Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

política

Vereador Luis Costa cobra em tribuna a contratação de mais médicos oftalmologista



Da Assessoria

O problema já é conhecido por grande parte da comunidade, mas há anos não tem tido uma solução pontual. A fila de espera para consultas e exames com médicos oftalmologistas só aumentam. Já tivemos três médicos, depois dois e chegamos a apenas um, atendendo normalmente, mas essa quantidade de profissionais não tem suprido a necessidade de nossa população.

Por duas vezes o vereador Luis Costa (PR), falou em tribuna sobre a falta de médicos oftalmos e o quanto essa especialidade é procurada pela população. “Recebo em meu gabinete pessoas de todas as idades, que tem problemas de vista e precisam de consultas e de exames, e são muitos pedidos e tem gente aguardando um atendimento há mais de anos. Professores que também encaminham crianças para o especialista já que o aprendizado sem a visão fica comprometido, e mesmo com a necessidade, não estão sendo atendidas como devem. A demora só agrava o problema”.

Luis Costa disse ainda em tribuna na última sessão (12) que lamenta a situação e que já protocolou em agosto um ofício solicitando ao secretário de saúde que pudesse verificar a situação de perto e tentar resolver, mas ainda o problema continua.

“Nós vereadores estamos votando o orçamento do executivo, e peço um olhar especial para essa especialidade, e se for necessário vamos cortar alguns gastos como do gabinete do prefeito, do salgadinho e outros e vamos contratar ou fazer seletivo ou concurso, seja qual a solução, mas precisamos ter mais médicos oftalmos”. Ressalta Luis Costa.

O legislador ainda falou da falta de gestão do governador do estado, Pedro Taques (PSDB) em que não tem realizado o repasse a saúde do município de forma correta e como deveria ser. Luis Costa ressalta que parte do que vem ocorrendo com a saúde, é culpa sim do governo do estado que não tem cumprido com o seu dever, mas também menciona que diante dessa perspectiva ruim, o município tem que encontrar soluções e ajudar a população.

“Prefeito, já que nosso governo não está ajudando vamos ajudarmos essas pessoas que estão na fila do SUS, vamos olhar para o nosso povo, e encontrar uma solução. Eu aqui estou decepcionado com este governo do estado e quero parabenizar aos vereadores de nossa casa e tantos outros de municípios vizinhos que estiveram em Rondonópolis na semana passada lutando pelo Hospital Regional, e também estão indo a Cuiabá, cobrar os repasses que são por direito dos municípios, e ao senhor governador quero dizer, que aos deixar as pessoas sem atendimento nas filas de espera, os problemas agravam e o resultado é triste: pessoas morrendo, por falta de capacidade de gestão, política e humanidade do senhor”.

Luis Costa sugere um consórcio de saúde para que o município possa resolver este e outros problemas de consultas e exames.

Nota da Secretaria de Saúde

De acordo com o secretário de saúde, Advanilson Sampaio, o município tem contratado um médico oftalmologista, e esta aberta para a contratação de mais oftalmos um credenciamento, na qual, está disponível para os profissionais fazerem o cadastro e começarem atender, sendo assim não houve corte na área de oftalmologia.

Ainda o secretário explicou que o município fez uma parceria com o Rotary Clube para realizar mutirões de atendimentos médicos e exames. O primeiro mutirão já foi realizado e atendeu 600 pessoas e até o final deste mês terá outro mutirão de oftalmologia. Sendo assim os pacientes que estão na fila de espera, procurem o seu posto de saúde e se informem para participar do mutirão.

 



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


Antenado News