coordenadoria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU), mas parece que o dinheiro não tem chegado, já que todas as vezes que mandamos uma indicação para sinalização, com placas ou pinturas, a CMTU alega não ter dinheiro para as melhorias. Então prefeito, precisamos melhorar nossa mobilidade urbana urgentemente, porque acidentes acontecem também por falta de sinalização e adequações ao nosso trânsito”. Conclui o legislador.

 

 

 



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Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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