Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

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Vereador Luis Costa alerta a população sobre informações falsas



Da Redação

Já faz alguns meses que a Câmara Municipal de Primavera do Leste vem sofrendo difamação,  e essas falácias estão ligadas a postura corrupta de alguns políticos que já passaram pela Casa de Leis.  Os vereadores têm sido vítimas de pessoas ligadas a grupos políticos que são oposição aos legisladores da casa. O próprio vereador Luis Costa relatou o que tem passado nas últimas semanas em relação às inverdades ditas sobre sua postura.

“Dizem por ai que estou atrapalhando os serviços públicos que estão sendo feitos em alguns assentamentos. Disseram-me que o boato é que, se as máquinas entrarem o vereador vai filmar e enviar ao Ministério Público. Eu quero dizer que isso é mentira e que todas as vezes que acompanhei os trabalhos seja em assentamentos ou em outros setores foi como fiscalizador que sou. Se houver irregularidades nos serviços, eu vou denunciar sim, porque essa é minha função de acompanhar o executivo e fiscalizar, e isso não é perseguição é legislar. Hoje isso não está ocorrendo, então inventaram essas fofocas para a população de bem”. Esclarece o vereador.

Luis Costa enfatizou ainda que não irá parar de trabalhar por causa de adversários políticos ou por causa de politicagem e fofocas. Ainda trouxe uma notícia boa à população, de que a Câmara Municipal irá contratar uma empresa especializada para fazer uma auditoria nas contas da Casa dos últimos dez anos, sendo que todas as movimentações dos ex-presidentes e legisladores irão ser apresentadas novamente, mesmo sendo aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Essa auditoria irá passar está Casa de Leis a limpo e irá mostrar quem é quem. Nossa sociedade irá conhecer toda a movimentação de nossos ex-representantes. Porque tem muitas pessoas por ai que não tem moral nenhuma para falar desta Casa de Leis, pessoas que tiveram o comportamento duvidoso, que fizeram coisas erradas, então, está na hora da sociedade saber quem são essas pessoas. Como disse meu colega vereador Manuel Mazutti (MDB) em uma de suas falas, têm pessoas que parece que não tem processos em seus escritórios de advocacias, outras que parece que nem tem carros para concertar em suas oficinas e mais, têm outras que parece não ter corridas para fazer em seu moto taxi, porque ficam o dia todo no whasApp provocando inverdades sobre os legisladores que estão aqui”.  Desabafa o legislador.

Em relação ao pedido protocolado na Câmara Municipal para o afastamento do vereador Josafa Barbosa (PP), Luis Costa concordou com a fala da vereadora Edna Mahnic (PT), dizendo que essa medida é um golpe e faz parte de grupos políticos que estão tentando difamar a Casa de Leis, e novo pedido de afastamento foi feito totalmente fora dos padrões exigidos pelo Regimento Interno .

“Eu estou aqui para fazer justiça e acredito na justiça. Se existe um processo a ser julgado, vamos aguardar a decisão judicial. Quem fez esse pedido de afastamento do colega foi muito infeliz porque quem julga um processo que está na justiça não somos nós. Eu não tenho medo de pessoas que são mentirosas que não tem coragem de vim até esta Casa para conversar com cada um de nós, ou seja, marcar uma reunião, enfim que não tem uma postura correta diante da situação. Essas pessoas que estão xingando está Câmara Municipal, eu não sei qual o grupo político que pertence, então quem são essas pessoas que estão se matando para  ver quem fala mais para manchar a imagem desta Casa?”. Indaga o vereador.

Para encerrar, Luis Costa menciona o comentário da vereadora Carmem Betti Borges (PSC), em relação a ser um cidadão Primaverense, pai de família e esposo.

“Por trás deste vereador aqui, tem o pai do Davi, que volta para casa para cuidar dele e pegar no colo, quando ouço do meu filho: ‘pai ser vereador é chato’. Também sou marido da Rosi que já não tenho muito tempo para ela. Tenho meu pai que me liga todos os dias, ele é um senhor de 70 anos, preocupado. Antes eu tomava café todos os dias com ele, pedia sua benção e hoje nem tempo para visitar ele eu tenho. O que me faz ser vereador e ganhar um salário de R$ 5.800, não é o mau que está em nossa sociedade sendo propagado por alguns, que poderiam estar aqui dentro, mas não estão, que poderia ocupar o meu lugar ou de qualquer colega aqui, o que me faz continuar é acreditar que podemos fazer uma política limpa, de saber que muitas pessoas lutaram e continuam lutando por uma sociedade justa, em que os direitos funcionem. Deus sabe o valor que eu tenho e Deus sabe que acredito na justiça, eu não estou aqui por acaso, todos estamos em uma missão maior e vamos lutar para defender essa instituição e o mau não vai prevalecer”. Encerra o vereador Luis Costa.

 

 

 

 

 

 

 

 



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A Palavra - Opinião

Entre o “Fora, Lula” e as polêmicas de Primavera: onde fica a coerência política?


Opinião | Por Luis Costa

Primavera do Leste (MT) — Na política, o discurso costuma ser uma coisa; a prática, outra. E é justamente por isso que o eleitor precisa olhar além dos slogans, das bandeiras partidárias e das palavras de ordem que ganham força nas redes sociais.

Em Primavera do Leste, uma contradição merece ser debatida: há pessoas que levantam a bandeira do “Fora, Lula”, criticam posições ideológicas da esquerda e, ao mesmo tempo, apoiam lideranças políticas locais cujas gestões também foram palco de debates e controvérsias envolvendo cultura, comportamento e ideologia.

A pergunta é simples: os princípios políticos valem para todos ou mudam conforme o candidato que recebe o apoio?

A cultura entrou no centro do debate

Durante a gestão de Leonardo Bortolin à frente da Prefeitura de Primavera do Leste, a cultura ganhou espaço na agenda pública, com investimentos em estrutura e iniciativas voltadas às manifestações artísticas.

Em fevereiro de 2023, por exemplo, a cidade inaugurou o Teatro Municipal e uma nova estrutura do Centro Cultural Professora Evangeline Alcântara Takeuchi. Na ocasião, o então prefeito destacou a importância dos espaços para o desenvolvimento cultural e para a formação de jovens.

A informação foi divulgada pelo portal PNB Online, em reportagem publicada em 8 de fevereiro de 2023.

Mas a cultura também se tornou assunto de disputa política na cidade. E é nesse ambiente que surge uma discussão que ainda provoca questionamentos sobre os limites entre arte, liberdade de expressão, valores familiares e posicionamentos ideológicos.

O episódio do beijo que provocou polêmica

Em junho de 2022, uma apresentação artística com temática LGBTQIA+ provocou forte repercussão em Primavera do Leste. A encenação incluía a simulação de um beijo entre pessoas do mesmo sexo e gerou críticas de vereadores, que classificaram a apresentação de maneira negativa.

O caso foi noticiado pelo portal Primeira Página em 30 de junho de 2022.

É importante esclarecer um detalhe: segundo a reportagem, a apresentação foi realizada por uma escola particular, e não se tratava de um espetáculo organizado diretamente pela Prefeitura. Portanto, o episódio não pode ser atribuído automaticamente à administração municipal.

Ainda assim, a repercussão revelou como as questões culturais e ideológicas dividiam opiniões na cidade e eram levadas para o debate político.

A pergunta que permanece pertinente é: quem defende liberdade de expressão em determinadas situações está disposto a defender o mesmo princípio quando a manifestação artística contraria suas próprias convicções?

E quem critica a chamada ideologia de esquerda em âmbito nacional mantém os mesmos critérios quando se trata de aliados políticos locais?

O eleitor não pode ter dois pesos e duas medidas

O problema não está em ser de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política. Cada cidadão tem o direito de defender suas convicções, apoiar candidatos e discordar de manifestações culturais.

O problema começa quando os princípios são utilizados seletivamente.

Se uma pessoa considera determinadas manifestações culturais inadequadas, tem o direito de expressar sua opinião. Mas também precisa estar disposta a avaliar criticamente as decisões e os posicionamentos dos políticos que apoia.

Da mesma forma, quem cobra coerência ideológica do governo federal não deveria abrir mão de fazer as mesmas perguntas aos representantes de sua preferência em Primavera do Leste.

A coerência política não pode ser uma exigência apenas para os adversários.

Flores, obras e disputas ideológicas: o que fica para a população?

Uma gestão pública não pode ser avaliada apenas por eventos, inaugurações, slogans ou imagens bonitas. É preciso observar os resultados, as prioridades administrativas, a aplicação dos recursos públicos e a capacidade de atender às necessidades da população.

Na cultura, isso significa discutir acesso aos espaços públicos, valorização dos artistas locais, transparência nos investimentos e respeito à diversidade de manifestações culturais.

Também significa permitir que a população questione as escolhas da administração sem ser automaticamente rotulada por suas posições políticas ou religiosas.

O debate precisa ser mais amplo do que um beijo em um palco ou uma palavra de ordem nas redes sociais. O cidadão tem o direito de saber quais políticas foram executadas, quanto custaram e quais benefícios trouxeram para a comunidade.

E os eleitores de Léo que gritam “Fora, Lula”?

É aqui que a discussão ganha força política.

Não há contradição automática em alguém criticar Lula e apoiar Leonardo Bortolin. São lideranças diferentes, com trajetórias, propostas e responsabilidades distintas. Um eleitor também pode concordar com um político em determinados assuntos e discordar dele em outros.

Mas, quando o argumento utilizado contra um adversário é ideológico, é legítimo cobrar que os mesmos critérios sejam aplicados aos aliados.

Se o discurso é contra determinadas manifestações culturais, por exemplo, o eleitor pode perguntar como os políticos de sua preferência se posicionaram diante de situações semelhantes. Se a cobrança é por valores familiares, cabe questionar quais políticas públicas efetivamente defendem esses valores. E, quando o argumento é o uso do dinheiro público, a fiscalização deve valer para todos.

Não se trata de defender Lula nem de atacar quem pensa diferente. Trata-se de cobrar coerência de quem faz da ideologia uma bandeira política.

A política precisa de menos slogans e mais coerência

Primavera do Leste precisa de debate sério sobre saúde, educação, infraestrutura, cultura, segurança e aplicação dos recursos públicos. As discussões ideológicas fazem parte da democracia, mas não podem substituir a avaliação concreta dos resultados de uma gestão.

O eleitor não deve entregar um cheque em branco a nenhum político. Nem a um adversário, nem a um aliado.

Quem cobra coerência precisa praticá-la. Quem exige transparência deve aceitar a fiscalização. E quem critica as escolhas de um governo precisa estar disposto a examinar as decisões dos representantes que apoia.

No fim das contas, a pergunta não é apenas quem grita “Fora, Lula”. A pergunta é: quais critérios essa pessoa utiliza para avaliar os políticos em quem acredita?

Porque, em uma democracia, a coerência não se mede pelo volume do grito, mas pela disposição de aplicar os mesmos princípios a todos.

 


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