Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa alerta a população sobre informações falsas



Da Redação

Já faz alguns meses que a Câmara Municipal de Primavera do Leste vem sofrendo difamação,  e essas falácias estão ligadas a postura corrupta de alguns políticos que já passaram pela Casa de Leis.  Os vereadores têm sido vítimas de pessoas ligadas a grupos políticos que são oposição aos legisladores da casa. O próprio vereador Luis Costa relatou o que tem passado nas últimas semanas em relação às inverdades ditas sobre sua postura.

“Dizem por ai que estou atrapalhando os serviços públicos que estão sendo feitos em alguns assentamentos. Disseram-me que o boato é que, se as máquinas entrarem o vereador vai filmar e enviar ao Ministério Público. Eu quero dizer que isso é mentira e que todas as vezes que acompanhei os trabalhos seja em assentamentos ou em outros setores foi como fiscalizador que sou. Se houver irregularidades nos serviços, eu vou denunciar sim, porque essa é minha função de acompanhar o executivo e fiscalizar, e isso não é perseguição é legislar. Hoje isso não está ocorrendo, então inventaram essas fofocas para a população de bem”. Esclarece o vereador.

Luis Costa enfatizou ainda que não irá parar de trabalhar por causa de adversários políticos ou por causa de politicagem e fofocas. Ainda trouxe uma notícia boa à população, de que a Câmara Municipal irá contratar uma empresa especializada para fazer uma auditoria nas contas da Casa dos últimos dez anos, sendo que todas as movimentações dos ex-presidentes e legisladores irão ser apresentadas novamente, mesmo sendo aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Essa auditoria irá passar está Casa de Leis a limpo e irá mostrar quem é quem. Nossa sociedade irá conhecer toda a movimentação de nossos ex-representantes. Porque tem muitas pessoas por ai que não tem moral nenhuma para falar desta Casa de Leis, pessoas que tiveram o comportamento duvidoso, que fizeram coisas erradas, então, está na hora da sociedade saber quem são essas pessoas. Como disse meu colega vereador Manuel Mazutti (MDB) em uma de suas falas, têm pessoas que parece que não tem processos em seus escritórios de advocacias, outras que parece que nem tem carros para concertar em suas oficinas e mais, têm outras que parece não ter corridas para fazer em seu moto taxi, porque ficam o dia todo no whasApp provocando inverdades sobre os legisladores que estão aqui”.  Desabafa o legislador.

Em relação ao pedido protocolado na Câmara Municipal para o afastamento do vereador Josafa Barbosa (PP), Luis Costa concordou com a fala da vereadora Edna Mahnic (PT), dizendo que essa medida é um golpe e faz parte de grupos políticos que estão tentando difamar a Casa de Leis, e novo pedido de afastamento foi feito totalmente fora dos padrões exigidos pelo Regimento Interno .

“Eu estou aqui para fazer justiça e acredito na justiça. Se existe um processo a ser julgado, vamos aguardar a decisão judicial. Quem fez esse pedido de afastamento do colega foi muito infeliz porque quem julga um processo que está na justiça não somos nós. Eu não tenho medo de pessoas que são mentirosas que não tem coragem de vim até esta Casa para conversar com cada um de nós, ou seja, marcar uma reunião, enfim que não tem uma postura correta diante da situação. Essas pessoas que estão xingando está Câmara Municipal, eu não sei qual o grupo político que pertence, então quem são essas pessoas que estão se matando para  ver quem fala mais para manchar a imagem desta Casa?”. Indaga o vereador.

Para encerrar, Luis Costa menciona o comentário da vereadora Carmem Betti Borges (PSC), em relação a ser um cidadão Primaverense, pai de família e esposo.

“Por trás deste vereador aqui, tem o pai do Davi, que volta para casa para cuidar dele e pegar no colo, quando ouço do meu filho: ‘pai ser vereador é chato’. Também sou marido da Rosi que já não tenho muito tempo para ela. Tenho meu pai que me liga todos os dias, ele é um senhor de 70 anos, preocupado. Antes eu tomava café todos os dias com ele, pedia sua benção e hoje nem tempo para visitar ele eu tenho. O que me faz ser vereador e ganhar um salário de R$ 5.800, não é o mau que está em nossa sociedade sendo propagado por alguns, que poderiam estar aqui dentro, mas não estão, que poderia ocupar o meu lugar ou de qualquer colega aqui, o que me faz continuar é acreditar que podemos fazer uma política limpa, de saber que muitas pessoas lutaram e continuam lutando por uma sociedade justa, em que os direitos funcionem. Deus sabe o valor que eu tenho e Deus sabe que acredito na justiça, eu não estou aqui por acaso, todos estamos em uma missão maior e vamos lutar para defender essa instituição e o mau não vai prevalecer”. Encerra o vereador Luis Costa.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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